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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Av. Almirante Reis, 188

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Este blogo tem-se hoje em tal conta que se já cita a si. Isto ou falta de assunto, ao fim de oito anos...


« Na esquina em frente (Av. Almirante Reis, 188 e Alameda, 68), um edifício de quatro pisos que admito ser dos primeiros a ter sido construído na Alameda, por volta de 1939 ou 40 (ou até antes). Lembro-me bem dele, devoluto, já no fim dos anos 80. Ter só quatro andares há-de ter servido bem à desdita que nos calha hoje de vermos um grande mamarracho no seu lugar.
  O que se lhe segue (Alameda, 66), em estilo Português Suave [por acaso não; é modernista] e com uma cércea da mesma altura, nem me lembro nunca de o lá ter visto. Não deve ter chegado ao meu tempo. Só conheci o que lá vejo hoje, típico dos anos 70, banalíssimo, sem encanto (Os primórdios da Alameda, 14/V/2010).»





(Fotografia: Alameda de Dom Afonso Henriques, Lisboa, [s.d.]; estúdio de Mário Novais, in Bibliotheca de Arte da F.C.G..)

6 comentários:

  1. É o fado dos Sábios, Caro Bic. O Henry James também teve uma dúvida sobre se determinada expressão era admitida num certo sentido, em Inglês. Correu à Enciclopédia e lá a achou, estando transcrito como exemplo corroborante um trecho de obra anterior dele...
    Ao menos, o Amigo ainda tem memória e consciência do Saber Próprio.

    Abraço

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  2. Citar-se a si? E porque não? Olhe, até por isso, dei por mim a ir ler uns escritos seus de 2010. Há um que infelizmente já não mostra a fotografia a que a ligação alude.
    Quanto a falta de assunto..., nem pense nisso. Mesmo que se repita, se apenas se dignasse reproduzir fotos de Lisboa ou do país em geral, já valeria muito a pena vir aqui visitá-lo.

    Sobre as fotografias, repostas e muito bem, volto a dizer o mesmo, são lindas em nitidez, com o céu carregado e tudo!, em limpeza(cleanliness) de tudo o que está à vista e em enquadramento. Quase, quase a distinguir-se o meu antigo prédio:))
    A data situar-se-á, creio, entre os anos 50 e 60. Era miúda mas lembro-me daqueles autocarros (nºs. 3 e 4?), da padaria no canto oposto ao Pão d'Açucar e da própria pastelaria.

    E note-se que quem elogia aquela arquitectura - mesmo não gostando do muito que ali foi edificado principalmente a partir da Alameda, passando pelo Chile e por ali abaixo - é alguém absolutamente apaixonada pela arquitectura do século XVIII...
    Maria



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  3. O 3 e o 4, muito provàvelmente.
    :) Cumpts.

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