« No dia 28 de Agosto de 1975 apresentei-me, como Co-Piloto de Boeing 747, nas Operações da TAP para fazer mais um voo da Ponte Aérea.
Neste caso: Lisboa / Luanda / Nova Lisboa / Luanda / Lisboa. Já à saída de Lisboa se notava um ambiente estranho entre a tripulação (reforçada): havia um grupo que parecia saber de coisas que viriam a acontecer e mais ninguém sabia.
Os outros interrogavam-se, notando a ligação ao Partido Comunista daquele grupo sabedor de coisas...
A pouco e pouco, até Luanda, percebeu-se do que se tratava, sem que os 2 Comandantes tivessem sido avisados da alteração "programada" (à revelia) do propósito inicial do voo a Nova Lisboa: recolher civis Portugueses e trazê-los para Lisboa.
E o que se tramava era nem mais nem menos do que deixar em terra, em Nova Lisboa , os Portugueses e levar para Luanda os militares do M.P.L.A., em perigo dado o apertar do cerco à cidade pela UNITA.»
Gabriel Cavaleiro, «A Ponte Aérea de 1975; um episódio», in Rio dos Bons Sinais, 7/IV/2011.
Eis que chega mais um grupo de portugueses , gente que ajudou a civilizar e a construir África , gente que para além do próprio estado português investiu em património e deixou a custo zero , gente ontem descolonizada e hoje colonizada pelo ex-descolonizador , isto quando tanto se ouve que os novos portugueses já aqui nasceram , não nasceram muitos destes também lá? quando hoje somos enriquecidos (?) por outras culturas , porque a nossa não era considerada enriquecedora ? quando hoje vejo em fotos antigas estações , comboios , estradas , cinemas , teatros , bibliotecas , enfim tudo o que é suposto existir numa civilização , pergunto quem fez ? será que não fomos nós e estas pessoas ?e quanto custou isso tudo que foi largado ? o quanto teriam eles a ganhar com a nossa permanência ? o que ganhamos nós com a vinda deles agora que já se sentem de novo portugueses ?percebo o ano em que estou e claro há uma maior circulação de massas , mas desta maneira ? num país pobre e tudo à nossa custa ?alguns dizem agora e os tais milhões lá fora de portugueses ? pergunto então se estes nascidos aqui são portugueses , os outros tais nascidos já com 2ª e 3ª geração também são ? mas é tudo português ? e esses tais portugueses dominam zonas onde os naturais receiam circular ? moram em bairros enormes à custa do natural? abrem as noticias com relatos de roubos de portugueses ?mas estamos onde , França , Suíça , Luxemburgo , Venezuela etc., quando se fala tanto em igualdade , serão estas as nacionalidades que temos por aqui ? quantos milhões temos em África e quantos no contrario ? porque aqui ficamos mais ricos e lá somos o diabo ?muito fica por dizer .
ResponderEliminarA ignomínia vem de há décadas, Caro Bic. E são esses pulhas que queriam deixar lá os Portugueses que agora continuam no poder, depois de convenientemente terem mudado de casaca...
ResponderEliminarCumprimentos.
A tudo o que está descrito no verbete, juntem as enormes quantidades do material de guerra que foi dado aos “democratas” das “gloriosas fapla ” (quem se lembra?)
ResponderEliminarÉ que, ao que parece, houve um momento em que o Savimbi andou perigosamente perto de ganhar a guerra civil, essa (deles) de que, cobardemente, ninguém fala, por contraponto com a “colonial”, a “nossa”, a vil.
Portanto, caro Bic , não se admire de deixarem os portugueses a repatriar, para trás, pois esses, os “colonialistas” e “negreiros”, ainda valiam menos…
Já agora, para me sair o fel todo, sabem onde param esses “dossiers”? Em Moscovo, pois então!!! E convém não esquecer umas quantas medalhas “Lenine” ganhas por uns crápulas cá do burgo com o barreirinhas à cabeça, que, de portugueses, só tinham o lugar de nascimento e mais nada, já que se venderam ( e a nós também) a outros credos, que o não o nosso; se calhar alguma desses foi para algum elemento desse grupo de que fala o Comandante da TAP, quem sabe?
Cumpts
Conheço vários casos de gente que encomenda os cadernos de facturação em Ayamonte ou Huelva. A empresa que havia em Vila Real de Santo António fechou, pois com a diferença no valor do IVA os clientes fugiram quase todos para Espanha.
ResponderEliminarCuido que tenha posto quase todas as perguntas certas.
ResponderEliminarObrigado! Bom anno!
Não viraram casaca porque têm pele de camaleão. E língua bífida. E nem na mordendo morrem do veneno, safa!
ResponderEliminarCumpts.
Eu, de material de guerra, tenho uma ténue memória dumas fábricas que cá tínhamos, mas que se esvairam meia dúzia de anos depois de nos diluirem na C.E.E.. Foi pela mesma época em que cortaram a goela ao Galo Negro, quere-me parecer. Só agora isto me ocorre...
ResponderEliminarCumpts.
Facturação?! Isso acabou. Agora s´o se passam fâturas.
ResponderEliminarCumpts.
É isso áí!
ResponderEliminarCumpts
Amigo há pouco tempo saiu uma revista Visão - História que contava este capítulo da nossa história, incluindo o número de pessoas e o dinheiro gasto entre outros detalhes
ResponderEliminarPortugal na altura se estava a transformar num soviete, os senhores das esquerdas fizeram aquela aberração chamada descolonização e houve muito apoio por baixo da mesa para o mpla e depois vem a herdeira do rei do mpla nos comprar aos pedacinhos
ResponderEliminarNão leio essa revista brasileira.
ResponderEliminarCumpts.