
Sancta Luzia — Pedras d'el Rei, Tavira, 198...
Arthur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.
sábado, 31 de maio de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Dos estados inteiramente livres
« Uma fotografia que fez escândalo em 1930: um camião carregado de ouro estacionava à porta do Banco de Portugal. O Mundo tinha saído há [i.é havia] pouco do craque da Bolsa de Nova Iorque, a inflacção (sic) na Alemanha alcançava índices de 300%. A fome rondava o Mundo inteiro. Em menos de um ano, porém, Salazar tinha conseguido libertar Portugal da maior parte da sua dívida externa -- e entesourava. O ouro foi, então, a única reserva digna de confiança. Rapidamente Portugal ía-se (sic) libertando de todas as dependências financeiras. O Ministro das Finanças considerava que um Estado só se pode considerar inteiramente livre se não tiver de recorrer ao auxílio externo [...]»Manuel Maria Múrias (intr. e coord.), Salazar; Edição do Centenário, Referendo, Lisboa, 1989, p. 26.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Um lema das Caldas
O jornalista Pedro Correia dedicou-se há dias a elencar arrolar os lemas de campanha que para aí andam. Cada um mais oco do que o outro, nenhum mais desgraçado que o duma criatura matias que propõe não sei o quê de pé!
(Imagem na Renascença.)
Do pós-moderno de 1961
Das rolhas
Esta está invertida no Arquivo (trabalhos feitos a seguir ao almôço...). Incrivelmente resistem todos os prédios menos um; o que faz esquina [do lado de lá] para a António Serpa. Plantaram lá um hotel ao depois de deixarem um dos melhores prédios de rendimento da Av. da República cair de maduro. Coisas em que o nosso município é exímio...
Pois o hotel é o 3K, ou Europa Plaza, algo assim com nomes barbarescos que nos dá, aos portugueses, o mais sofisticado sentido de identidade: o sermos provincianamente modernos; uma mera incurável questão de peneiras a pedir meças à estranja...
Claro que a arquitectura do 3K é tão internacionalista como era afrancesada a do que lá tínhamos; nada de castiço se perdeu, deste ponto de vista; apenas se trocou de deslumbramento ao sabor da última moda. É este o último denominador da identidade nacional: o vogar feito rolha nas enxurarradas da moda internacional, macaqueando o alheio sem qualquer sentido estético. Uma paupérrima pobreza de espírito, é o que é!...
Av da República, Lisboa, 194...
Amadeu Ferrari, in Arquivo Fotográfico da CM.L.
(Revisto às vinte para as oito.)
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Sancto de pau carunchoso
Há um par de annos ou mais, deixaram os blocos memorando -- aquelles de virar a folhinha -- de dizer á gente qual o sancto do dia. Pois hoje ouvi com admiração annunciar na radiotelephonia -- e até com destaque -- o sancto do dia.
O sancto d'hoje é o São Dagem.
Ámen.
Graphico de São Dagem compatibilizado do sacco de plastico.
terça-feira, 20 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Largo da Duqueza, ao Lumiar
O antigo Largo da Duqueza, actual Largo Julio de Castilho. Ao fundo a casa de Julio de Castilho...
Repito-me:
Ao fundo a casa onde falleceu o mestre Julio de Castilho (1840-1919). A casa, note o benevolo leitor, ostenta uma lapide em memoria do grande mestre olisipographo. Valha-nos que a casa do velho mestre é patrimonio municipal.
Largo da Duqueza, Lumiar, [s.d.].
José Arthur Leitão Barcia, in Archivo Photographico da C.M.L.
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
No tempo da varina e dos toureiros marrecos
Praça de Algés, quinta feira 6, unica corrida dos toureiros marrecos; o annuncio ao lado do portal brasonado do palacio do marquez de Alegrete captivou a attenção da varina descalça da canastra á cabeça. A quinta feira 6 pode ser de Junho de 1902, como de Março de 1901, como pode não ser nada...
A varina vê-se de mangas arregaçadas.
Um cartaz do outro lado do portal do palacio dos Telles da Sylva tinha impresso «da barafunda» -- O Hotel da Barafunda; operetta em tres actos...? -- Não sei quando se estreou. O cartaz tinha outro d'outra récita collado por cima, não parece?...

Largo do Marquês de Alegrete, Mouraria, [1901 ?]
José Arthur Leitão Barcia, in Archivo Photographico da C.M.L.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Sofreguidão frustrada
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| Ilustr.: Maria Keil, Luís Filipe de Abreu in Livro de Leitura da Segunda Classe. |
Atoleimados
Imagem Fotomontagem em meios e publicidade.
Addendum:
Alguém me lembrou ser fotomontagem -- manipulação, portanto. Grosseira. Imagem manipulada com a palavra «confiança» escrita por cima... Se não fossem caras de parvo diria serem caras de gôzo. Querem que vote neles...
