O projecto de alterações ao Código da Estrada na baila subjuga agora o automobilista aos ases do pedal. Deve ser veneração do moderno legislador playmobil ao bravo feitio para pára-choques do ciclista citadino. Cuido também que se devia pôr na lei que todo o semáforo encarnado se prostrasse ao venerando ciclista e não que ficasse firme naquela cor, indiferente à sua passagem. Já de desservir os deuses Ambiental e Sustentável com cerimoniosa queima de combustível refinado à venerada passagem de veículos de tracção animal, não sei que diga. Isto de rezar a tantos deuses é tramado.
(Boneco da rede.)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Do legislador playmobil
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Não me parece que seja justo achar que quem anda de bicicleta é um fanático do ambiente ou do sustentável, logo inimigo do automóvel. Pode achar que é novidade essa argumentação, mas lá fora onde a bicicleta é um meio de transporte tão ou mais válido que o carro, já o foi amplamente usado. Essa caricatura é típica dos tempos, chame-lhe moda se quiser, mas não corresponde a quem o faz, por exemplo, pelo resto do país à larga décadas e alheio a essas tendências. Veja-se a Marinha Grande, Aveiro etc. Diabolizar o "ciclista" por algumas tomadas de posição invocando os estereótipos mais comuns apenas inquina um debate que se deveria ter de igual para igual. Ando de bicicleta na cidade e também de carro, estou em que grupo?
ResponderEliminarSe me quiser dizer que algumas cidade não foram feitas para a bicicleta, nisso concordo. Acho inclusive um absurdo quando se tenta comparar Lisboa e as suas múltiplas colinas, com a de outras cidades que pelo clima e geografia são mais apelativas aos ciclistas. Não me parece que Nova Iorque queira vir a ter um funicular para se tentar agigantar a Lisboa, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Depois de à cerca de 2 anos um ciclista se ter esborrachado na traseira do meu carro em Cascais, quando eu paro numa passadeira para deixar passar peões, enquanto a ciclovia estava 2 metros à direita e o Sr Ciclista, disse-me com a maior das normalidades que não andava na ciclovia porque ali não podia atingir as velocidades que ele queria e porque havia muitos peões a passear na ciclovia, acho que este tipo de pseudo-Lance Armstrong , deveriam pagar impostos de circulação e ter seguro na bicicleta, porque felizmente o meu carro não teve (quase) nada, mas o pseudo-Lance Armstrong ficou com a bicicleta um pouco amassada e ele próprio também. Seria para o bem de todos, acho eu.
ResponderEliminarCaro amigo Bic Laranja, eu fui pela primeira vez a Sintra na minha vida há coisa de uns 13 anos e lá vi muitos veículos de tracção animal que deixavam um cheiro típico.
ResponderEliminarAgora passados estes anos todos, penso que embora sejam escassos os veículos de tracção animal nas grandes cidades, temos muitos animais para puxar estes mesmos veículos nas universidades, institutos superiores e instituições semelhantes; bem como temos várias juntas de bestas naquele edifício branco que fica ali entre a Calçada da Estrela e o Largo de S. Bento.
Em relação aos ciclistas de cidade há de tudo um pouco, desde dos educados aos verdadeiros calhaus e tenho apanhado nas minhas caminhadas com esta fauna tão variada e aquela árvore da Rua Escola do Exército ainda está na mesma
O Código da Estrada surge em sociedades industriais altamente mecanizadas para ordenar o tráfego de veículos motorizados nas cidades e nos caminhos. As bicicletas são um meio de locomoção muito jeitoso nas lezírias ou nas terras baixas da Golegã. A usarem-se haviam de conformar-se ao Código (que as não exclui) e não ser o Código (e com ele coercivamente a maioria dos automobilistas) a conformar-se elas.
ResponderEliminarO que está na calha para o Código da Estrada é fruto duma mentalidade de sacristia que perdeu já a noção da realidade.
Nada me move contra quem se locomove a pedal. O que é injusto para os ciclistas é a civilização industrial e a orografia, não eu.
Cumpts.
