Ouço para aí que vão pôr o nome dum servidor do Estado Novo no aeroporto da Portela. Embirrar com Salazar cauciona tudo e dá honras mesmo cinquenta e tal anos depois...
Nem que fosse 100 anos depois... A memória histórica não se apagará, ainda que alguns queiram. Considero, contudo, a mudança de nome do aeroporto um disparate. Só mesmo vindo da mente de António Costa.
Não se apagará a memória histórica? Pois diga-o aos vencedores de todas as revoluções. Mas já agora no caso qual memória perdurará? A do secretário da aeronáutica; a do comandante da Legião Portuguesa; a do Comissário Adjunto da Mocidade Portuguesa; a do ambicioso que queria ser chefe e se pôs a jeito das conspirações dos comunistas...? Cumpts.
General Humberto da Silva Delgado: Participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926 que derrubou a República Parlamentar e implantou a Ditadura Nacional que, por sua vez, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por António Oliveira Salazar em 1933. Durante muitos anos apoiou as posições oficiais do regime salazarista, particularmente o seu anticomunismo. Foi Comandante Geral da Legião Portuguesa, Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa e Procurator na Câmara Corporativa (em 1951 e 1952, na V Legislatura). Representou Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores no fim da II Guerra Mundial. Em 1944 é nomeado director do Secretariado de Aviação Civil. Em 1945 funda os Transportes Aéreos Portugueses (TAP). Desloca se aos Estados Unidos para aquisição de aviões e cria as primeiras carreiras aéreas de ligação com Angola e Moçambique, a chamada "Linha Imperial", inaugurada em 31 de Dezembro de 1946. Entre 1947 e 1950, foi representante de Portugal na Organização Internacional da Aviação Civil, sediada em Montreal, Canadá. Em 1949 foi agraciado com o título de piloto honorário das Forças Aéreas dos EUA, com uso das respectivas insígnias. Promovido a general na sequência da realização do curso de altos comandos — aonde obteve a classificação máxima, passando a ser o mais novo General na história portuguesa — é nomeado Chefe da Missão Militar junto da NATO. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO. Regressado a Portugal foi nomeado Director-Geral da Aeronáutica Civil. Em 1953, em 26 de Fevereiro, foi promovido a brigadeiro e, em 3 de Setembro, a general. Faz uma visita de estudo à Academia Militar de West Point. Em 1956 o Governo Americano concedeu-lhe o grau de oficial da Legião de Mérito. Casou com Maria Iva Theriaga Leitão Tavares de Andrade.
Só não vem se não terá vindo ele da América com um aventalinho bem tecido a compasso e esquadro e que lhe haja nutrido fraternalmente a mania das grandezas. Cumpts.
Mentes fracas orientam-se com qualquer sopro. O percurso deste general é dum cata-vento. A sua falta de medo foi proporcional à sua estupidez. Por isso acabou mal. Mas é para estes o pechisbeque das honrarias que vigora aí há 40 anos. Bate certo. Cumpts.
Com o autor "Da Pulhice do Homo Sapiens" (livro raro - pudera, pudera! - de que sou feliz possuidor de um exemplar)até simpatizo; com um certo General "Coca-Cola" é que não...
Perdi mesmo agora um comentário pràticamente pronto para ser enviado. Este já não seguirá igual mas farei os possíveis.
Ainda há muito para descobrir sobre quem planeou com anterioridade o crime, quem forjou a cilada que levou o ingénuo (e muito cheio de si) General Delgado ao encontro fatal e quem efectivamente puxou o gatilho que lhe tirou a vida.
Ontem num programa a ele totalmente dedicado, passado na TVI24, o debate entre os convidados baseou-se na atribuição de todas as culpas do crime a Salazar (que supostamente o terá ordenado..., embora a Pimentel que antes sempre afirmou o contrário, agora já diz "que não há a certeza absoluta porque nada está escrito nesse sentido embora ele devesse ter estado de certeza absoluta a par do plano"... Mas não se esqueceu de dizer e repetir que "foi a Pide" que cometeu o crime... (Estaria ela no local para comprovar o facto e nós de nada sabemos?)
