É verdade João! Depois da construção da segunda estação do Metropolitano de Lisboa a antiga Rotunda da linha amarela, a faixa central da Av.ª Fontes Pereira de Melo ficou mesmo inóspita, á custa dos peões, como sempre. Só um pequeno acrescento, julgo que foi este o local do "banco de sangue" na revolução republicana de 1910
Então quer dizer que o que se chama agora de "Marquês de Pombal" era chamado de "Rotunda"? (Não me batam: em 1971 ainda não era nascida, sou do Norte e não tenho família lisboeta que me conte as coisas de antigamente!)
Diga-se de passagem que é uma iluminação magnífica, comparada com cada aberração que se vê por aí nos dias de hoje (algumas luzes lembram talhos, peixarias ou casas de fama duvidosa)!
Sim Luísa , a estação do Metropolitano chamou-se muitos anos Rotunda até a empresa lhe mudar o nome para Marquês de Pombal. Também foi muitos anos conhecida simplesmente por Rotunda, apesar de já oficialmente ser Praça Marquês de Pombal. Os lisboetas têm esta tendência para continuar a dar nomes antigos e lugares já com outra denominação, como por exemplo Sete-Rios à Praça Marechal Humberto Delgado, Campo de Santana ao Campo Mártires da Pátria e já se deu o nome Largo do Matadouro à Praça José Fontana, etc. E a iluminação de natal esta lindíssima concordo cem por cento consigo.
Obrigada pelos esclarecimentos, João Paulo. Eu sabia que a estação tinha tido esse nome, mas não sabia que davam o nome à zona... Por acaso também sabia a do Campo de Santana e Campo Mártires da Pátria (tive colegas que estudaram na faculdade de ciências médicas e por causa delas fiquei a saber isso). Saudações
Sobram inúmeros casos de toponímia assim: olhe o velho Rossio cuja toponímia oficial (Praça D. Pedro IV) não pegou nem havia de pegar, apesar do imperador (do México, dizem) lá bem alto do pedestal. Idem o Areeiro, com vulto bem, bem menor e estatuária a fazer jus. Só para mencionar dois casos assaz conhecidos. A voragem da modernice, tanta vez saloia, tem tragado inúmeros outros: a Sete Rios pespegou-se oficialmente o Humberto Delgado como viu, mas no subterrâneo do Metro não se cata senão alimárias - «Jardim Zoológico» de sua graça - a bem de se não perder o incauto turista da Expo 98, justificaram-se. - Tolices! - Outro tanto com o Socorro, outrora nome de lugar, rua, largo, igreja paroquial (tudo extinto) e, finalmente, freguesia agonizante com o chafurdo administrativo em curso - diz desta última mania que para poupar uns patacos. Quanto custa a memória, alguém sabe? Cumpts.
1940 - Arranque da refinaria da Sacor em Cabo Ruivo. É constituida a CIDLA, com 51% de capitais da Sacor, destinada à venda e distribuição de GPL. A CIDLA manteve-se sózinha no mercado até 1960.
1975 - Na sequência da revolução de 1974 são nacionalizadas a Sacor, Sonap, Petrosul e Cidla, dando origem à Galp.
Actualmente é a EDP, certo? Creio que as palmeiras ainda lá estão, agora um pouco maiores. Cumprimentos
Em 39, quando o conde de Sabrosa de desfez do seu casarão aí onde se vê o edifício iluminado, quem no adquiriu foram as Companhias Reunidas de Gás e Electricdade. Como se elas separaram não sei. Cumpts.
Na época em que ainda se celebrava a verdadeira essência do Natal: O nascimento de Jesus Cristo!
ResponderEliminarQue bonito: a Av. Fontes Pereira de Melo com um separador central largo contendo algumas árvores. Agora é algo estreito e inóspito.
ResponderEliminarMuito obrigado por revelar estas fotos. À sua custa descobri o Arq. Municipal e o arquivo online da Gulbenkian.
Abraço,
Joao
É verdade João! Depois da construção da segunda estação do Metropolitano de Lisboa a antiga Rotunda da linha amarela, a faixa central da Av.ª Fontes Pereira de Melo ficou mesmo inóspita, á custa dos peões, como sempre.
