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sábado, 4 de agosto de 2012

5.ª Volta Ciclista a Portugal

SEC-AG-1897I.jpg

  A equipa de «O Século» junto do automóvel que a havia de conduzir durante a 5.ª Volta Ciclista a Portugal. Identificados: Álvaro Pavão; António Silva e Costa; Judah Benoliel; Fernando Ávila. (A.N.T.T., «O Século», PT/TT/EPJS/SF/001-001/0031/1897I.)

19 comentários:

  1. Inspector Jaap4/8/12 09:37

    Sabe o ano? Lá pelos anos 40, presumo!
    Era, pois, o tempo em que havia alma em Portugal e se corria pelo prazer simples de competir, sem mais, pelo menos sem a fixação da vitória a qualquer preço, nem que esse fosse o “doping”. Uma saudade, em suma!
    Obrigado pelo verbete.
    Cumpts

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  2. 1934. Ganhou o Nicolau, do Benfica.
    Há relato de na corrida Porto-Lisboa os ciclistas pararem em locandas à beira da estrada, comerem uma sandes de presunto e beberem um copinho de tinto, e toca a andar...
    Cumpts.

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  3. Inspector Jaap5/8/12 00:25

    Isso é que eram tempos... arranja-se melhor, hoje?
    Nesses moldes, até eu correria. :)
    Cumpts

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  4. Anónimo6/8/12 02:53

    Desculpe afastar-me do tema em epígrafe, mas receio que se não o fizer já o que vou comentar perderá a actualidade.

    O locutor(?) Guedes Carvalho, nas notícias de ontem, 4/8, disse qualquer coisa sobre a polícia ter ido a determinado bairro "em COMprimento do seu dever". Não, não me enganei, disse tal e qual. E, pior, passado uns minutos repetiu a dose... Pois, no que ele porventura estaria a pensar era na distancia, em metros, percorrida pelos polícias entre os dois locais do crime... Além de ser antipático até dizer chega, é um bocado bronco para a tarefa que desempenha, diga-se de passagem.
    Um "locutor" (parece que até escreve livros...) a expressar-se desta maneira? Será possível?!

    Ainda ontem e também nas notícias da noite, Judite de Sousa pronunciou (e repetiu uns minutos depois) o verbo entrevistar, do seguinte modo: "... vai dar uma EM-trevista, etc.", dando ênfase à primeira sílaba, ainda por cima! Sim, ouvi perfeitamente logo da primeira vez, mas confirmei à segunda...
    E diz que se licenciou em não sei quê. Mas e não teve a disciplina de língua portuguesa no antigo Liceu que terá frequentado antes de Abril? Teve de certeza absoluta. É que nesse tempo ensinava-se BEM e aprendia-se melhor qualquer língua, muito particularmente a portuguesa. Felizmente que então não havia Malacas, nem AO90, nem Bolonhas...
    ---------------

    Peço desculpa, mas ainda outro assunto.
    Porque as transmissões dos J. Olímpicos estão quase a terminar (e eu vejo uma ou outra em que participem atletas portugueses) não posso deixar escapar esta: substituam JÁ o jornalista(?) que comenta em off o atletismo. O modo como o faz é um perfeito HORROR. Quem o selecionou para essa missão devia ter o ordenado reduzido a metade. A criatura, contràriamente aos colegas que comentam outras modalidades cujas vozes são perfeitamente normais, não se cala um só segundo, agride-nos os ouvidos, afecta-nos a mente, forçando a alhearmo-nos das prestações dos atletas. Só é suportável ver algumas destas, tirando por completo o som e só deixando a imagem. Francamente é demais! E ninguém faz nada quanto a este desatino? Quem é este jornalista(?), ainda não consegui apanhar-lhe o nome. Para estar a desempenhar semelhante função sem que para ela tenha as qualidades semânticas requeridas, deve ter tido uma cunha pra'í do presidente do conselho d'administração da RTP ou no mínimo do paspalhão do Nuno Santos. Só pode. A culpa não é dele, claro, mas sim de quem lhe entregou a missão. Haja alguém que lhe retire o microfone ràpidamente. Pelo amor da Santa Madre Igreja.
    Maria

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  5. Maria, se tem televisão por cabo, pode ver as provas de atletismo também no "Eurosport", mas comentadas por um jornalista diferente daquele a que alude.

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  6. Comentadas em português, bem entendido.

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  7. Anónimo6/8/12 17:11

    Muito obrigada José. Esta é a terceira vez que tento enviar o comentário. Vamos ver se, contrariando o dito popular, à quarta é de vez:)...

    Sim, tenho a cabo. Raramente lá vou, salvo quando há um bom filme ou um bom documentário científico.

    Pela voz, deduzo que um destes dois locutores desportivos que estão agora a comentar as provas olímpicas na RTP2 (barras paralelas e c. d'arções) o mais 'palrador' dos dois é o mesmo que fazia os comentários nas transmissões das provas hípicas e também, há mais tempo, nas de jogos de futebol. Nestas e naquelas, também não se calava. E pior, nas hípicas, quando pressagiava que um cavaleiro ia "se calhar" derrubar uma trave..., o pobre cavaleiro fazia-o! Nas de futebol, quando dizia que o jogador não ia marcar golo..., o mesmo azar sucedia! A criatura trazia (ou levava) mau agoiro aos cavaleiros e aos futebolistas. Parece que o homem já não comenta qualquer delas. Ganharam os telespectadores e principalmente os cavaleiros e os futebolistas.
    Maria

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  8. Anónimo6/8/12 19:54

    Enganei-me! Estive com visitas e tinha a televisão nas notícias mas sem som. Depois das notícias, voltei novamente à RTP2 e... (no lançamento do peso, etc., a que aliás nem presto grande atenção, estou à espera de outras modalidades da minha preferência) apanho novamente com a metralhadora falante em acção! Lá tenho eu que tirar o som. Não só o homem não se cala um segundo como nem sequer nos deixa ver a prestação dos atletas - SEM FALATÓRIO - em paz e sossego! Irra, que é demais.
    Desisti. Vou fazer o que o José oportuna e amàvelmente me sugeriu: Euro-Desporto e assunto resolvido.
    Maria

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  9. Eu, que não tenho visto televisão, vede só o que perco!...
    Cumpts.

