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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Andam faunos pela cidade


 Os do partido dos animais, noutro tempo, haviam de por devoção e fé professar num convento de franciscanos. O espirituoso amor à bicharada ascèticamente enquadrado no claustro dar-lhes-ia decerto o céu...


 No Campo Grande, no passadiço de ante a universidade que diplomou o Relvas com a distinção que a imprensa aclamou, pende uma faixa: PAN, PESSOAS – ANIMAIS – NATUREZA. Parece-me um lema excessivo porque, como o bodejar panteísta do Pan testemunha e a teoria dos conjuntos corrobora, bastava dizerem a natureza, que lògicamente contém os animais, e estes contêm, por sua vez, a multidão de primatas que por convenção muitos designam pessoas, quando não mesmo pessoas humanas. A menos que o lema indique o percurso naturista pessoas > animais > natureza, três passinhos na re-volução da cultura à natura.


 Mais um partido progressista propondo o paraíso, este Pan.

4 comentários:

  1. Joe Bernard24/9/15 17:54

    Está tudo doido!

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  2. Não está tudo doido, perdoe-me o conntrariar.
    O povo, o povoléu, é que se está "nas tintas" para os pan porque já viu, há anos (atrás) o peter pan. Um dos melhores filmes da minha vida.
    Os pan-pan, já está... comem carne e peixe mortos intencional e mecanicamente para os seus ventres.
    Sugiro — um bom nome japonês — que se f

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  3. Ocorria-me algo mas não devo dizê-lo.
    Cumpts.

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