ResponderEliminarSó um pequeno acrescento, julgo que foi este o local do "banco de sangue" na revolução republicana de 1910
Abraços
João Paulo
Então quer dizer que o que se chama agora de "Marquês de Pombal" era chamado de "Rotunda"? (Não me batam: em 1971 ainda não era nascida, sou do Norte e não tenho família lisboeta que me conte as coisas de antigamente!)
ResponderEliminarDiga-se de passagem que é uma iluminação magnífica, comparada com cada aberração que se vê por aí nos dias de hoje (algumas luzes lembram talhos, peixarias ou casas de fama duvidosa)!
Sim Luísa , a estação do Metropolitano chamou-se muitos anos Rotunda até a empresa lhe mudar o nome para Marquês de Pombal. Também foi muitos anos conhecida simplesmente por Rotunda, apesar de já oficialmente ser Praça Marquês de Pombal. Os lisboetas têm esta tendência para continuar a dar nomes antigos e lugares já com outra denominação, como por exemplo Sete-Rios à Praça Marechal Humberto Delgado, Campo de Santana ao Campo Mártires da Pátria e já se deu o nome Largo do Matadouro à Praça José Fontana, etc. E a iluminação de natal esta lindíssima concordo cem por cento consigo.
ResponderEliminarCumpts
Obrigada pelos esclarecimentos, João Paulo.
ResponderEliminarEu sabia que a estação tinha tido esse nome, mas não sabia que davam o nome à zona...
Por acaso também sabia a do Campo de Santana e Campo Mártires da Pátria (tive colegas que estudaram na faculdade de ciências médicas e por causa delas fiquei a saber isso).
Saudações
Não se havia perdida a mais ténue noção das coisas. Agora delira-se em vazio.
ResponderEliminarCumpts.
O banco de sangue de 1910 é uma novidade que me dá.
ResponderEliminarCumpts.
O Campo dos Mártires da Pátria.
ResponderEliminarCumpts.
Do Solar da família Mayer ao presente inóspito.
ResponderEliminarCumpts.
Sobram inúmeros casos de toponímia assim: olhe o velho Rossio cuja toponímia oficial (Praça D. Pedro IV) não pegou nem havia de pegar, apesar do imperador (do México, dizem) lá bem alto do pedestal. Idem o Areeiro, com vulto bem, bem menor e estatuária a fazer jus. Só para mencionar dois casos assaz conhecidos. A voragem da modernice, tanta vez saloia, tem tragado inúmeros outros: a Sete Rios pespegou-se oficialmente o Humberto Delgado como viu, mas no subterrâneo do Metro não se cata senão alimárias - «Jardim Zoológico» de sua graça - a bem de se não perder o incauto turista da Expo 98, justificaram-se. - Tolices! - Outro tanto com o Socorro, outrora nome de lugar, rua, largo, igreja paroquial (tudo extinto) e, finalmente, freguesia agonizante com o chafurdo administrativo em curso - diz desta última mania que para poupar uns patacos. Quanto custa a memória, alguém sabe?
ResponderEliminarCumpts.
E Areeiro à, de há 30 anos a esta parte, Praça Francisco Sá Carneiro,
ResponderEliminarA.v.o.
A memória não tem preço, mas as borrachas que usam para a apagar também não são nada baratas.
ResponderEliminarA.v.o.
Ora aí tem.
ResponderEliminarCumpts.
1940 - Arranque da refinaria da Sacor em Cabo Ruivo.
ResponderEliminarÉ constituida a CIDLA, com 51% de capitais da Sacor, destinada à venda e distribuição de GPL. A CIDLA manteve-se sózinha no mercado até 1960.
1975 - Na sequência da revolução de 1974 são nacionalizadas a Sacor, Sonap, Petrosul e Cidla, dando origem à Galp.
Actualmente é a EDP, certo? Creio que as palmeiras ainda lá estão, agora um pouco maiores.
Cumprimentos
Em 39, quando o conde de Sabrosa de desfez do seu casarão aí onde se vê o edifício iluminado, quem no adquiriu foram as Companhias Reunidas de Gás e Electricdade. Como se elas separaram não sei.
ResponderEliminarCumpts.