Dos quatro que compunham o painel, só Iva Delgado revelou suficiente lucidez ao contar algumas verdades sobre o regime e foi suficientemente honesta para não dizer só mal de Salazar, antes pelo contrário, falou das relações respeitosas e até de admiração mútua existentes entre o seu pai e o Governante.
A antipática e tendenciosa historiadora Pimentel, insuportável de se ouvir, como boa comunista e judia e possìvelmente sionista, juntando os três defeitos numa mesma pessoa tornando-a execrável, só soube - e faz o mesmo sempre que escreve - dizer mal de Salazar, do Estado Novo e da PIDE. Vá lá, agora já chegou à conclusão de que "não há a certeza de que Salazar tenha ordenado o assassinato do General já que não há nada escrito sobre o assunto nem , mas que deve ter sido informado "de certeza" sobre o planeamento do crime. Sempre que algum dos outros convidados dizia que não se sabia ao certo se Salazar teria mandado assassinar o General, ela interrompia logo sobrepondo a voz dela à fala dos colegas de mesa, repetindo várias vezes que tinha sido "a Pide", para que a acusação ficasse bem gravada na mente do espectador. Tudo o que foi dito contra o Estado Novo, Salazar ou a polícia política, ela ia acenando com a cabeça em concordância e esboçando um sorriso cínico ao máximo. E esta foi a sua atitude - exemplo claro de quem odeia tudo e todos - o tempo que durou o programa.
O J. Letria, outro comunista-oportunista onde os há e aluno que foi do colégio Moderno, alfobre da maioria dos comunistas/socialistas e extremistas que têm vindo a desgovernar o País - em que se inclui o corrupto-mor e o maior traidor à Pátria - afinou pelo mesmo diapasão. Quando este lembrou ao jornalista convidado (não fixei o nome) a entrevista que ele tinha feito a Rosa Casaco, com este já exilado em Madrid, ele sòmente respondeu "ah, a entrevista" e nada mais acrescentou e Letria insistiu com o sorriso cínico que se lhe conhece "sim, essa entrevista"... o jornalista mudou d'assunto... No mínimo curioso. Muita verdade terá sido revelada nessa entrevista dada por R.C. Porque motivo nada sabemos sobre ela nem o jornalista quis esclarecer-nos? A Pimentel também a mesma se referiu por várias vezes, sugerindo que ele, jornalista, sabia muito do que se havia passado nesses período histórico justamente por tê-lo vivido de perto e escrito bastante sobre o mesmo...
Poque razão os arquivos da PIDE foram despachados à velocidade da luz para Moscovo logo após o 25/4? E porque motivo ainda não foram devolvidos a Portugal, país onde pertencem por direito, tal como se exigiria aos governantes de um país qualquer decente, uma vez implodida a URSS e portanto nada havendo a obstar a tal medida? Do quê que os 'democratas' têm medo? Das revelações que lá estão registadas, designadamente dos nomes e apelidos de políticos proeminentes que, ainda na oposição, conspiravam contra Portugal e atentavam contra Salazar e simultâneamente eram informadores privilegiados da PIDE, como hoje se sabe ter isso acontecido? Sim, deve ser isso.
Talvez aqueles que compunham o bando d'Argel, os ainda vivos, tenham algo a esclarec
- "não há NADA escrito sobre o assunto nem ninguém OUVIU Salazar ORDENAR o crime..., até hoje nada se descobriu, portanto não se pode dizer que ele de facto o tenha feito (palavras da historiadora Pimentel...)
- "nesse período histórico"
- "porque razão os arquivos"
- "enquanto na clandestinidade" (conspiravam contra Portugal)
- (alguém a fazê-lo) "... premir o gatilho"
----------
N.B.: Não esquecer que nesta verdadeira trama, ainda não totalmente desvendada, o sr. Mário Soares se prontificou d'imediato a oferecer os seus préstimos como advogado à família Delgado no respectivo processo "sem cobrar nada"... (palavras do próprio). Pois pudera!, ele sabia-a toda. Com a conivência dos juízes escolhidos a dedo e já situacionistas, o julgamento não passou de mais uma farsa muito mal montada das inúmeras a que este regime nos vem habituando desde há quarenta anos bem contados.
