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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Garagem Imperial

 Há dias ouvi um jurista dizer que dantes os contratos se faziam para cumprir, hoje para serem renegociados. Isto a propósito de automóveis do governo.

Garagem Imperial, Rua Carlos Mardel (M.Novais, 1940-50)
Garagem Imperial, Arroios, [anos 40-50].
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

29 comentários:

  1. Carlos Portugal30/11/11 13:38

    Creio que agora seja o parque de estacionamento do Pingo-Doce, Caro Bic... Colocaram-lhe um piso intermédio, ficando o «supermercado» por baixo e o estacionamento por cima, mas com a mesma cobertura...
    Cumprimentos.

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  2. Carlos Portugal30/11/11 13:39

    Quanto à notícia desgovernativa em apreço, que mais haverá a dizer, meu Caro, senão que está de acordo com os crápulas que nos andam a roubar?...
    Cumprimentos.

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  3. Alves Pereira30/11/11 20:48

    Seja bem-vindo de volta, Carlos Portugal!
    Frase curta e incisiva que diz muito com muito poucas palavras; seria difícil dizer melhor. Cumpts

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  4. Alves Pereira30/11/11 20:56

    Não sendo eu jurista, apraz-me perguntar:
    então não há ele contratos ilegais à partida? Se essa gente(inha) tivesse coluna vertebral, que tal falar com essas empresas e propor uma renegociação (tão na moda) no estilo
    "se persistirem nesse abuso, ainda que legítimo juridicamente, não haverá mais negócios com V. Sªas"
    ou, em alternativa:
    Ir buscar o dito zurrinho para que justificasse tal mordomia, e, no caso mais que provável de este o não conseguir, fazê-lo pagar o dito aluguer a expensas próprias... (credo, cruzes, canhoto que me vai dar uma coisinha má)
    Iam ver como tudo começava, de repente, a funcionar.
    Cumpts

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  5. Há uma coisa chamada alteração das circunstâncias...
    Código Civil,
    Artigo 437.º - Condições de admissibilidade
    1. Se as circunstâncias em que as partes fundaram a decisão de contratar tiverem sofrido uma alteração anormal, tem a parte lesada direito à resolução do contrato, ou à modificação dele segundo juízos de equidade, desde que a exigência das obrigações por ela assumidas afecte gravemente os princípios da boa fé e não esteja coberta pelos riscos próprios do contrato.
    2. Requerida a resolução, a parte contrária pode opor-se ao pedido, declarando aceitar a modificação do contrato nos termos do número anterior.

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  6. Alves Pereira1/12/11 14:55

    Muito grato lhe fico pela explicação, simples e eficiente de que eu suspeitava... estamos mesmo metidos com uma corja.
    Cumpts

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  7. Cuido que sim. Mas será o mesmo edifício?
    Cumpts.

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  8. Sim. Bate certo com a realidade. - Tal como o fim do feriado no 1.º de Dezembro que agora laboriosamente propõem. De feito, já tinham acabado com Portugal...
    Cumpts.

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  9. Contratos fora da lei são nulos. Mas a lei é só para os que roubam no supermercado.
    O Zorro, bem... É da maçonaria que lhe poderá acontecer?
    Cumpts.

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  10. Tambem acho. Honra ao fotógrafo.
    Cumpts.

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  11. Uma lei sensata. Como tantas outras, como se a aplica?
    Cumpts.

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  12. Bate certo, não é verdade?
    Cumpts.

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  13. Carlos Portugal2/12/11 00:50

    Penso que sim, Caro Bic.
    Cumprimentos.

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  14. Carlos Portugal2/12/11 00:51

    Muito obrigado, Caro Alves Pereira!
    Cumprimentos.

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  15. Carlos Portugal2/12/11 00:53

    Infeliz realidade, Caro Bic... Esperemos que mude. Já tarda...
    Cumprimentos.

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  16. Carlos Portugal2/12/11 00:55

    Pois... o «Grande» Oriente Lusitano, ou GOL, republicano e laico, como eles dizem, que tudo subverte...
    Cumprimentos.

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  17. Creio que a mera invocação deste preceito, em negociações particulares teria mudado as coisas.

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  18. Nem assim se aplica. Saberá o governo de leis?
    Cumpts.

