Há dias ouvi um jurista dizer que dantes os contratos se faziam para cumprir, hoje para serem renegociados. Isto a propósito de automóveis do governo.
Garagem Imperial, Arroios, [anos 40-50].
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..
Creio que agora seja o parque de estacionamento do Pingo-Doce, Caro Bic... Colocaram-lhe um piso intermédio, ficando o «supermercado» por baixo e o estacionamento por cima, mas com a mesma cobertura...
ResponderEliminarCumprimentos.
Quanto à notícia desgovernativa em apreço, que mais haverá a dizer, meu Caro, senão que está de acordo com os crápulas que nos andam a roubar?...
ResponderEliminarCumprimentos.
Seja bem-vindo de volta, Carlos Portugal!
ResponderEliminarFrase curta e incisiva que diz muito com muito poucas palavras; seria difícil dizer melhor. Cumpts
Não sendo eu jurista, apraz-me perguntar:
ResponderEliminarentão não há ele contratos ilegais à partida? Se essa gente(inha) tivesse coluna vertebral, que tal falar com essas empresas e propor uma renegociação (tão na moda) no estilo
"se persistirem nesse abuso, ainda que legítimo juridicamente, não haverá mais negócios com V. Sªas"
ou, em alternativa:
Ir buscar o dito zurrinho para que justificasse tal mordomia, e, no caso mais que provável de este o não conseguir, fazê-lo pagar o dito aluguer a expensas próprias... (credo, cruzes, canhoto que me vai dar uma coisinha má)
Iam ver como tudo começava, de repente, a funcionar.
Cumpts
Fotografia espectacular!
ResponderEliminarHá uma coisa chamada alteração das circunstâncias...
ResponderEliminarCódigo Civil,
Artigo 437.º - Condições de admissibilidade
1. Se as circunstâncias em que as partes fundaram a decisão de contratar tiverem sofrido uma alteração anormal, tem a parte lesada direito à resolução do contrato, ou à modificação dele segundo juízos de equidade, desde que a exigência das obrigações por ela assumidas afecte gravemente os princípios da boa fé e não esteja coberta pelos riscos próprios do contrato.
2. Requerida a resolução, a parte contrária pode opor-se ao pedido, declarando aceitar a modificação do contrato nos termos do número anterior.
Muito grato lhe fico pela explicação, simples e eficiente de que eu suspeitava... estamos mesmo metidos com uma corja.
ResponderEliminarCumpts
Cuido que sim. Mas será o mesmo edifício?
ResponderEliminarCumpts.
Sim. Bate certo com a realidade. - Tal como o fim do feriado no 1.º de Dezembro que agora laboriosamente propõem. De feito, já tinham acabado com Portugal...
ResponderEliminarCumpts.
Contratos fora da lei são nulos. Mas a lei é só para os que roubam no supermercado.
ResponderEliminarO Zorro, bem... É da maçonaria que lhe poderá acontecer?
Cumpts.
Tambem acho. Honra ao fotógrafo.
ResponderEliminarCumpts.
Uma lei sensata. Como tantas outras, como se a aplica?
ResponderEliminarCumpts.
Bate certo, não é verdade?
ResponderEliminarCumpts.
Penso que sim, Caro Bic.
ResponderEliminarCumprimentos.
Muito obrigado, Caro Alves Pereira!
ResponderEliminarCumprimentos.
Infeliz realidade, Caro Bic... Esperemos que mude. Já tarda...
ResponderEliminarCumprimentos.
Pois... o «Grande» Oriente Lusitano, ou GOL, republicano e laico, como eles dizem, que tudo subverte...
ResponderEliminarCumprimentos.
Creio que a mera invocação deste preceito, em negociações particulares teria mudado as coisas.
ResponderEliminarNem assim se aplica. Saberá o governo de leis?
ResponderEliminarCumpts.