Montes de razão teve o inspector Casimiro Monteiro quando, após o final daquele, proferiu as seguintes palavras (lembradas por alguém no debate, creio que por Letria) "esta sentença foi uma vergonha"* . Os presentes riram-se(!) cúmplices uns para os outros e a Pimentel exclamou toda ufana "Pois!" Conclusão, aqueles três comunistas e reles portugueses quiseram/querem dar cínica e propositadamente um significado diametralmente oposto àquele que estava implícito no desabafo de C.M.
O que acontece quase sempre aquando da implantação dos regimes ditos democráticos nos países, os que tomam a dianteira e se auto-promovem como chefes e apossam-se dos lugares cimeiros, desfazem-se logo que a oportunidade surja de todo aquele que lhes tenta barrar os desvios mal-sãos que ela, democracia, tenta introduzir no sistema. Para tanto manda matar sem mais aquelas os opositores mais acérrimos e intransigentes. Algum tempo depois (não logo, para não dar nas vistas) começa a atribuir aos familiares próximos, conjuge e filhos em primeiro lugar, todas as benesses e mordomias. Veja-se o que Soares ofereceu à mulher e filhos de Delgado, casa luxuosa montada em Madrid, bem longe de Lisboa para não incomodarem com revelações perigosas. Veja-se onde trabalham as filhas do Eng. Jorge Jardim. Idem para alguns familiares do Dr. Pinto Leite e Dr. Pinto(?) Bull. Vejam-se os cargos importantes oferecidos aos familiares de Sá Carneiro (os que aceitaram ser sobornados, claro). Veja-se onde chegaram profissional e polìticamente os familiares próximos de Mota Pinto. A lista seria interminável, começada muito antes de 74 e prolongando-se até aos dias de hoje nesta sub-espécie de regime em que chafurdamos há tempo demasiado.
Mas não nos admiremos muito, estes processos diabólicos da eliminação de opositores políticos, são copiados a papel químico das 'grandes' democracias planetárias, principalmente e a começar pelos progressíssimos Estados Unidos, passando pelo democrático Reino Unido, estendendo-se à avançadíssima e perigosa Holanda e à fraterna e igualitária mas não menos perigosa França que a inventou para mal da Humanidade, isto sem esquecer os adiantadíssimos países nórdicos, segundo as estatísticas os mais livres do mundo. Lá esta, a tão apregoada liberdade em todos estes países e em todos os seus aspectos, sublinhe-se, sistemàticamente exaltada pelos políticos e dirigentes das democracias reinantes. Nem outra coisa seria de esperar. Maria
Obs.: *As palavras não terão sido exactamente estas, porque não as anotei, mas andam ela por ela.
E os acusados são exactamente quem??? Nomes e apelidos são precisos (embora se deduzam completamente). E julgamentos também. Mais vale tarde do que nunca, como diz o povo com razão. Maria
Claro! Mas o que gostava era de saber quem mais, além destes malditos, fez parte do complot assassino. Sabe-se que foi tudo cozinhado entre esses pulhas e mais alguns da seita. O General, parece que bastante doente (e quem ou o quê e pela mão de quem, lhe provocou a doença grave?) a conselho dos escroques de Argel foi levado para Praga (e logo Praga!) para ser operado! Saiu de lá pior do que entrou... e qual foi o motivo??
Fernando Oneto, um dos dois encarregados durante o julgamento de ir investigar o crime junto das autoridades judiciárias espanholas, alguém que parece ter sido da sua confiança ou não teria sido enviado nesta escabrosa e delicada empresa de que Soares controlava ao mais ínfimo pormenor, perigava e de que maneira os objectivos demoníacos já frutuosamente atingidos de Soares... Oneto pouco mais tempo teve de vida, morreu inesperadamente!, espantando tudo e todos, já não me recordo mas creio que ainda em Espanha. O que terá descoberto Oneto de tão grave nas suas investigações que fez os 'democratas' Soares, Cunhal, Lopes Cardoso e Alegre temerem (e tremerem de medo) caso elas fossem reveladas em Portugal??
