| início |

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O senhor feudal



 A maior fidalguia da gleba nacional socialista acorreu ao alardo em aclamação geral daquele grande senhor com nome de filósofo grego futebolista brasileiro por ter ele escrito lançado um livro.
 Na Idade Média a feudo-vassalagem compunha-se em juramento cerimonial de serviço e protecção entre vassalos e suserano e dali deverem os primeiros de acorrer aos alardos, ao reunir das hostes, em no suserano chamando.
 Diz que o feudalismo foi decapitado na Revolução Francesa, de modo que nem sei agora se a descabeçada feudo-vassalagem se transvestiu entretanto em fraternidades de rito escocês ou se mais prosaicamente descambou em cidadania de rabos de palha. Do que para aqui vejo hoje, no feudo que substituiu Portugal, ou a Idade das Trevas se encafuou mesmo debaixo do avental dos filhos da viúva, ou a tenebrosa P.I.D.E. há-de ter sido um côro de meninos ante os mozartianos S.I.S., S.I.R.P., S.I.E.D. e não sei que mais.
 Calhando são ambas à uma, se não vejamos.
 Vassalagem e/ou rabo de palha bem parece ter sido o que em tempos forçou o fidalgo Dias Loureiro a caucionar uma meninice de ouro. O seu desagravo do jugo louvaminheiro em que se viu foi o «vim cá mas não conheço o menino de ouro de lado nenhum» que debitou à imprensa. É sabido o vilão em que entretanto se tornou (ou foi tornado).
 O caso no meio deste grande alardo agora é que se saiu o irmão do dr. Tertuliano a reverenciar «o engenheiro de Coimbra», evidenciando-lhe assim gritantemente a macaquice da Universidade Independente. Soa-me mais a desagravo do que a senilidade. Desagravo de ter de ali ir pendurado por algum rabo de palha, embora a desculpa na manga de havê-lo apenas dito por estar gagá possa dar jeito.



 Pois se não temos aí um poderoso (e caprichoso) senhor feudal, como se lhe justificam também os meses de prègação autorizada em púlpito do Estado com govêrno adverso, ou a magna aclamação em praça pública, agora, de tão duvidosa tese de mestrado?

(Imagens do pasquim Correio da Manhã, in Porta da Loja, 24/X/2013 [adaptadas em português correcto] e do D.N., 1/VII/2008.)

7 comentários:

  1. Joe Bernard31/10/13 23:08

    Desculpem-me a linguagem chula, mas esse filho da puta nunca mais morre?
    Nunca mais abro o espumante que cá tenho há tantos anos para comemorar a morte desse filho da puta e de padre, traidor???

    ResponderEliminar
  2. Inspector Jaap1/11/13 18:59

    A cáfila que tão brilhantemente adjectivou sofre, muita dela, da doença de Matusalém, pelo que não espere de mais pelos sapatos do defunto, que poderá(emos) ter de esperar bem refastelado(s).
    Cumpts

    ResponderEliminar
  3. Inspector Jaap1/11/13 19:38

    Este povo apagado e vil não merece mais do que o que tem, agora que isto é uma supina manifestação do grotesco, lá isso é. O incrível é aquele fato que enxameia aquele asqueroso areópago da imbecilidade se não dar conta da sua (deles e do socas, comandante-em-chefe) risibilidade.
    E chega de tanta maledicência; o hominho (biba o norte, carago!) limitou-se a esvaziar o bestunto do Português, alienando-o ao Brasil (quanto terá ganho com a «operação» alguém sabe?) e substituindo-o pelo Francês, condição necessária para entrar para aquela Faculdade, por tanto, não digam mal, catancho! Como dizia o Rui Veloso:
    - Chamemos-lhe apenas o filósofo lunar(ático)
    O que me admira é continuar a admirar-me.
    Cumpts

    ResponderEliminar
  4. foi pior que uma reunião da máfia

    ResponderEliminar