Foto espectacular, com automóveis que serão hoje uma bela raridade. Os membros do governo podiam andar num Citröen "arrastadeira", era um bom investimento e ficava pitoresco, mas já não há peças!
ResponderEliminarSeria caprichoso e caro. Tal como fazer um museu dos coches novo na esquina diante do picadeiro de Belém por uma dinheirama e não restaurar as carruagens degradadas.
ResponderEliminarCumpts.
Pois, imperial, imperial, por alí, só conhecí as da Portugália e o falecido cinema do mesmo nome na R. Francisco Sanches. Garagem Imperial, em Arroios, desconheço completamente. O Carlos Portugal Fala no Pingo Doce lá do sítio, mas na fico na mesma. Por alí, só faço compras no Mercado do Chile. Para matar saudades. Pergunto: onde se situava a garagem que deu origem a foto tão interessante?
ResponderEliminarA.v.o.
Afinal estava lá a pista, Cedí ao facilitismo do perguntar. A ser no actual Pingo Doce da Rua Carlos Mardel, foi anteriormente a garagem da falecida, suponho, Sorel, representante em Portugal da General Motors, onde se incluía a Opel, por exemplo.
ResponderEliminarNa foto reconheço a inconfundível "arrastadeira", alguns Fiat, Austin e mais nada.
A.v.o.
O Mota já andava a apanhar chuva na sua "trotinete" e vai daí... sai um Audi - pode-se anular o leasing - eu próprio fiz a anulação do meu contrato - e não tenho o poder negocial que tem um governo.
ResponderEliminarO rapaz estava cansado de andar de mota
600 boys encontraram emprego na tacharia, em 5 meses
Caro Attenti Al Gatti:
ResponderEliminarNão posso afirmar se seria a da Sorel, mas que há lá vários Opel Olympia e alguns Chryslers, isso há...
Cumprimentos.
Caro Attenti al Gatti:
ResponderEliminarParece que terá sido mesmo a da Carlos Mardel, e a diversidade de modelos e marcas dever-se-à ao serviço de recolha de automóveis:
http://restosdecoleccao.blogspot.com/2009/08/garagem-imperial.html
Uma das fotos, em que se vê a varanda de onde foi tirada esta vista, corresponde perfeitamente à posição da saída para os elevadores do actual parque de estacionamento do Pingo Doce, assim como as clarabóias, ainda existentes. E a estreiteza da fachada, hoje alterada, assim como o prédio ao lado e a disposição transversal do pavilhão da garagem também coincidem...
Cumprimentos.
Sinal de pouco tino: começar por se expor daquela maneira sem perceber logo no que havia de dar logo que se montasse em quatro rodas; até um de metade dos 17.000 contos lhe rebentaria nas ventas.
ResponderEliminarCumpts.
Naquelas terras tenho notícia duma Metalúrgica Portugal há c. de 100 anos, quando se começaram a urbanizar aquelas paragens. Não sei se mais ali se mais para as garagens da Rua Actor António Cardoso.
ResponderEliminarPelos anos 60 na garagem havia umas bombas da Sacor.
Cumpts.
Caro Carlos Portugal
ResponderEliminarSe não me falha a memória, foi como oficina da Sorel que esse edifício, pelos vistos construído de raíz para tal fim, encerrou o seu ciclo como garagem, dezenas de anos depois da data da foto.
Quanto aos veículos, reconheço muito poucos, aqueles que na minha infância já eram considerados "calhambeques", talvez por influência da canção homónima de Roberto Carlos. Os outros são-me completamente estranhos. Este tipo de fotos causa-me sempre um aperto no coração. É que eu, juntamente com outros putos lá do bairro, ajundei a vandalizar, inconscientemente, um Studbaker vermelho e um outro carro americano, preto, talvez um Ford. Lembro-me, confragidamente, da crina do enchimento dos assentos e do barulho dos tampões das rodas a rebolarem pelo chão. Para não falar do resto. E assim se foi o que agora valería muito dinheiro.