Emídio Guerreiro outro traidor e anti-fascista da mais pura água, em quem infelizmente Sá Carneiro depositou toda a sua confiança ao ponto de lhe entregar a chefia do partido enquanto se deslocou ao estrangeiro em tratamento, também fez parte do triunvirato maldito que, na fatídica reunião de Paris com Delgado, conspirou e engendrou a ida deste ao encontro da morte em Badajoz (com a possível conivência de algum inspector da PIDE, organismo policial com quem aliás eles, os chefes oposicionistas, colaboravam estreita e secretamente), será que esteve directa ou indirectamente ligado ao atentado que vitimou Sá Carneiro (Guerreiro sabia tudo o que este fazia e para onde se deslocava e a que horas), do mesmo modo que conspirou para a morte de Delgado? É muito possível. De escroques da laia de Guerreiro, Soares, Alegre, Almeida Santos, Lopes Cardoso, Cunhal e outros, tudo o que há de mais horrendo e satânico foi e continua a ser de esperar, consequentemente todas as hipóteses são de manter em aberto. Maria
Não creio muito. São abutres, hienas, não leões. Refastelam-se nos despojos e como conhecem o fogo, ao contrário daqueles necrófagos, cozinham a coisa mal e porcamente servindo-a como iguaria.
Nem que fosse 100 anos depois... A memória histórica não se apagará, ainda que alguns queiram. Considero, contudo, a mudança de nome do aeroporto um disparate. Só mesmo vindo da mente de António Costa.
ResponderEliminarNão se apagará a memória histórica? Pois diga-o aos vencedores de todas as revoluções.
ResponderEliminarMas já agora no caso qual memória perdurará? A do secretário da aeronáutica; a do comandante da Legião Portuguesa; a do Comissário Adjunto da Mocidade Portuguesa; a do ambicioso que queria ser chefe e se pôs a jeito das conspirações dos comunistas...?
Cumpts.
Fique-se com esta: entre saudosistas do salazarismo e comunistas, venha o diabo e escolha.
ResponderEliminarJá veio. Escolheu os que terminaram com Portugal no dia de S. Marcos de 1974 A.D. e ss.
ResponderEliminarCumpts.
Mas descanse com salazaristas. Foram ilegalizados como «fassistas» pelos que deitam água benta aos comunistas.
ResponderEliminarGeneral Humberto da Silva Delgado: Participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926 que derrubou a República Parlamentar e implantou a Ditadura Nacional que, por sua vez, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por António Oliveira Salazar em 1933. Durante muitos anos apoiou as posições oficiais do regime salazarista, particularmente o seu anticomunismo. Foi Comandante Geral da Legião Portuguesa, Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa e Procurator na Câmara Corporativa (em 1951 e 1952, na V Legislatura).
ResponderEliminarRepresentou Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores no fim da II Guerra Mundial.
Em 1944 é nomeado director do Secretariado de Aviação Civil. Em 1945 funda os Transportes Aéreos Portugueses (TAP). Desloca se aos Estados Unidos para aquisição de aviões e cria as primeiras carreiras aéreas de ligação com Angola e Moçambique, a chamada "Linha Imperial", inaugurada em 31 de Dezembro de 1946. Entre 1947 e 1950, foi representante de Portugal na Organização Internacional da Aviação Civil, sediada em Montreal, Canadá. Em 1949 foi agraciado com o título de piloto honorário das Forças Aéreas dos EUA, com uso das respectivas insígnias.
Promovido a general na sequência da realização do curso de altos comandos — aonde obteve a classificação máxima, passando a ser o mais novo General na história portuguesa — é nomeado Chefe da Missão Militar junto da NATO. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO.
Regressado a Portugal foi nomeado Director-Geral da Aeronáutica Civil.
Em 1953, em 26 de Fevereiro, foi promovido a brigadeiro e, em 3 de Setembro, a general. Faz uma visita de estudo à Academia Militar de West Point. Em 1956 o Governo Americano concedeu-lhe o grau de oficial da Legião de Mérito.
Casou com Maria Iva Theriaga Leitão Tavares de Andrade.
Vem tudo em Wikipedia
Só não vem se não terá vindo ele da América com um aventalinho bem tecido a compasso e esquadro e que lhe haja nutrido fraternalmente a mania das grandezas.
ResponderEliminarCumpts.
Nesse caso caro Bic, foi uma despromoção visto que passou de general para pedreiro «livre».
ResponderEliminarCorrija-me se estiver enganado.
Cumprimentos.
