« A 12 de janeiro de 1759 foi proferida a sentença, e, n'essa noite sinistra, á luz dos archotes, os operarios martellavam o cadafalso. As pancadas dos martellos ouviam-n'as os infelizes condemnados, reunidos todos n'uma casa do palacio de Belem. A marqueza, D. Leonor Tavora, tinha sido conduzida, do convento das Grillas para Belem. Ahi se juntáram todas as victimas do odio dos dois estupidos. Pela madrugada já o povo enchia a praça e os logares d'onde se podesse contemplar o horroroso supplicio.»
Manoel Caldas Cordeiro, «O Marquez de Pombal (Folheto para Poucos)», Porto, A. J. da Silva, 1890.
Demonstração do Teatro em que depois de justiçados os Reos... Anónimo, c. 1759-60.
Caro Bic:
ResponderEliminarBem haja por ter lembrado este golpe infame na verdadeira Nobreza de Portugal, precedente dos muitos males e infâmias que nos haviam de corroer por dentro como País. Estamos todos a ser supliciados em Belém, pelo ignóbil provador do Bolo Rei e pela sua pandilha de estúpidos e traidores, ao serviço de uma estranja jacobina e gananciosa.
Cumprimentos.
Uma selvajaria inominável. Felizmente restam-nos gravuras da época como registo imorredouro de actos infamantes para tomarmos consciência de até que ponto a ânsia de poder, a inveja, o ódio e a maldade intrínsecas, são capazes de levar um ser humano a praticar contra um seu semelhante. Não há palavras para tanta crueldade.
ResponderEliminarFica ainda a prova cabal (se tal fosse sequer necessário) de que os políticos que governaram Portugal desde o séc. dezoito até aos dias de hoje, com o interregno da 2ª república, são os descendentes directos desses selvagens que praticaram tão hediondos crimes contra a nobreza. Se aos traidores do presente lhes fosse dada a possibilidade (e vontade não lhes faltou/a) de poderem fazer o mesmo a um punhado de patriotas que por actos e palavras têm vindo a honrar sobremaneira a Pátria ao longo dos anos, tê-lo-iam feito sem a mínima hesitação.
Parabéns por tão extraordinária quão trágica gravura. Fere profundamente a alma de quem ainda a possui.
Maria
Não vejo como se possa dizer melhor; notável a nossa sintonia neste particular.
ResponderEliminarCumpts
A Maria, como é seu timbre, vai directa ao assunto, e com que justeza e propriedade! De facto, é a isto que estamos condenados, tudo o indica.
ResponderEliminarCumpts
Fico satisfeito por estar em sintonia com o que sinto (profundamente) a respeito disto tudo, Caro Inspector Jaap... E agradeço-lhe o cumprimento.
ResponderEliminarCumprimentos.
Parabéns, Cara Maria. Na «mouche»... Aliás, creio que a monstruosidade contra os Távoras - e não só - tinha como objectivo, não só a ânsia de mais poder, de apropriação de bens, mas também a eliminação da melhor Nobreza de Portugal, eliminando linhas sanguíneas de eleição, para abrir caminho a estrangeirados e bastardos...
ResponderEliminarCumprimentos.
É claro que sim. Nem tanta selvajaria e crueldade poderiam ter outra origem. Afastar do caminho as famílias mais nobres e influentes da sociedade, matando-as e simultâneamente aterrorizar as restantes famílias nobres e a própria população. E com isto tornar o poder absoluto. Aproveitando o balanço para saquear os imensos bens dessas famílias e colocar os seus belíssimos palácios sob tutela do Estado.
ResponderEliminarTudo isto não foi muito diferente do que se passou em grande parte no século dezanove e princípios do vinte, com a maçonaria (com outra designação na altura) sempre a manobrar na sombra e sempre em alta.
Faz pensar que estes que tomaram d'assalto o país em 74 só não fizeram o mesmo porque primeiro estávamos noutra época e segundo porque os portugueses não deixaram. Não foram os pulhas dos políticos armados em amigos do povo, que evitaram o totalitarismo - como eles se têm vindo a gabar desde então - foram os PATRIOTAS portugueses na sua quase totalidade quem os travou. E um tal Soares e o seu bando acobardaram-se cheios de medo do que lhes poderia acontecer perante um povo inteiro enfurecido. É preciso não esquecer.
Aproveito para agradecer as suas palavras.
Maria
Haja esperança. Eu ainda a conservo.
ResponderEliminarMuito obrigada pelas suas palavras.
Maria
Obrigado eu!
ResponderEliminarCumpts.
Não há palavras para a crueldade mas houve estátua. E em que alto pedestal a puseram...
ResponderEliminarCumpts.
Pois é. Li que foi a maçonaria por interpostos republicanos, quem a mandou erigir... e que se deparou com muitos entraves durante largos anos até obter autorização para finalmente ser colocada no local onde se encontra. Local esse também escolhido e imposto pelos mesmos.
ResponderEliminarMaria