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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Da burra que sabia da carochinha

-- Sei, calculo que houvesse camaradas seus que desertaram, que fugiram...
-- !...
-- ... para não ter de cumprir....
-- Fugiram quando?
-- Não sei. Mas para não ter de cumprir o serviço militar, obrigatório, que os portugueses impunham.


«Que os portugueses impunham», diz a gaja de modo a nem se misturar. Realmente portuguesa não é. É licenciada. Em História. Da carochinha.



Sargento Monteiro dos Comandos da Guiné Portuguesa.
(Prós & Contras, R.T.P., 2007 [?].)

7 comentários:

  1. Orlando Braga1/11/13 06:07

    É esta a elite “intelectual” que temos. Aquela avantesma com saiote que está ali é a regra, e não a excepção. O nacional-porreirismo — que é o mesmo que politicamente correcto em modo português — deu nisto.

    Esta gente não pensa um minuto: tudo o que seja pensar para além das necessidades de sobrevivência do dia-a-dia, é impensável. E quando vocalizam um pensamento mais complexo, este vem já formatado pelo nacional-porreirismo, e por isso é só papagueá-lo sem pensar muito.

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  2. Inspector Jaap1/11/13 20:10

    Burra, certamente; invertebrada, certamente; malevolamente canina, ainda mais; mas, para ser justo, vou admitir que ainda haverá alguns neurónios naquela cachimónia que devem ter tilintado aquando da frase abaixo e que levaram a criatura a alterar o verbo utilizado:
    ¬ - Sei, calculo que houvesse camaradas seus que desertaram, que fugiram...
    A atoleimada nem se deu conta de que os gentios ou combatiam do lado das autoridades ou dos terroristas, e que, por consequência tinham mesmo que cumprir o serviço militar obrigatório, regular de um lado e forçado do outro.
    Repare-se entretanto nos sorrisos de superioridade dos periecos da plateia.
    Enfim, mais um acto de grande coragem, neste caso não física, mas nem por isso menor, de mais um português abandonado à sua sorte mas que conseguiu sobreviver; outros não tiveram a mesma sorte.
    Lembra-se do caso daquele timorense que guardou religiosamente a bandeira de Portugal, o seu país, assim ele o considerava, durante toda a ocupação indonésia com risco da própria vida e que exigiu apenas o seu salário correspondente ao tempo da custódia? Uma quantia ridícula, certamente mas da qual ele não abriu mão; enfim outro vertebrado, cujo horizonte extravasava a barriga como muito justamente observa o Orlando.
    Cumpts

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  3. Bic Laranja2/11/13 19:47

    O que ela ensaiou com o digno sargento Monteiro (e saiu-lhe pavlovianamente) foi guiá-lo para a cartilha que lhe palpita no bestunto. Porque era a única ideia que aquela ameba concebia possível no contexto dado. É o que a insistência na conversa da deserção demonstra. E, claro, cumprir o juramento militar com a devida honra nem lhe aflorou ao espírito.
    Fica-se a conhecer muito bem a moral de ambos.
    Dá a impressão que no fim a burra aprendeu, mas não. Contemporizou porque percebeu que àquele não enfiava o barrete nem o estigma do vil colonialismo. Perante um português honrado que a humilhou notòriamente na sua natural honradez terminou o assunto não ainda sem lhe responder que foi bastante explícito, como lhe chamasse teimoso digno de dó.
    Odiosa mulherzinha.
    Cumpts.

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  4. Inspector Jaap4/11/13 20:32

    Ora aí tem: incisivo, contundente e elegante, como é seu timbre.
    Cumpts

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  5. Marcos Pinho de Escobar12/11/13 00:02

    A fulaninha é insuportável. Sabia ela que em 1974 setenta e cinco por cento das tropas que combatiam no Ultramar eram de raça negra? Português, e com maiúscula, é o Senhor que está a falar com a fulustreca. Esta, é-o apenas no BI… e olhe lá!
    Abraço amigo.

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  6. Bic Laranja14/11/13 20:38

    Sabia lá ela!... Sabe é de manéis alegres e de exércitos de fujões.
    Cumpts.

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