Tirou-me as palavras da boca. Digo, das teclas.
ResponderEliminarMaria
Exactamente. E tanto bastou.
ResponderEliminarMaria
Não está enganado.
ResponderEliminarCumpts.
Mentes fracas orientam-se com qualquer sopro. O percurso deste general é dum cata-vento. A sua falta de medo foi proporcional à sua estupidez. Por isso acabou mal.
ResponderEliminarMas é para estes o pechisbeque das honrarias que vigora aí há 40 anos. Bate certo.
Cumpts.
:)
ResponderEliminarCumpts.
Com o autor "Da Pulhice do Homo Sapiens" (livro raro - pudera, pudera! - de que sou feliz possuidor de um exemplar)até simpatizo; com um certo General "Coca-Cola" é que não...
ResponderEliminar
ResponderEliminarUma alma inquieta com uma mente volátil. Não havia de assentar sossegado nem manter a coerência...
Nota desnecessária: reviralhista em 1931 significava republicano.
ResponderEliminarPerdi mesmo agora um comentário pràticamente pronto para ser enviado. Este já não seguirá igual mas farei os possíveis.
ResponderEliminarAinda há muito para descobrir sobre quem planeou com anterioridade o crime, quem forjou a cilada que levou o ingénuo (e muito cheio de si) General Delgado ao encontro fatal e quem efectivamente puxou o gatilho que lhe tirou a vida.
Ontem num programa a ele totalmente dedicado, passado na TVI24, o debate entre os convidados baseou-se na atribuição de todas as culpas do crime a Salazar (que supostamente o terá ordenado..., embora a Pimentel que antes sempre afirmou o contrário, agora já diz "que não há a certeza absoluta porque nada está escrito nesse sentido embora ele devesse ter estado de certeza absoluta a par do plano"... Mas não se esqueceu de dizer e repetir que "foi a Pide" que cometeu o crime... (Estaria ela no local para comprovar o facto e nós de nada sabemos?)
Dos quatro que compunham o painel, só Iva Delgado revelou suficiente lucidez ao contar algumas verdades sobre o regime e foi suficientemente honesta para não dizer só mal de Salazar, antes pelo contrário, falou das relações respeitosas e até de admiração mútua existentes entre o seu pai e o Governante.
A antipática e tendenciosa historiadora Pimentel, insuportável de se ouvir, como boa comunista e judia e possìvelmente sionista, juntando os três defeitos numa mesma pessoa tornando-a execrável, só soube - e faz o mesmo sempre que escreve - dizer mal de Salazar, do Estado Novo e da PIDE. Vá lá, agora já chegou à conclusão de que "não há a certeza de que Salazar tenha ordenado o assassinato do General já que não há nada escrito sobre o assunto nem , mas que deve ter sido informado "de certeza" sobre o planeamento do crime. Sempre que algum dos outros convidados dizia que não se sabia ao certo se Salazar teria mandado assassinar o General, ela interrompia logo sobrepondo a voz dela à fala dos colegas de mesa, repetindo várias vezes que tinha sido "a Pide", para que a acusação ficasse bem gravada na mente do espectador. Tudo o que foi dito contra o Estado Novo, Salazar ou a polícia política, ela ia acenando com a cabeça em concordância e esboçando um sorriso cínico ao máximo. E esta foi a sua atitude - exemplo claro de quem odeia tudo e todos - o tempo que durou o programa.
O J. Letria, outro comunista-oportunista onde os há e aluno que foi do colégio Moderno, alfobre da maioria dos comunistas/socialistas e extremistas que têm vindo a desgovernar o País - em que se inclui o corrupto-mor e o maior traidor à Pátria - afinou pelo mesmo diapasão. Quando este lembrou ao jornalista convidado (não fixei o nome) a entrevista que ele tinha feito a Rosa Casaco, com este já exilado em Madrid, ele sòmente respondeu "ah, a entrevista" e nada mais acrescentou e Letria insistiu com o sorriso cínico que se lhe conhece "sim, essa entrevista"... o jornalista mudou d'assunto... No mínimo curioso. Muita verdade terá sido revelada nessa entrevista dada por R.C. Porque motivo nada sabemos sobre ela nem o jornalista quis esclarecer-nos? A Pimentel também a mesma se referiu por várias vezes, sugerindo que ele, jornalista, sabia muito do que se havia passado nesses período histórico justamente por tê-lo vivido de perto e escrito bastante sobre o mesmo...
