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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Monumental, cinema e teatro

Cinema Monumental (Alçado principal), Lisboa (Rodrigues Lima, 1951)


« Com base nesta sugestão [do ministro da Educação Nacional para uma casa com salas independentes para teatro de declamação ou música ligeira, concertos e cinema, dotada das dependências correspondentes], o arquitecto Rodrigues Lima, — um dos arquitectos intervenientes na Exposição do Mundo Portugês de 1940, e que já tinha assinado o projecto do Cinema Cinearte, inaugurado em Fevereiro de 1940 - elabora o projecto do Monumental, cinema e teatro, onde, num único edifício existe um teatro para 1182 espectadores, um cinema para 2170, um café-restaurante e uma sala para exposições artísticas.»


In «Restos de Colecção», 1/II/12.



Ainda há dias comentávamos, eu e alguém, a quantidade de gente que levava o Monumental, tem piada...

11 comentários:

  1. Joe Bernard4/2/12 12:45

    Muito cinema e tatro vi nessas salas...
    Mas o filme que me mais impressinou, foi o Ben-Hur!
    Uma maravilha, com um ecran enorme.
    Mas também me lembro do teatro, com a Laura Alves, o
    Paulo Renato e o Rui de Carvalho, n' O comprador de horas, por exemplo.
    Sou muito antigo, não sou???

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  2. Um Matusalém. Deus o conserve.
    Cumpts.

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  3. Joe Bernard4/2/12 13:21

    Caramba, também não precisa exagerar... LOL

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  4. Joe Bernard4/2/12 16:09

    Não tem mal nenhum. 64!

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  5. Bic Laranja4/2/12 22:27

    Respeitosos cumprimentos. :)

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  6. Anónimo4/2/12 22:40

    Quando me lembro do que fizeram a este magnífico edifício que, moderno embora, até ligeiramente demais na minha discutível opinião de muito novinha ainda, até me dá vontade de chorar.
    A grande Laura Alves, que morava na Av. Praia da Vitória e via de sua janela o escavacanço lento e criminoso do "seu" querido teatro, disse várias vezes que o tempo que a câmara levou a deitar abaixo o edifício (ficou esventrado não sei quantos anos a deixar visíveis as paredes dos camarins por quem passava), era feito com o intuito específico de fazê-la sofrer até morrer. E acredita-se que essa fosse a intenção dos 'revolucionários', que a odiavam tanto quanto ao seu marido Vasco Morgado que morreu precocemente de desgosto pelas muitas humilhações sofridas por ser 'fascista', que manobrando por detrás do presidente da dita câmara, porque foi exactamente isso que sucedeu.

    O interior era de uma grandiosidade incrível (em dimensão e na decoração), semelhante ao cinema Império.
    Crimes atrás de crimes perpetrados por traidores e todos a ficarem impunes.
    E lembrarmo-nos de que quem autorizou este crime foi um homem - Kruz Abecassis! - supostamente de 'direita'!
    Ou seja, tudo o que gentes chamadas de 'direita' ou de esquerda (é o mesmo, porque todos eles, os do sistema, estão conluiados) à frente de municípios ou com pelouros que lhes davam (e dão) autoridade para alterar/derrubar tudo o que de belo e valioso se relacione com o anterior regime, sobretudo se por este mandado construir - ou monumentos de tempos ainda mais recuados, pelo mesmo mandados restaurar, como castelos, palácios, palacetes, mosteiros, conventos, igrejas, etc. - é derrubado ou, senão, restaurado ou reconstruído de um modo pavoroso. Tudo isto para que o povo se 'esqueça' totalmente do Estadista e do que fez em prol do país. Mas para sua raiva e ódio incontidos, perante a completa degradação a que eles, os 'grandes democratas', nos conduziram, cada vez mais os portugueses, aqueles que amam de verdade a sua Pátria, se lembram mais e mais dele.

    Se o anterior regime tivesse conservado os belíssimos pavilhões, propositadamente temporários, mandados edificar para a Exposição do Mundo Português..., com estes bandalhos à frente da governança, invejosos de tudo o que tenha beleza e/ou valor arquitectónico e/ou histórico (e tão só porque odeiam de morte o país e o povo) é destruído sem dó nem piedade, a esta hora estava tudo feito em cacos. Melhor, em pó.

    Criminosos e traidores dum raio.
    Maria

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  7. Descreve com clareza o modus operandi da corja. Fazem-no com consciência e deliberados.
    Cumpts.

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  8. Inspector Jaap5/2/12 00:14

    Se o não fazem, parece.
    Cumpts

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  9. Anónimo5/2/12 04:26

    O "que" antes de "manobrando" está a mais. Peço desculpa, porque retira coerência à frase.

    Faltou acrescentar que tudo o que se passa no nosso país no que se refere à destruição (quando não usurpação) do que é belo e valioso, repito, "belo e valioso" - como esplêndidas moradias, andares amplos e luxuosos palacetes e mesmo palácios, ricas, extensas e produtivas propriedades no Alentejo (estas foram logo as primeiras a ser ocupadas à bruta, já que eram as que há muito lhes estavam debaixo dos seus olhos gananciosos) todas com o respectivo e rico recheio como é bom de ver..., às centenas senão aos milhares, foram arrebatados/as ou ocupados/as à força, com ou sem autorização dos proprietários e isto em nome da 'santa revolução' que, segundo os bandidos, 'tudo permite' - aconteceu exactamente na 1ª república e os usurpadores desta 3ª, são, em tudo, os herdeiros directos daquela. Ou seja, a banditagem do período que vem de Abril de 74 até hoje tem estado a executar ponto por ponto os mesmíssimos actos selvagens e criminosos dos seus antecessores. Sem tirar nem pôr. Escroques da pior espécie é o que eles todos são.
    Maria

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  10. Bic Laranja12/2/12 00:28

    É como diz. Historicamnete não é novidade nenhuma que os que se alcatruzam ao poder gostam de se refastelar com o melhor que lhe foi «legado» e de passar aos vindouros a sua própria «genialidade». Sobre os escombros do que herdaram, como se há-de entender, para o seu brilho não ser ofuscado. No caso vertente, os alcatruzados são de tão baixa extracção que a destruição do que os ofuscaria tem de ser vasta, pois que até o mais medíocre legado sobressai.
    Cumpts.

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