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domingo, 13 de janeiro de 2013

Espectáculo de variedades


Dusty Springfield - The Look of Love
(1973)

13 comentários:

  1. Mais uma gracinha da menina muito querida dos ingleses, com um nome um tanto estranho... "campo primaveril coberto de pó...":)) Ela tinha melhores canções, ainda assim. Pelo menos duas cujos títulos não me recordo, foram êxitos enormes na altura.
    Maria

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  2. :)
    Um cabeça meia frágil, ao que consta. Esta agora tem a vantagem de não maçar; é só um excertozinho. A melhor é filha do prègador. Tenho-a para aqui no no blogo.
    Cumpts.

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  3. :)Mas 'a filha do pregador' é o título duma canção dela?! Não tinha ideia. Ou sou eu a perceber tudo ao contrário?
    Maria

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  4. Por acaso diz que é «filho do prègador», mas a ideia fugiu-me para a filha... Filho do prègador, pois.

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  5. Marcos Pinho de Escobar15/1/13 22:58

    Boa! A discoteca do Bic é de primeira! Óptima recordação.
    Abraço amigo.

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  6. Fui espreitar e é boazita. Mas há uma ou duas, que ainda hei-de descobrir, que foram grandes êxitos.

    E, com todo o respeito, "pregador" não leva nenhum acento, grave ou agudo. Achei estranho porque não o ia colocar mas vi que o colocou. Por isso fui certificar-me. Estava certa. O que nos alerta para abrir a vogal "e" em discurso oral, é o sinal diacrítico que está entre parêntesis junto a este vocábulo:)
    Maria

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  7. Talvez esta seja uma.

    Não leva. Pu-lo por capricho. E por não vir a haver dúvidas de que era à linhagem dum pregador e não dum pregador, há-de entender...
    A propósito, sabe porque é o timbre do «e» em pregador (è) aberto?

    Cumpts.

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  8. Desculpe só agora responder, mas perdi (ou melhor, ganhei) um bom bocado de tempo a comentar no Estado Sentido. A seguir fui jantar:)

    A canção é mesmo essa que colocou! E há outra qualquer que teve êxito idêntico. Uma delas - ou se calhar duas - ganhou o Festival da Eurovisão, acho eu.

    Quanto à sua interrogação, não há mistério. "Pregador", com "e" aberto é aquele que prega em Igrejas ou faz pregações (aqui também se abre o "e" e também não é acentuado), orador, etc., abre-se a primeira sílaba para se diferenciar do homógrafo e também substantivo "pregador", neste caso o homem que prega pregos, por exemplo em sapatos e/ou fixa-os noutros objectos.
    Maria

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  9. É certo. Mas a causa do tal «e» e ser aberto tem mais que se lhe diga...
    :)
    Cumpts.

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  10. Desculpe, mas não estou a ver em quê:) É exactamente o que acontece com inúmeras palavras homógrafas na língua portuguesa. Por exemplo: "este" (pronome demonstrativo) e "Este" ponto Cardeal, se não houvesse alteração fonética entre ambas (como porventura fazem os brasileiros) estaríamos a cometer uma gafe linguística.

    Já agora, talvez me possa esclarecer algo que me incomoda ouvir desde há vários anos.

    Sempre (se) disse (e li) que "corrector" é aquele que trabalha na a Bolsa - o "c" que antecede o "t" está lá justamente para abrir a vogal anterior.
    Porém, os apátridas que viraram a nossa língua do avesso, resolveram alterar a fonética do vocábulo ao retirar-lhe o "c" e pronunciando sistemàticamente a palavra com o "e" fechado, o que na minha modesta opinião praticam um erro fonético crasso. Claro que ao retirar-lhe o "c", a vogal aberta que o antecede terá de passar obrigatòriamente a fechada, com as devidas excepções à regra como é o caso. Mas afinal é isto que os políticos mais desejam para que (confundindo as pessoas que ao ouvirem tantos disparates repetidos, fiquem na dúvida se estão certas ou erradas e por insistência, habituação e cansaço, acabem por adoptá-los) chupistas e ignorantes como o Sócrates e muitos outros aparentados - embora inacreditàvelmente quase todos se tenham alcandorado aos mais altos cargos políticos e sociais do País e continuem a fazê-lo - passem despercebidos, apesar de um léxico inaceitável, no meio da multidão sistémica em que chafurdam. Deste modo os 'grandes literatos' do sistema matam dois coelhos de uma só cajadada.

