Havia um de 20 em 20 minutos, lembra-me bem. O bilhete certa vez até Alcântara-mar fôra 5$00 (lê-se cinco escudos) quando haviam de ser 7$50 (dizia-se sete e quinhentos). Engano do pica-bilhetes que entrara a render o colega no Arco do Cego e sem saber onde apanhara eu o autocarro me contou menos uma zona.
Por falar em pica-bilhetes, houve um tempo em que o Bigodes e um parecido consigo por também ser bigodaças -- o Barata Salgueiro -- faziam esta carreira. O bigodes era amigo da garotada, deixava-nos aos putos da rua ir à pendura até à Calçada ou mais, o que era uma aventura. Conseguir o mesmo com o Barata Salgueiro era um feito de armas porque o tipo era bruto e corria a pontapé os que se pusessem à pendura. Mas este Barata Salgueiro foi antes famoso pelo hábito irreprimível que tinha de -- tica-tica, tica-tica -- apertar contìnuamente o alicate. Mais tarde deve ter-se deixado dele porque o vim a ver feito guarda-freio (tal como ao Bigodes) agarrado ao timão dum eléctrico.
Além destes fregueses que dou conta, a carreira do 55 tinha também a compô-la a serventia do 301, que nela cometeu o feito notável de vencer por diversas vezes a ladeira da Alameda em 2.ª. O 303 também o conseguia. Este 270 não sei se era capaz... Tem ar disso?
Autocarro 55, Picheleira, 1980.
Guy Arab, in Flickr.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Autocarro 55
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Por mais incrível que pareça, tempos menos graves e mais portugueses.
ResponderEliminarAbraço amigo.
A trupe progressista ainda não tivera tempo de chafurdar em tudo. Hoje já chegam aos meninos, quem diria...
ResponderEliminarCumpts.
caro amigo, que largo é este por está a passar o 55 ?
ResponderEliminarPraceta Sócrates da Costa.
ResponderEliminarCumpts.