Poque razão os arquivos da PIDE foram despachados à velocidade da luz para Moscovo logo após o 25/4? E porque motivo ainda não foram devolvidos a Portugal, país onde pertencem por direito, tal como se exigiria aos governantes de um país qualquer decente, uma vez implodida a URSS e portanto nada havendo a obstar a tal medida? Do quê que os 'democratas' têm medo? Das revelações que lá estão registadas, designadamente dos nomes e apelidos de políticos proeminentes que, ainda na oposição, conspiravam contra Portugal e atentavam contra Salazar e simultâneamente eram informadores privilegiados da PIDE, como hoje se sabe ter isso acontecido? Sim, deve ser isso.
Talvez aqueles que compunham o bando d'Argel, os ainda vivos, tenham algo a esclarec
A P O I A D O ! ! !
ResponderEliminarCorrecções:
ResponderEliminar- "quem efectivamente premiu o gatilho"
- "não há NADA escrito sobre o assunto nem ninguém OUVIU Salazar ORDENAR o crime..., até hoje nada se descobriu, portanto não se pode dizer que ele de facto o tenha feito (palavras da historiadora Pimentel...)
- "nesse período histórico"
- "porque razão os arquivos"
- "enquanto na clandestinidade" (conspiravam contra Portugal)
- (alguém a fazê-lo) "... premir o gatilho"
----------
N.B.: Não esquecer que nesta verdadeira trama, ainda não totalmente desvendada, o sr. Mário Soares se prontificou d'imediato a oferecer os seus préstimos como advogado à família Delgado no respectivo processo "sem cobrar nada"... (palavras do próprio). Pois pudera!, ele sabia-a toda. Com a conivência dos juízes escolhidos a dedo e já situacionistas, o julgamento não passou de mais uma farsa muito mal montada das inúmeras a que este regime nos vem habituando desde há quarenta anos bem contados.
Montes de razão teve o inspector Casimiro Monteiro quando, após o final daquele, proferiu as seguintes palavras (lembradas por alguém no debate, creio que por Letria) "esta sentença foi uma vergonha"* . Os presentes riram-se(!) cúmplices uns para os outros e a Pimentel exclamou toda ufana "Pois!" Conclusão, aqueles três comunistas e reles portugueses quiseram/querem dar cínica e propositadamente um significado diametralmente oposto àquele que estava implícito no desabafo de C.M.
O que acontece quase sempre aquando da implantação dos regimes ditos democráticos nos países, os que tomam a dianteira e se auto-promovem como chefes e apossam-se dos lugares cimeiros, desfazem-se logo que a oportunidade surja de todo aquele que lhes tenta barrar os desvios mal-sãos que ela, democracia, tenta introduzir no sistema. Para tanto manda matar sem mais aquelas os opositores mais acérrimos e intransigentes. Algum tempo depois (não logo, para não dar nas vistas) começa a atribuir aos familiares próximos, conjuge e filhos em primeiro lugar, todas as benesses e mordomias. Veja-se o que Soares ofereceu à mulher e filhos de Delgado, casa luxuosa montada em Madrid, bem longe de Lisboa para não incomodarem com revelações perigosas. Veja-se onde trabalham as filhas do Eng. Jorge Jardim. Idem para alguns familiares do Dr. Pinto Leite e Dr. Pinto(?) Bull. Vejam-se os cargos importantes oferecidos aos familiares de Sá Carneiro (os que aceitaram ser sobornados, claro). Veja-se onde chegaram profissional e polìticamente os familiares próximos de Mota Pinto. A lista seria interminável, começada muito antes de 74 e prolongando-se até aos dias de hoje nesta sub-espécie de regime em que chafurdamos há tempo demasiado.
