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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Da borra como política nacional

 A Radiotelevisão Portuguesa Brasileira empola já por aí o deputado Seguro questionando a autoridade do governo acerca do acto (ac-to) de Vasco Moura em prol da cultura. — Aliás, o deputado Seguro encarniça-se mais por mor de atacar o adversário político; a ortografia portuguesa não lhe interessa para nada; nem na sabe, cuido!...
 Pois saiba o deputado Seguro que a autoridade do governo para o disparate é total. Tão absoluta tem sido que meras resoluções de ministros ignaros reunidos em conselho são tão servilmente acatadas (ámen!) que se sobrepõem à má fila até a decretos-lei em vigor. O «coiso» ortográfico não está nem pode estar em vigor, mas segue ilegal porque o governo resolveu (resolveu) escrever sobre ele no Diário da República... — «Ai, tem de ser! O Acordo Ortográfico saiu em Diário da República!» — não é o dizem as comadres?... —  É da Teoria do Direito, e da Lei, que resoluções não revogam leis nem decretos. O deputado Seguro não sabe das leis? Ou quer ele reger o Estado por resoluçõezinhas que só conspurcam quando há leis a impor o asseio?

Portugal (J. Benoliel, [s.d.])
Portugal, [s.d.]
A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel...

(Verbete revisto à quatro e meia.) 

7 comentários:

  1. Joe Bernard3/2/12 17:26

    Muito bem.
    Apoiado!!!

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  2. Bic Laranja4/2/12 09:17

    Obrigado!

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  3. Inspector Jaap5/2/12 00:08

    O partido desse Sr. não é o mesmo que "correu" com VGM da Comissão dos Descobrimentos, mal chegou ao “pote”, designação actual do Poder? Ou é a memória a falhar-me? Trata-se agora da “vingança do chinês”? Ou , por exclusão de partes, como não tem mais nada com que atacar o governo…
    Quanto ao que o Sr. em causa sabe, isso não sei, mas sei o que ele sabe fazer: ao que sei, nunca teve uma profissão.
    Cumpts

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  4. O partido dos bacorinhos todos é o daquela porca que dá a teta.
    Cumpts.

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  5. O Dr. VGM foi advogado perto de 20 anos e depois tem feito carreira política e continuado a sua carreira literária.
    Não é da maçonaria e por isso opõe-se livremente ao «acordo» ortográfico, que tem sido mantido fora da discussão do Povo Português por aquela prestimosa associação secreta.
    Devemos à sua atitude corajosa não ser possível continuar o abafar do assunto.
    Vamos ver, já que do escândalo da Loja Mozart já ninguém fala.

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  6. Inspector Jaap6/2/12 20:47

    Ora aí está... clarinho como a água. Parabéns pela análise que tem tanto de curta como de incisiva.
    Cumpts

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  7. o abutre do Seguro está a ver se saca votos a conta da sua oposição ao aborto ortográfico, mas se esqueceu que foi o seu partido a ter a ideia...enfim a república é assim e a propósito fiz uns artigos sobre o caso Graça Moura, com o título Guerra Cultural no meu recanto dos blogs do sapo.
    cumps

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