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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Imprensa noticiosa



  Na senda do combate francês ao terrorismo franco-belga noticiam-se por cá coisas também importantes. A par da «resposta implacável» do cidadão Holanda da França que enviou aviões de caça a bombardear os bárbaros franco-belgas na Síria (e aqui pregunto: não haviam de ser antes aviões bombardeiros?...), o lusoportugalinho do jornalismo licenciado, (a)mestrado e doutor(in)ado avançou a notícia (uma forma ainda mais evoluída de dar notícias é avençá-las, não apenas avançá-las) de que na vertente materno-descendente da refrega contra a moirama os bárbaros, duas rusgas da ramona houve anteontem e ontem — implacáveis, creio — sobre os franco-belgas domésticos: uma na zona M de Chelas e outra num perigoso arrabalde saloio de que me esquece agora o nome.
 Cada um é para o que nasce, da ramona sempre soubemos que capturou ao segundo dia artefacto guerreiro mais notório do que a fisga do primeiro dia. Nada, porém, como o(s) milhar(es) de G3 que levaram sumiço nas revolvências do P.R.E.C., não imagineis ...


 Pois hoje soou outra notícia de investida no lusoburgo contra o perigo franco-belga, com upgrade digno de nota: desta vez coube, não à ramona, mas à polícia sacréta, que surgiu com o aparato duma autêntica Maria da Fonte no pasmo geral da Póvoa de Lanhoso, terra da lusomãe do franco-belga descendente do Bataclan. — Admitem-se coincidências suspeitas neste caso, aviso o leitor... — Fonte que não a Maria da dita, mas não confirmada, anunciou simplesmente que a investigação procura dar caça à raça dessa espécie de luso-herói negro apaparicado na imprensa nacional e — versão oficial — apurar as ligações da lusomãe a Portugal, não obstante já ter desalvorado das berças de Lanhoso ainda a alvorada de Abril não produzira estragos. — Não é clara, porém, a sua influência (da alvorada libertadora) no abjurar da lusodita mãe, como inferem os leitores mais atentos do empenhado pendor da imprensa livre e democrática em referir-se à apostasia (que é acto feio) sempre e só por conversão (que é livre e democrático, quando não ascé(p)tico).


 Não foi entretanto confirmado que uma das linhas da investigação se destinasse a apurar a verdadeira identidade da Maria da Fonte, de que ainda hoje há dúvidas, e quais as ligações que terá tido ao califado franco-maçonbelga e à morte do Sá Carneiro.

11 comentários:

  1. AHAHAHAHAH
    Que maravilha.

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  2. Ná! Estou é a ficar louco.
    Obrigado à mesma.

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  3. A fusao de Fontarcada & Lanhoso deu lugar à Povoa de Lanhoso, de um lado o Castelo do outro a Fonte...

    :)

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  4. Póvoa antre as duas, sim.
    Cumpts.

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  5. A credibilidade é como a virgindade, só se perde uma vez.

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  6. O erro a que não se oferece resistência acaba aprovado. A verdade que não se defende fica oprimida. Felix I, Papa

    Não sou inconveniente, nem politicamente correcto. Sei que sou muito bom a por os reis nús. Tenho, além disso, bastas qualidades e segue-me uma caravana dromedária que mal chega para carregar os meus defeitos.

    Honestamente, sofro mesmo quando "tropeço" com as falsas qualidades que, em tempos, coloquei numa pessoa. Êrro meu.

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  7. Pois, as coincidências são interessantemente suspeitas, tendo batido com a peça Ba-ta-clan, de Offenbach que tinha originado o nome do teatro, com 150 anos. Essa peça oferecia-se ao regime de Napoleão III, saído da Primavera dos Povos de 1848, cuja parte revolucionária nacional foi a da Maria da Fonte...

    Foi isto que escrevi aqui:
    http://odemaia.blogspot.pt/2015/11/ba-ta-clan-150-anos.html

    ... para dourar a história das primas revolucionárias, só faltava mesmo ao Bataclan ligar-se também à Maria da Fonte, pela maternidade terrorista da Póvoa do Lanhoso.
    Manhoso, não parece?

    Cumprimentos,
    da Maia

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  8. É daquelas coincidências.
    Cumpts. 😏

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  9. Inspector Jaap3/12/15 22:24

    Mais um notável verbete, caro Bic; os meus mais sinceros parabéns por ele; é verdadeiramente um deleite espraiar os olhos e o cérebro por esta prosa ímpar na estrutura, na forma e no conteúdo.
    Cumpts

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