    Qual é a sua opinião? Estarei errada? Não me parece.
    Maria

    Obs.: Não me interessa nada que 'corretor' seja um mediador em compras e vendas; e 'corrector' aquele que corrige. Eu aprendi que corrector (com o "e" bem aberto e para isso tem que anteceder duas consoantes) era a pessoa que negociava acções na Bolsa e é assim que continuo a dizer e a escrever.
    A menos que seja uma excepção à regra e esta é uma hipótese válida, se pronuncie a vogal "e" em 'corretor' de modo bem audível, ainda que sem o "c" antes do "t", por uma questão de elegância linguística, uma vez que pronunciar 'corretor' com o "e" quase mudo, além da pronúncia ser feia ao máximo, parece estarmos a dizer "corredor"... No sentido oposto e pela mesma razão, ainda que pareça estranho porque se foge à regra, em "aborto" fecha-se o "o" e o mesmo se faz no seu plural "abortos"; o mesmo acontece em "acordo" e "acordos", embora, se adoptadas as regras gramaticais aplicadas à fonética, se devesse abrir a vogal "o" em ambos os vocábulos, porque antecedem duas consoantes.

    O motivo por que não se abrem as vogais nos vocábulos acima: acórdo/acórdos e abórto/abórtos, primeiro porque é uma fonética errada e depois porque soa tremendamente mal ao ouvido (e mesmo assim há quem o faça nas várias televisões - jornalistas, comentadores e convidados...) São as tais excepções à regra, que as há em todas as línguas. Paradoxalmente em "Aeroporto" e "Aeroportos" ambos os vocábulos possuem as sílabas tónicas precedidas de duas consoantes e não obstante fecha-se o "o" quando o substantivo está no singular e abre-se no plural. Isto acontece porque pronunciar "Aeropôrtos" com o "o" fechado (no plural) é extremamente deselegante e agride os tímpanos.

    Voltando ao "corrector", por alguma razão (e escapa-me o motivo de ter havido troca de significado nos dois vocábulos, facto que não acontecia há tinta anos, mas calcula-se porquê) sempre se pronunciou e escreveu deste modo quando designando um corrector da Bolsa e não como o escrevem e designam os gloriosos democratas que desde Abril nos têm vindo a abastardar a língua. E não consta que os antigos ministros, funcionários da Bolsa, intelectuais, escritores, jornalistas e portugueses em geral, cometessem erros fonéticos e/ou linguísticos (e nem sequer os merceeiros com a terceira classe os cometiam) ou que fossem ignorantes..., antes p'lo contrário.



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  11. Diz-me a 1.ª ed. do Aulete (1881) que «corretor» é forma derivada de «correr»; a pronúncia é indicada sem abrir o «e».
    Faz sentido. Os agentes corretores fazem correr . Na prática são como corredores a passar de ordens de compra e venda. Do cansaço (de)corre-lhes uma comi$$ãozinha: a corretagem.
    ...
    A metafonia do português faz com que o feminino ou o plural de palavras de duas sílabas em «o» (porto / porta / portos / ortas) mude o timbre do «ô» em «ó». As excepções têm de ser aprendidas de cor (cór). Nem sei eu se há vocabulário que as ensine todas. Sei que «abôrtos» «acôrdos» e «esgôtos» são excepções.
    Cumpts.

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  12. Afinal a Dusty adoptou como nome artístico o do grupo musical a que havia pertencido..., o que não deixa de continuar a ser estranho, dado seu significado um tanto superficial, para dizer o mínimo. Por estas alturas parece que os ingleses começavam a adoptar o hábito norte-americano que já vinha de longe, de dar nomes a pessoas, animais e coisas em geral, do mais estranho e mesmo ridículo que imaginar se possa. Só um exemplo, mas há milhares deles. Havia uma actriz dos anos sessenta/setenta que se chamava "Terça-feira Weld"! Lindo, não haja dúvidas.
    Maria

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