O Código não obriga todos os veículos na estrada a terem seguro de responsabilidade civil?
ResponderEliminarCumpts.
Pelo que li, a lei é muito omissa e vaga no que toca ao assunto bicicletas. Até 1994 os ciclistas e pseudo-ciclistas tinham de tirar a licença, com direito a afixar matricula e tudo, mas alguém achou que isso era burocracia a mais para uma "simples" bicicleta.
ResponderEliminarOs condutores de bicicletas, se forem mandados parar pela Policia apenas tem de ter o Bilhete de Identificação, Cartão Único.
Artigo 85.º
Documentos de que o condutor deve ser portador
3 - Tratando-se de velocípede ou de veículo de tracção animal, o respectivo condutor deve ser portador de documento legal de identificação pessoal.
5 - Quem infringir o disposto no n.º 3 é sancionado com coima de € 30 a € 150.
(...ou seja...)
Se um Lance Amstrong vier contra o meu veiculo e amolgar a porta do meu carro eu bem que posso chamar a policia, mas não tenho como provar que o veiculo que me bateu é daquele individuo, nem ele. E é so isso que acho que deveria ser mudado, nada contra os entusiastas do ciclismo, aqueles que usam a bicicleta conscientemente.
Cumprimetos
Era pôr uns arreios nessas bestas todas e fazê-las arrancar os tocos espalhados nessa Lisboa.
ResponderEliminarCumpts.
Intriga-me o desregramento em relação às bicicletas quando penso na torrente de regras e regrinhas do sal no pão, do calibre das azeitonas ou da curva dos pepinos à venda na praça. Vejo ciclistas usarem indiscriminada e sucessivamente a estrada, a passadeira, passeios (já pensou num automóvel a circular em passeios) ou caminhos de peões, conforme seu bel prazer. Semáforos são o para os outros. Faltava só o Código obrigar a vénias.
ResponderEliminarCumpts.
Como já disse há tempos, há de tudo em todos os meios de locomoção.
ResponderEliminarEste código da estrada está fora de moda, pois equipara as bicicletas a veículos de traçcão animal.
Acham bem?
Não vejo aqui, ninguém a reclamar dos carritos em cima das passadeiras e em cima dos passeios, obrigando os velhos, as crianças a ir para a estrada à conta dos popós dos senhores bem educados.
Tenham paciência!
Não querendo generalizar nem subjugar quem conduz ao desrespeito constante os outros condutores, daqueles que invariavelmente abusam do verde-tinto semafórico; às varas de bestas encartadas que sofrem do sopro, não o cardíaco mas do balão acima dos limites; ao parquemanto selvagem e sedento de cada centimetro urbano; à atracção fatal pela velocidade; aos tiques de nervosismo miudinho a cada engarrafamento; às businadelas,impropérios e roncadelas poluentes; ao despesreito do mais básico civismo para com os restantes utentes da via, regra geral, quem conduz não gosta de fazer uma autocrítica à forma como se comporta e partilha a rua, a estrada.
ResponderEliminarFaço um convite àqueles condutores que se sentem poderosos ao volante dos seus popós, que conduzem para além das regras e que muitas vezes colocam a própria vida em risco, que tenham a audácia de sentir o verdadeiro poder numa bicicleta. Sentir a verdadeira sensação de domínio absoluto e liberdade que a bicicleta oferece. O poder da determinação, o poder da superação, o poder de chegar aonde quiser com o próprio esforço físico. Usando a bicicleta, como meio de transporte ou mero passatempo, perceberiam que a vida sobre o selim pode ser, e é, muito mais divertida, muito mais gratificante.
O Código está fora de moda, está. Como também está havermos leis racionais.
ResponderEliminarCumpts..
Não desvie o assunto. O verbete não é sobre animais ao volante, é sobre leis irracionais.
ResponderEliminarProporcionalmente ao seu universo, saiba, não acho nesta cidade mais descaso das regras da estrada do que nos ciclistas. Aemáforos não é com eles e sempre os vejo adeantados no meio dos cruzamentos à procura de serem atropelados. Piores só os peões, mas esses...
Cumpts.