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sábado, 2 de novembro de 2013

Arte da encadernação

Sete vols. dos «Discursos» de Oliveira Salazar acabadinhos de receber do encadernador.


Oliveira Salazar, «Discursos», Coimbra, 1928-1966

15 comentários:

  1. Que extraordinário! Se não é muita indiscrição da minha parte, como conseguiu as duas coisas: adquirir todos os volumes e depois obter tão excelente encardenação?
    Maria

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  2. Bic Laranja2/11/13 19:27

    «Catrapisquei» os vols. no OLX e um colega de trabalho indicou-me uma douradora. Foi ela depois quem tratou com encadernador.
    Cumpts.

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  3. Joe Bernard2/11/13 20:24

    Parabéns!

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  4. Sabe uma coisa curiosa (ou talvez não, dado tratar-se de bons encadernadores) há muitos anos, quando de uma visita ao Rio de Janeiro adquiri numa feira de livros de rua, género alfarrabista, uns exemplares em excelente estado, de Herculano, de Eça, de Júlio Dinis, de Garrett e de mais alguns dos nossos notáveis escritores, tudo edições da época. Mas o que quero frisar é que a encadernação desses seus livros é semelhante, senão igual, tanto na cor da pele (encarnada) como no próprio desenho do papel que completa a capa. Enquanto que alguns outros destes meus exemplares sòmente alteram na cor da pele e do papel, a composição é quase igual, isto é, a pele em vez de encarnada é castanha clara e o papel que completa a capa é naturalmente do mesmo tom sendo o estampado muito semelhante. Curiosa esta coincidência.
    Atribuo esta semelhança a duas hipóteses: os meus livros foram de cá para lá, isso de certeza; e os encadernadores dos seus "Discursos", pessoas conhecedoras desta arte que são, além de competentes na matéria, limitaram-se a fazer o trabalho tal como ele era executado sobretudo no século dezanove e princípios do vinte, seguindo o mesmo método aprimorado e de requinte. Que afinal era/é o mais bonito, tem muito mais classe comparativamente às encadernações dos livros editados hoje em dia, salvo as raríssimas excepções que confirmam a regra.
    Maria

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  5. Bic Laranja3/11/13 17:51

    É uma arte ancestral. Se executada artesanalmente com mestria não se distingue da dos antigos. Salvos alguns materiais sintéticos continua como ha séculos. Assim, um resultado idêntico como observa é natural. Mas definha a cada dia, mais cá que noutros países, talvez pelo deslumbre com a paupérrima modernidade que assombra tudo o que fomos.
    Cumpts.

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  6. Caro BIC,

    À sua atenção:

    http://www.publico.pt/portugal/jornal/no-tribunal-de-torres-vedras-um-cagado-nao-e-algo-malcheiroso-embora-haja-quem-conteste-isso-27353259

    Cumprimentos,

    MCB

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  7. Havia de acontecer. O ortográfico à lei da paulada. Quere melhor exemplo do que impô-lo a um juiz?
    Eis o «modus operandi» acordita. Ao depois ditador era Salazar.
    Cumpts.

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  8. Inspector Jaap8/11/13 10:14

    Aprendi em pequenino que a inveja é um dos pecados mortais; pois bem, até há pouco julgava que não sofria de tal maleita… Agora tenho que rever a minha posição após ter visto a foto, mesmo que não o conteúdo; é uma vergonha pessoal, mas tenho que a confessar; parabéns caro Bic, por tal riqueza! Fiquei mesmo invejoso :(!
    Cumpts

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  9. Inspector Jaap8/11/13 10:21

    De facto, isto mais parece uma replubliqueta das bananas daquelas perto do equador; estou curioso de ver quando é que estes fundamentalistas da treta metem o primeiro na cadeia; e estou para ver como irão reagir quando o Brásiu renegar este acordo e propuser o outro que dará razão ao digno juiz. Estes celerados não suportam a ideia de haver vertebrados cá pelo burgo; quanto ao outro sujeito que o processou, se é que me posso exprimir assim, enão passa de um lambe-botas a tentar segurar o tacho e, se possível, sem cortes.
    Cumpts

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  10. Bic Laranja9/11/13 17:00

    Não é caso disso. Mas obrigado pelo apreço.
    Cumpts.

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  11. Marcos Pinho de Escobar11/11/13 23:57

    Que beleza meu Caro Bic! Não só no conteúdo mas na forma! Ainda lembro quando recebi os meus, lindamente encadernados (também em pele e nas mesma cor) por minha Mãe. Parabéns! Abraço amigo.

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  12. José Lima12/11/13 12:42

    Tem em mãos, depois do restauro e considerando a obra completa de que se trata, coisa para valer, no mínimo dos mínimos, € 600,00.

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  13. É bom saber.
    Muito obrigado!

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