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  19. João Paulo4/12/11 10:11

    Foto espectacular, com automóveis que serão hoje uma bela raridade. Os membros do governo podiam andar num Citröen "arrastadeira", era um bom investimento e ficava pitoresco, mas já não há peças!

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  20. Seria caprichoso e caro. Tal como fazer um museu dos coches novo na esquina diante do picadeiro de Belém por uma dinheirama e não restaurar as carruagens degradadas.
    Cumpts.

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  21. Attenti al Gatti4/12/11 18:17

    Pois, imperial, imperial, por alí, só conhecí as da Portugália e o falecido cinema do mesmo nome na R. Francisco Sanches. Garagem Imperial, em Arroios, desconheço completamente. O Carlos Portugal Fala no Pingo Doce lá do sítio, mas na fico na mesma. Por alí, só faço compras no Mercado do Chile. Para matar saudades. Pergunto: onde se situava a garagem que deu origem a foto tão interessante?
    A.v.o.

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  22. Attenti al Gatti4/12/11 18:37

    Afinal estava lá a pista, Cedí ao facilitismo do perguntar. A ser no actual Pingo Doce da Rua Carlos Mardel, foi anteriormente a garagem da falecida, suponho, Sorel, representante em Portugal da General Motors, onde se incluía a Opel, por exemplo.
    Na foto reconheço a inconfundível "arrastadeira", alguns Fiat, Austin e mais nada.
    A.v.o.

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  23. montenegro4/12/11 18:39

    O Mota já andava a apanhar chuva na sua "trotinete" e vai daí... sai um Audi - pode-se anular o leasing - eu próprio fiz a anulação do meu contrato - e não tenho o poder negocial que tem um governo.

    O rapaz estava cansado de andar de mota

    600 boys encontraram emprego na tacharia, em 5 meses

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  24. Carlos Portugal5/12/11 00:19

    Caro Attenti Al Gatti:
    Não posso afirmar se seria a da Sorel, mas que há lá vários Opel Olympia e alguns Chryslers, isso há...
    Cumprimentos.

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  25. Carlos Portugal5/12/11 00:30

    Caro Attenti al Gatti:
    Parece que terá sido mesmo a da Carlos Mardel, e a diversidade de modelos e marcas dever-se-à ao serviço de recolha de automóveis:
    http://restosdecoleccao.blogspot.com/2009/08/garagem-imperial.html
    Uma das fotos, em que se vê a varanda de onde foi tirada esta vista, corresponde perfeitamente à posição da saída para os elevadores do actual parque de estacionamento do Pingo Doce, assim como as clarabóias, ainda existentes. E a estreiteza da fachada, hoje alterada, assim como o prédio ao lado e a disposição transversal do pavilhão da garagem também coincidem...
    Cumprimentos.

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  26. Bic Laranja5/12/11 21:42

    Sinal de pouco tino: começar por se expor daquela maneira sem perceber logo no que havia de dar logo que se montasse em quatro rodas; até um de metade dos 17.000 contos lhe rebentaria nas ventas.
    Cumpts.

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  27. Bic Laranja5/12/11 21:49

    Naquelas terras tenho notícia duma Metalúrgica Portugal há c. de 100 anos, quando se começaram a urbanizar aquelas paragens. Não sei se mais ali se mais para as garagens da Rua Actor António Cardoso.
    Pelos anos 60 na garagem havia umas bombas da Sacor.
    Cumpts.

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  28. Attenti al Gatti8/12/11 21:05

    Caro Carlos Portugal
    Se não me falha a memória, foi como oficina da Sorel que esse edifício, pelos vistos construído de raíz para tal fim, encerrou o seu ciclo como garagem, dezenas de anos depois da data da foto.
    Quanto aos veículos, reconheço muito poucos, aqueles que na minha infância já eram considerados "calhambeques", talvez por influência da canção homónima de Roberto Carlos. Os outros são-me completamente estranhos. Este tipo de fotos causa-me sempre um aperto no coração. É que eu, juntamente com outros putos lá do bairro, ajundei a vandalizar, inconscientemente, um Studbaker vermelho e um outro carro americano, preto, talvez um Ford. Lembro-me, confragidamente, da crina do enchimento dos assentos e do barulho dos tampões das rodas a rebolarem pelo chão. Para não falar do resto. E assim se foi o que agora valería muito dinheiro.

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