Até à sexta-feira 13 não havia telejornal sem publicidadezinha diária aos «refugiados», ilustrado com filmagens muito bem montadas de hordas de infelizes em botes de borracha transmediterrânicos, mulheres e crianças em desespero transumante e, fatalmente, algum doloroso saldo de vítimas. Um dramalhão das arábias pronto a aliviar consciências por conta solidária.
No dia 13 à noite, porém, calaram-se as trombetas dos «refugiados». Chocavam tanto, mas tanto, com o acontecido no Bataclan e arredores que melhor era calar.
Não obstante o senso imediato, no refluir do choque logo dei pela a central da propaganda começar a verter a moirama do terrorismo e a dos «refugiados» como água e azeite: nada lá de misturas... — Terrorismo e moirama, aliás, neste refluxo civilizacional teleinoculado, só a custo se misturariam, nem mesmo esgravatando linhagens franco-belgas a Tunes ou a Argel. Mas o principal de que não vi nem ouvi notícia foi o nada e o nunca mencionar de confissões a motivar o massacre: do narcojornalismo para o cidadão infantilizado da cristandade Europa jacobina basta dizer dos passaportes; livre-se alguma vez esse jornalismo catequístico de libertar do requebro o teleinduzido o cristão eurocidadão, não vá acordar-lhe alguns instintos primários de sobrevivência, coisa primitiva!...
Os bárbaros do Bataclan soaram assèpticamente, por conseguinte, como franco-belgas, formalmente e de subúrbio (e um lusodescendente, vá lá, para orgulho do jornalismo doméstico...) Gente semicivilizada, mas — entendo-o — nossa...
Enquanto tal, no telegulag euro-instituído calhou afortunadamente o destino em achar uma heroína Jasmine el Yousfi (ao contrário dos terroristas, aqui um nome destes ajuda) a juntar à cadela Diesel e ao caridoso solidário que socorreu um terrorista ferido (estranho ferido — terá ele sido alvejado por terroristas iguais?...) Pelo meio um filme lindo dum catecùmenozinho aculturado (outra mensagem subliminar) trinando um bucólico sont por nous proteger, les fleurs et les bougies...
O derrengo da cristandade Europa pela narcopropaganda é atroz. Ainda assim carece do maior fomento: hoje ouvi mais um na emissora nacional a falar-me em bom estilo como se aquilo em Paris não fosse jihad, nem terrorismo de motivação confessional nenhuma (nem já franco-belga), mas sim obra de vulgares assassinos de mente toldada por mistelas de cafeína e anfentaminas desembestados em euforia suicida.
Ora eu bebo café e não sei já se ando a preceber tudo mal ou se a euforia suicida é a demência geral.
Cruz de Cristo, Praça do Império, 2014.
Rui Gaudêncio, in Público.
Não me diga que ainda não lhe explicaram que os refugiados fogem para cá, destes que até são belgas e franceses e fruto dos males do capitalismo.
ResponderEliminarSim, mas não serem já terroristas, antes reles drogados?!...
ResponderEliminarMaldita cafeína.
Cumpts.
The Thief in the Night :
ResponderEliminarWould you want to die singing the song "Kiss the Devil"? A song that chorus actually says "I will love the devil and sing his song". In fact there is not any substance to it, it almost reads as a satanic parody of the Divine Praises. That was the song that apparently the band Eagles of Death metal started performing according to the Daily Mail when the gunmen showed up and starting their killing spree.
http://unamsanctamcatholicam.blogspot.ca/2015/11/the-thief-in-night.html
Bem visto.
ResponderEliminarCumpts.
Sim, Josephvs, de facto tem razão. Só o título da cantiga é apavorante.
ResponderEliminarHá uns anos largos, talvez trinta ou mesmo quarenta (isto diz-vos alguma coisa?), uma senhora alentejana, creio que de Portalegre, escrevia no jornal O Tempo, nas cartas ao Director, uns importantes avisos, entre os quais alguns em que argumentava com toda a razão - o que, tenho a certeza, para muitos leitores seria possìvelmente um exagero desmesurado - que as bandas musicais Heavy Metal e quejandas, bem como os concertos-rock, que já estavam desde há muito na berra lápor fora e começavam então a proliferar em Portugal, eram uma forma sub-reptícia de alienar a juventude. A RTP, por exemplo, a mando nos novos mandantes do País, chegava a transmitir por essa altura emissões de quatro horas (sim, leram bem, quatro horas ininterruptas e por vezes mais!!!) destas músicas, melhor, ruído satânico. Eu, que já as detestava pelo ruído insuportável, ausência de melodia e a inestética a olhos vistos, ainda assim fiquei a pensar se esta senhora teria total razão nos argumentos que desenvolvia a este propósito. Claro que tinha carradas de razão. E, note-se, isto foi escrito há tanto tempo! Os resultados desta alienação da juventude tràgicamente são hoje mais do que conhecidos. E continuam a agravar-se tremendamente a cada ano que passa. Todo este mal que levou gerações de jovens em todo o mundo a perderem-se e por arrasto a igual número de famílias destroçadas, ambas as tragédias consequência directa e inquestionável desta praga infernal e sem sentido que assolou o mundo, só pode ter tido origem em mentes doentes - seres estes apoiados e incentivados pelos próprios governantes norte-americanos desde então até ao presente - ou, para sermos mais precisos, em verdadeiros psicopatas. Como aliás todos aqueles são classificados desde há muitas décadas pela maioria do povo americano. Do povo são, bem entendido.