Mas não nos admiremos muito, estes processos diabólicos da eliminação de opositores políticos, são copiados a papel químico das 'grandes' democracias planetárias, principalmente e a começar pelos progressíssimos Estados Unidos, passando pelo democrático Reino Unido, estendendo-se à avançadíssima e perigosa Holanda e à fraterna e igualitária mas não menos perigosa França que a inventou para mal da Humanidade, isto sem esquecer os adiantadíssimos países nórdicos, segundo as estatísticas os mais livres do mundo. Lá esta, a tão apregoada liberdade em todos estes países e em todos os seus aspectos, sublinhe-se, sistemàticamente exaltada pelos políticos e dirigentes das democracias reinantes. Nem outra coisa seria de esperar.
Maria
Obs.: *As palavras não terão sido exactamente estas, porque não as anotei, mas andam ela por ela.
Corrigindo as denominações d'alguns países.
ResponderEliminar"... os judaico-sionistas Estados Unidos da América"
"... a debochada e libertina Holanda..."
"... a maçónico-sionista França..."
Assim é que está correcto.
Maria
Leia-se "... e se auto-promovem a chefes"
ResponderEliminarMaria
Há por aí um «Acuso» em dois volumes, de Henrique Cerqueira, porta-voz do Delgado quando o mataram.
ResponderEliminarE os acusados são...
Cumpts.
Bem gostaria d'aquirir esse livro. Oh, se gostava!
ResponderEliminarMaria
E os acusados são exactamente quem??? Nomes e apelidos são precisos (embora se deduzam completamente). E julgamentos também.
ResponderEliminarMais vale tarde do que nunca, como diz o povo com razão.
Maria
Os "acusados" NESSE livro, queria eu dizer.
ResponderEliminarMaria
Soares, Cunhal, Emídio Guerreiro, Lopes Cardoso, não sei se conhece...
ResponderEliminarMas não li a obra.
Cumpts.
Claro! Mas o que gostava era de saber quem mais, além destes malditos, fez parte do complot assassino. Sabe-se que foi tudo cozinhado entre esses pulhas e mais alguns da seita. O General, parece que bastante doente (e quem ou o quê e pela mão de quem, lhe provocou a doença grave?) a conselho dos escroques de Argel foi levado para Praga (e logo Praga!) para ser operado! Saiu de lá pior do que entrou... e qual foi o motivo??
ResponderEliminarFernando Oneto, um dos dois encarregados durante o julgamento de ir investigar o crime junto das autoridades judiciárias espanholas, alguém que parece ter sido da sua confiança ou não teria sido enviado nesta escabrosa e delicada empresa de que Soares controlava ao mais ínfimo pormenor, perigava e de que maneira os objectivos demoníacos já frutuosamente atingidos de Soares... Oneto pouco mais tempo teve de vida, morreu inesperadamente!, espantando tudo e todos, já não me recordo mas creio que ainda em Espanha. O que terá descoberto Oneto de tão grave nas suas investigações que fez os 'democratas' Soares, Cunhal, Lopes Cardoso e Alegre temerem (e tremerem de medo) caso elas fossem reveladas em Portugal??
Emídio Guerreiro outro traidor e anti-fascista da mais pura água, em quem infelizmente Sá Carneiro depositou toda a sua confiança ao ponto de lhe entregar a chefia do partido enquanto se deslocou ao estrangeiro em tratamento, também fez parte do triunvirato maldito que, na fatídica reunião de Paris com Delgado, conspirou e engendrou a ida deste ao encontro da morte em Badajoz (com a possível conivência de algum inspector da PIDE, organismo policial com quem aliás eles, os chefes oposicionistas, colaboravam estreita e secretamente), será que esteve directa ou indirectamente ligado ao atentado que vitimou Sá Carneiro (Guerreiro sabia tudo o que este fazia e para onde se deslocava e a que horas), do mesmo modo que conspirou para a morte de Delgado? É muito possível. De escroques da laia de Guerreiro, Soares, Alegre, Almeida Santos, Lopes Cardoso, Cunhal e outros, tudo o que há de mais horrendo e satânico foi e continua a ser de esperar, consequentemente todas as hipóteses são de manter em aberto.
Maria
ResponderEliminarCumpts.
Não creio muito. São abutres, hienas, não leões. Refastelam-se nos despojos e como conhecem o fogo, ao contrário daqueles necrófagos, cozinham a coisa mal e porcamente servindo-a como iguaria.
ResponderEliminarCumpts.
Ver mis comentarios a partir del 17-18 de Febrero de 2015:
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