Certa vez reclamei formalmente ao patrão duma melhoria de ordenado negada por migalhas de absentismo. Invoquei o artigo do decreto tal, a alínea não sei das quantas, o espírito da lei e a moral do legislador ou vice-versa, já me não lembro muito bem. Mas tudo muito bem redigido e argumentado, porque o absentismo estava mal contado. Recebi do director de Pessoal uma resposta toda jurídica contra-argumentando suas razões e que assim eram e não haviam de deixar de ser. Não me querendo meter em demandas nem contendas, aconselharam-me o Provedor de Justiça. Assim foi. Passados dois meses ou coisa oficiou-me justamente o provedor, em anexo, com a mesmíssima resposta toda jurídica do sr. director de Pessoal e nos exactíssimos contra-argumentos que me anteriormente fora apresentada. Sem mais. Ficámos assim.
Lembrou-me agora desta historieta por ler na folha oficial de duas inutilidades de nomeada — o Provedor da Justiça e a Casa da Moeda — e do que andam elas a preparar. Parabéns à prima!
(Revisto.)
Lembra-me a cantiga:
ResponderEliminarAi biribum
E lá vem mais um que se deixa estar
Desde que paguemos a coisa vai andando...
E pagamos, pois bem.
ResponderEliminarCumpts