Ai Mouraria, da velha Rua da Palma... cantava Amália no velho fado.
Não era via desafogada. Gomes de Brito recorda o nome primevo: Palma, Rua Nova da (Ruas de Lisboa, vol. II); por decreto de 9 de Maio de 1776 mandava-se comprar umas terras com vista a alargá-la no lado ocidental. Pelo Itinerário lisbonense, de 1818 -- continuo com Gomes de Brito --, era a primeira à esquerda na Travessa de S. Domingos (hoje Rua de Barros Queiroz) vindo do Rocio e termina na Rua de S. Vicente à Mouraria. Rua de S. Vicente à Mouraria, também dita de S. Vicente à Guia e, mais tarde crismada Rua de Martim Moniz. Foi este topónimo que vingou e alastrou ao enorme oco (em mais do que um sentido) que lá temos agora quando o camartelo entrou a escavacar a Mouraria, há 70-75 anos. Da razão do nome de S. Vicente, tomado dumas hortas do dito mosteiro, dei em tempo notícia cá pelas palavras do eng.º Vieira da Silva.
O nome da rua vem da lenda duma palma que cresceu milagrosamente no lugar da sepultura do cavaleiro Henrique, de Bona, aquando da conquista de Lisboa aos mouros. A Rua Nova da Palma esteve contida aos limites da cerca fernandina até umas expropriações levadas a cabo em 1859 permitirem trazê-la até ao Largo do Intendente. É esse o troço aqui à vista (a primitiva rua), apinhado de táxis e com uma nesga de horizonte para o monte de S. Gens.
Rua da Palma, Lisboa, 1950.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
(Revisto em 3 de Março ao meio-dia e meia hora.)
sábado, 2 de março de 2013
Rua da Palma
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