Das caras por trás do ar atoleimado òbviamente só Deus é culpado.
terça-feira, 13 de maio de 2014
101 Praia das Maçãs (Sintra) — vista geral
Para confronto com a Praia das Maçãs este anno e em 1908. Pondero o seprentear da ribeira com o assoreamento da praia.
Postal da praia no meado do séc. XX.
Edição: António Passaporte (c. 1951), in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Rossio, c. 1937
O arquivista não soube datar esta. Da matrícula do automóvel que vai no sentido da estação do Rossio é muito provável que seja do ano de 37.
Rossio,Lisboa, c. 1937.
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Collegio Luso-Francez para educação de meninas
Um aspecto [sic] do Rocio depois de decretado o estado de sitio [pormenor], Lisboa, 1912 .
J. Benoliel, in «A greve do operariado de Lisboa», Illustração Portugueza, n.º 311, 5/II/912, apud Arch. Photographico da C.M.L.
No tempo do Suisso
Graça
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Terraplanagens na Av. de Roma
A propósito do ajardinamento da Praça de Londres de 1950 para 51, salientou a estimada leitora Maria a rapidez da obra e o aprumo com que se acabou, tão diferentes de hoje...
No caso dos bairros de Alvalade e S. João de Deus foi notável.
Em 46 as perspectivas dos terrenos de Alvalade a partir do Campo Grande que nos legou Eduardo Portugal eram duma pureza rural imaculada (v. Carpintaria Mecânica de Santa Isabel, Lda., Campos do futuro B.º de Alvalade e Antes do bairro de Alvalade); e nos alvores dos anos 50, meia dúzia de anos volvidos, podíamos admirar-lhe diferença irreconhecível na obra acabada que era a Av. da Igreja.
O bairro de S. João de Deus andou-lhe a par. Em Julho de 45, outro legado de Eduardo Portugal, em chãos adjacentes à actual Av. Óscar Monteiro Torres pouca obra havia; via-se ainda a Quinta do Areeiro mais ou menos onde pousa o jardim traseiro à João XXI; ao longe, à esq. a embocadura da Av. João XXI com a Pr. do Areeiro [melhor, da Av. de Paris com a Almirante Reis]; ao centro a Penha de França através da neblina e dos primeiros prédios da Av. Guerra Junqueiro; à dir., ao longe, os prédios de esquina da Alameda do lado da Av. Rovisco Paes, a Estatística e, mais cá, os primeiros prédios da Rua Oliveira Martins, assente sobre a velha Estr. das Amoreiras. Em 50-51 este lugar era como se viu...
Terraplanagens entre a Av. de Roma e a Alameda, Lisboa, 1946.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Do rigor do planeamento e execução das obras públicas no Estado Novo, do zelo na sua manutenção, é ler nos arquivos municipais o que os serviços determinavam nesse tempo...
PORTUGAL. C.M.L./Arquivo do Arco do Cego, Projecto de construção de arruamentos na quinta dos Britos, sítio do Fole e compra de propriedade a Maria Teresa de Oliveira Calheiros Viana, 1929-39, PT/AMLSB/CMLSB/UROB-PU/10/011.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
A Praia das Maçãs este anno e em 1908
| Há dias, em que passei na Praia das Maçãs, admirou-me do trabalho ali da ultima invernia. Commentei-o com o galego do café só para lhe ouvir cantar pues, tres meses sempre a chover...! A maré cheia subia bem na praia, além da casa dos soccorros a naufragos. As escadas que a meio da Rua de Nossa Senhora da Praia descem à dicta deixavam a gente lá em baixo, empoleirada nas rochas e sem poder chegar ao areal, de tão a montante que a maré se espraiava. A senhora até me preguntou meia a brincar se não achariamos a praia do Algarve tão sem areia quando lá chegassemos em férias...? Fiquei com a dúvida... Pois admirou-me isto muito de não ter nunca vista a Praia das Maçãs tão escavada pelo mar. E agora que o aqui trago por palavras querendo illustrá-lo com uma photographia a condizer fico sciente de que quando se acabava o Royal Hotel Belle Vue a praia tinha ainda menos areia. Pois calha bem, para desdizer já os que venham com a milonga das alterações climaticas. |
Praia das Maçãs, Cintra, c. 1908-09. Photographo não identificado. Photographia in Restos de Collecção. |
Da geral e oficial limpeza
Confirma-se. Não arranjaram fiadores.
«A Caixa também tem casas para os seus beneficiários» e «Os contribuintes e beneficiários têm na Caixa a sua posição rigorosamente determinada», F.I.P., 1957.
Estúdio de Mário de Novais, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
domingo, 4 de maio de 2014
Pr. de Londres e Av. de Roma em esboço adiantado
Pr. de Londres e Av. de Roma em construção, Lisboa, c. 1950.
Judah Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
sábado, 3 de maio de 2014
Alvores da Praça de Londres
Praça de Londres, Lisboa, c. 1951.
PORTUGAL, C.M.L., António Passaporte. Postais de Lisboa, Arquivo Fotográfico da C.M.L., 1997.

