O programa «Visita Guiada» é interessante. Mostra cousas de ver. Do que tenho visto os convidados são claros e sóbrios na exposição. Aprende-se. Já da apresentadora, a M.ª Paula Pinheiro, nem sei que diga: louvaminheira em exagêro, evidenciando-se com gestos exuberantes, irritantemente interpeladora, interrompe a cada passo e a despropósito, para dizer o quê?
Lugares-comuns. Tolices. Cousas que se esperaria do excursionista deslumbrado e inconsciente da própria ignorância, mas que à nata do jornalismo letrado, como parece que é a apresentadora...
Ao biógrafo do abade de Baçal, João Jacob, chega a corrigir a referência a achados archeologicos como documento (histórico) chamando-lhe objectos. Velada, mas imediata foi a resposta: — fosse um documento escrito, fosse um documento archeologico. — Tal a curteza de vistas que não vejo como ela (ou quem realizou o episódio) o chegue a alcançar... Já no arranque do programa castigara a syntaxe do português: — Neste museu estão reunidos grande parte dos achados archeologicos &c.
Grande parte estão, ou grande parte está? — Pois!...
Isto para nem falar do genérico bilíngue do programa, sendo ao depois a locução toda em... português.
(Visita Guiada = Guided Tour, Ep. 4, Museu do abade de Baçal, R.T.P. 2, 1/VI/15.)
Ainda bem que fala nesta rapariga. Gosto bastante de ver o programa (quando o apanho, porque estou pràticamente sempre e só a ver os telejornais), mas a apresentadora tem dois defeitos insuportáveis e insanáveis. Ela é enjoativamente vaidosa e cheia de si até ao vómito. Sempre foi assim em todos os programas que tem vindo a apresentar ao longo dos anos. Não se aguenta. Os ademanes, os olhos a cada minuto arregalados, os trejeitos despropositados, o atirar o cabelo para o lado com ar de diva, enfim um horror. Vá lá que agora, contràriamente ao que acontecia nos seus programas anteriores, já não fala com o cabelo a tapar-lhe tanto os olhos..., é por estar mais curto? Qual seria/será a sua intenção? Comparar-se às 'vampes' do cinema d'antanho, Veronica Lake ou à Laureen Bacall?, actrizes do tempo da minha Mãe que criaram essa imagem de cabelos a tapar parte da cara para lhes dar um ar de sedutoras irresistíveis? Deve ter sido isso...
ResponderEliminarEu sei perfeitamente o que está por detrás daqueles tiques e expressões extemporâneas, umas de vaidosice exacerbada, outras algo aparvalhadas, fazem parte do seu DNA, não pode escapar-lhes, mas ao menos pode fazer por disfarçar. São vícios intrínsecos à sua génese como pessoa a que não pode escapar, mas se fizer um esforço chega lá. É difícil, imagino eu, mas se quiser consegue.
Maria
Parece-me menina do Frágil a maquilhar-se com 'ageing perfect' dos livros.
ResponderEliminarCumpts.
Pois eu também. tenho gostado muito de ver o programa, pese os defeitos da mocinha.
ResponderEliminarApós ver o último, acho que em Setembro vou até Bragança ver o Museu do Abade de Baçal.
Adorava ter conhecido uma personagem tão completa...
Dá vontade. Mérito ao museu e ao abade, que à guia não.
ResponderEliminarCumpts.
Esqueci-me de acrescentar duas coisas, uma - e dou-lhe toda a razão - ela interrompe/interrompia os convidados a propósito e despropósito o que, além de feio, denota falta de ética, para não dizer de educação.
ResponderEliminarOutra, dar os parabéns redobrados a todos os curadores, conservadores e responsáveis pelos Museus, Monumentos, Palácios e Igrejas, presentes em todos os programas. Foi um enorme prazer ouvi-los.
Maria
Sim. Só a apresentadora desmerece.
ResponderEliminarCumpts.