Estou ansioso por ler o Depoimento. O semanário «Expresso» publicou extractos de maneira tendenciosa, enquanto a restante imprensa anunciou o próximo lançamento da obra. Mas circulam rumores de que certas forças políticas intentam adquirir todos os exemplares para impedir a venda ao público.. Não seria abusar da amizade do Senhor Professor, pedindo o envio de um exemplar? Pode ser para a morada de D. Angel Marcos de Dios, Calle Vasco da Gama, 5, Salamanca, España. Este bom amigo far-me-á chegar o livro sem qualquer risco.
Joaquim Veríssimo Serrão, «VIII. Carta do autor ao Professor Marcello Caetano, Lisboa 15.XI.74», in Correspondência com Marcello Caetano, 2.ª ed., Lisboa, Bertrand, 1995, pp 28-29.
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Disse-me o Fernando de Passos [Director Editorial da Verbo] que as Minhas Memórias de Salazar tiveram um grande êxito livreiro. Esgotou-se a 1.ª edição de 10 mil exemplares e o mesmo sucedeu com a 2.ª de 5 mil. Vão aumentar esta edição com o mesmo número para satisfazer os constantes pedidos dos livreiros. A TV recusou-se a anunciar a obra e os jornais pouco falaram nela, o que comprova os limites da chamada democracia. As pessoas com com quem falei não têm duas opiniões: trata-se de um livro admirável pela forma e pelo estilo, um grande marco para a biografia do Doutor Salazar.
Id., «LXII. Carta do autor ao Professor Marcello Caetano, Lisboa 6.9.77», ib., p. 113.
(Imagem: Minhas Memórias de Salazar, 4.ª ed., Verbo, 2000.)
domingo, 19 de abril de 2015
O 25 de Abril e a imprensa livre (e a fé nos correios)
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