A língua de pau em vigor manda chamar reclusos a três condenados que fugiram da prisão -- na Antena 2 chamaram-lhes por uma vez detidos.
Reclusos ou detidos é que eles não estão (e também não são), mas distinguir ser de estar também importa pouco à imprensa. Por isso os três bandidos a monte não aparecem directamente adjectivados no jornal pelo que realmente são -- um homicida reincidente, um homicida frustrado e um assaltante burlão; o Público diz que «são caracterizados como perigosos» sem se comprometer em afirmá-lo ele mesmo. Um diz-que-diz que é o modo de os jornalistas brincarem às notícias moderando o perigo. Para o jornal. Com o leitor sucede o contrário; mais certo é agravar-se-lhe o descuido com tanta cerimónia jornaleira em dizer as coisas como elas são. Uma marca de quão estúpida é hoje a civilização. No Oeste selvagem eram menos letrados e apesar disso menos burros: pregavam cartazes dos bandidos em cada poste e todos sabiam a cara do perigo. Destes que se puseram agora a monte nem conhecemos a cara nem ficamos a saber que são ciganos.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Três condenados fogem da cadeia
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A coragem destes biltres que nos governam é bem expressa nos 9 anos a que o guarda que disparou um tiro e matou uma criança que participava num assalto foi condenado. E os me®dia que temos, com a devida vénia ao «Perspectivas» do Orlando Braga, são apenas um prolongamento desse gelatinoso comportamento; agora há sempre um eufemismo para substituir a palavra correcta, o condicional para substituir o indicativo, etc; mas nada a fazer; com gente desta, o que se pode esperar? Se isto continua, daqui a nada o recluso será mencionado como “jagunço” ou qualquer coisa de semelhante; como o léxico vai perder 60/70% das palavras, isso é problema em vias de extinção.
ResponderEliminarCumpts
Sem dúvida.
ResponderEliminarCumpts.