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terça-feira, 28 de abril de 2015

A T.A.P. nas folhas de chá

 Estava há pedaço em conversa com o meu bom amigo Sr. V. quando me ele perguntou se vira os prós e os prós ontem, sobre a T.A.P.. Respondi-lhe que nunca via esse programa, por ser, justamente, só de prós e prós. Ora sendo eu do contra...
 Ele não se desconcertou e cá me veio até dizendo que estava muito preocupado com a T.A.P. e que lá viu, no programa, e apreciou ouvir, um economista, duns que fazem previsões macroeconómicas; do que dizia e afirmava, pareceu-lhe (ao meu bom Sr. V.) dava a entender ser um entendido com uma boa cabeça...
 Pois eu -- atalhei-lhe -- desses das previsões macroeconómicas tenho ideia de algo assim entre os magos da Idade Média (o Merlin do Rei Artur) e uns que ainda agora lêem o futuro nas folhas de chá. Com a diferença de que a macroeconomia é ciência porque se estuda na Universidade; é uma vantagem...
 E com isto sempre lhe disse que a birra (em democracia diz-se greve) dos aviadores, segundo leio eu próprio nas folhas de chá, apenas há-de ter dois desfechos, que acabarão por ser o mesmo: ou a greve é desconvocada com anúncio na imprensa de um arranjo qualquer para todos salvarem a face; ou a greve se mantém mas poucos ou ninguém na há-de fazer.


A/B Margarida Rouillé com 6.º uniforme da TAP, Aeroporto da Portela, 1968 (D. Vacchi, Museu da TAP, 122FOTG)


A/B Margarida Rouillé com 6.º uniforme da T.A.P. na entrada de ar do reactor dum Boeing 707.
Aeroporto da Portela, 1968.


Estilista: Sérgio Sampaio.
Fotografia: Dante Vacchi, in Museu da T.A.P., 122FOTG.

10 comentários:

  1. Que engraçado! Parabéns pela interessantíssima foto. E parabéns ainda pela oportuna tese que desenvolve acerca desta greve dos pilotos um tanto ou quanto destemperada. Para dizer o mínimo.
    Maria

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  2. Eduarda venceslau29/4/15 09:18

    Bom dia achei curioso ao ler o bar do justo pois falou em pessoas que conheci bem o cara de homem e o galvão tb eu nasci nos embraichados o meu pai era o dado e o meu tio o titas o meu pai jogava no vitoria .
    Ambos ja falecidos .

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  3. Escrever no Bar do Justo foi um passatempo engraçado. Obrigado pelo seu comentário.

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  4. cristina venceslau29/4/15 11:55

    Ja agora so uma pergunta para falar no cara de homem no galvão de certo que os conheceu ou e filho de alguem que era da criacao deles certo?

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  5. Conheci os Cara de Homem, o Galvão &c. Da quinta dos Embrechados ainda me lembro de muitos: o Tó Quim (ou Toqui), os Cabritas e gente mais antiga como o Manel da Burra, o Quim, cortador no talho do Chico e da mãe, a D. Judite que vendia na praça e que teve dois cães, o Salvaterra e o Caneças; lembro-me o Zé Careca mai-la capoeira do perus, o 27, dois Mané-Manés, eu sei lá...
    Mas, lamento, não me recordo de si nem do seu pai.

    Cumpts.

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  6. Olhe! E lembrei-me agora do Blé, filho do Sabastião.
    Cumpts.

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  7. Sabe, conheci algumas moças da TAP, a cara desta não me é estranha, mas o apelido não me diz nada. Curioso. Hei-de indagar perguntando a outras minhas amigas desta altura.
    Uma vez mais, que beleza de fotografia.
    Maria

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  8. Inspector Jaap3/5/15 13:22

    A foto é, de facto, sedutora; repentinamente veio-me à mente uma comparação:
    As entradas de ar dos reactores são cada vez maiores; a beleza sentada que nos delicia as «vistinhas» poderia estar confortavelmente de pé sem perda de "charme" num reactor moderno; por antinomia, as mentes deste rebanho estão cada vez mais estreitas; vingança da Mãe-Natureza?
    Cumpts

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  9. Um paradoxo da técnica ante os crânios.
    Cumpts.

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