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  10. Comprimentos por cumprimentos, com suas cambiantes, cuido que haja às carradas nas «chronicas antiguas» («Irmaão bem veedes vos que eu nom posso hy all fazer: se nõ o que me elrey meu señor manda». -- Cronica do Condestabre de Portugal, Coimbra, França Amado, 1911, p. 35). Era assim que o bom povo falava e ainda fala. Talves o locutor escritor tenha aprendido com as «chronicas antiguas» mas é também de crer que se «deia» com o povo.
    Já a jornaleira saiba que o que ela diz é «ãetrevista», está bãe! É uma espécie afectação da pituitária.
    Cumpts.

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  11. Anónimo8/8/12 00:50

    Isso, isso...:)

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  12. Anónimo8/8/12 02:46

    Referia-me a não ter perdido nada em não ter visto a transmição e ouvido a locução daquelas duas 'encomendas' (creio que são dois)- locutores desportivos(?!) - como é bom de ver!
    Maria

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  13. Anónimo8/8/12 05:04

    Uma coisa é a língua portuguesa de 1911..., outra é a do presente. E acho outra coisa ainda, se ele quer ser locutor tem que ter uma dicção, uma fonética e uma semântica perfeitas. Dá com cada entrevista que só visto... Sinceramente penso que se trata tão só de alguma ignorância, de má aprendizagem da nossa língua, de insuficiente vocabulário e de nenhuma facilidade de expressão. Ele disse certa vez que tinha tirado um curso de educação física e que tinha começado na televisão a fazer relatos de jogos de futebol..., lá está!
    Maria

    Quanto à pronúncia da jornalista Judite, claro que é por ela ser natural do Porto ou arredores. Ahora bien (como dizem os do país aqui ao lado), se ela quer ser uma locutora em Lisboa tem o dever de evitar o mais possível a pronúncia do Norte:) Se por outro lado ela quer conservar a sua pronúncia e acho muito bem que o faça, nessas circunstâncias que se transfira para o canal-Porto ou para outro qualquer que venha a existir nessa cidade, algures no futuro.

    Já a Fátima Campos Ferreira disfarça muito bem a pronúncia do Porto e evita, com dificuldade, embora, mas fá-lo, dizer o "b" em "v" e vice-versa.

    Relativamente ao "bãume" (bom) que os portuenses usam na fala corrente (e está perfeito, é a sua pronúncia), algumas regiões do Brasil adoptaram-no tal e qual (cuja origem eu desconhecia por completo e devo confessar que até ter conhecimento desta coincidência engraçada achava o facto esquisitíssimo), dá-me ideia que isso aconteceu aquando da emigração de muitos portugueses daquela região do país para o outro lado do Atlântico, no início do século XX. Penso eu de que:)
    Maria

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  14. mujahedin9/8/12 01:07

    "Sinceramente penso que se trata tão só de alguma ignorância, de má aprendizagem da nossa língua, de insuficiente vocabulário e de nenhuma facilidade de expressão."

    E presunção, caríssima Maria! Muita presunção. Hoje em dia as pessoas já levam a mal que se lhes corrija um erro gramatical ou de pronúncia, quanto mais uma crítica à dicção (se tão pouco souberem o que significa)! Porque atenta gravemente contra a diversidade e a igualdade (simultaneamente! - paradoxos dos nossos dias...)!


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  15. Anónimo9/8/12 03:01

    A 'vez' saiu truncada..., "é a quarta vez que tento enviar..." - e não a terceira, como se depreenderá.
    Maria

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  16. Se a saúde me permitir talvez vá ver a festa da volta no Marquês de Pombal que já está a ser esventrado pelo presidente da câmara do intendente, espero ainda ter um cantinho para me sentar na relva e ouvir algo entre os Xutos e os Pink Floyd a espera que a festa comece e depois vê-se
    Boas férias caro colega e espero que tenha visto os novos homens do leme na canoagem

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  17. Bic Laranja9/8/12 10:30

    É obra de fôlego para pedreiros... Deve ajudar muito mais a desencardir a cidade do que lavar a calçada.
    Este presidente da câmara é um autêntico nojo.
    Cumpts.

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  18. Anónimo9/8/12 15:40

    Exactamente Mujahedin. Este Rodrigo Carvalho, uma nódoa completa como locutor, só detém este cargo e possìvelmente para a vida, por ser filho de um médico com o mesmo nome... Isto das cunhas neste regime têm muito que se lhes diga. E falavam estes cínicos que nos desgovernam das cunhas no anterior regime. Entre estas e aquelas vai uma distância como da Terra à Lua. Hipócritas até à quinta casa!

    A sua análise a propósito desta gente que, como diz, comete erros de linguagem de meter dó e que, ainda por cima, não admite correcções ajuízadas de outrem, além de oportuna está naturalmente correcta. Trata-se de presunção - ou complexo de superioridade, o que vem a dar ao mesmo - até à máxima potência. Sem tirar nem pôr.
    Maria

    Nota: Mesmo a propósito! Parabéns pelos seus escritos em forma de comentário, que normalmente leio em dois ou três outros espaços blogosféricos, com os quais estou bastante d'acordo.



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