Cruzamento da Av. de Roma com a Av. João XXI, Lisboa, 1974.
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Há perto de nove anos referi-me cá à Tinturaria do Chile que existira naquela esquina ali perguntando-me se havia memória dela. E publiquei uma fotografia minha de 2004 onde, dela, da dita tinturaria, se via só lá o sítio. A curiosidade da tinturaria fora-me suscitada por um postal de António Passaporte que me encanta por mostrar este lugar tão familiar com aquele gostinho dos velhos tempos. O nome da tinturaria saltou-me à vista no postal por se achar deslocado; o Chile é um bom pedaço aquém daqui, em Arroios, mas entendia-se: a construção do bairro de S. João de Deus fora uma oportunidade de expandir o negócio. Um fenómeno de empreendedorismo, dirão hoje os novos entendidos, sem embargo dalguns velhos sabichões que, extrapolando à toa o nome da tinturaria dum recorte, puseram a Praça do Chile na Av. de Roma (v. imagem 4).
No Chile nunca a achei, mas é notório que aqui, em Janeiro de 74, o nome da tinturaria do dito, visìvelmente, perdurava.
Edição: António Passaporte (c. 1953) , in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Quando li o título, antes de descer para a imagem, pensei automàticamente (e só por segundos) que se referia a uma tinturaria que havia na Av. Alm. Reis, mesmo a chegar à Praça do Chile, a Cambournac. Era muito jovem quando por lá passava, uma vez por outra, com minha mãe para fazer alguma compra (como por ex. na excelente loja de cristais e vidros na esquina oposta, um pouco mais acima, se bem me recordo), mas o nome parecia-me tão original e diferente de tudo que nunca mais me esqueci dele nem da correspondente tinturaria.
ResponderEliminarMaria
Sei. Vidraria Monumental, na Rua Eduardo Brazão. Uma rica loja, muito verdade.
ResponderEliminarDa tinturaria Cambournac não me recorda. No quarteirão entre a Praça do Chile e a Eduardo Brazão só me lembra o fotógrafo; Pinto Barata, se me não engano. Anunciava trespasse ou cessão de quotas aqui há meses.
Cumpts.