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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Novas (e velhas) de Lanhoso

 Reza a História (ou a lenda) que o alcaide de Lanhoso, certa vez que andava na guerra, soube que sua mulher se quedava assaz penitente a confessar-se com um frade de St.ª Maria do Bouro. Tanto pecado ela tinha que o frade a «confessava» havia já sete dias e sete noites. Em no sabendo, o alcaide deixou a guerra de tal maneira ferido na honra que, por se desagravar, tocou fogo ao castelo com a mulher e o frade lá dentro, e com todos os que lá havia; há quem diga que as bestas nem o cão se salvaram e como alguém lhe perguntasse: - «Mas até o cão?!...» - «Não interessa» - parece que respondeu. - «Todos lá estavam. Foram todos cúmplices na traição.»
 Andaria o fantasma do alcaide hoje ainda cego de raiva a tocar fogo àquelas serranias de redor do castelo?

Incêndio, Póvoa de Lanhoso, 13/X/2011.
Incêndio, Lanhoso, 13/X/11.

4 comentários:

  1. Attential Gatti16/10/11 16:04

    Percebe-se,assim,que a piromania já vem muito detrás. Sorte teve o frade que, na graça de Deus, morreu de papinho cheio. Já os outros, a começar pelo cão, sofreram o castigo sem terem tido a benesse. O que também prova que a injustiça e a boçalidade também não são menos ancestrais. Ainda por cima, pela mão das classes ditas dominantes, das quais sería legítimo esperar outra clareza de raciocínio.
    A.v.o.

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  2. A boçalidade quadrava-se mais com tempos medievais que com os nossos. Isto em teoria, pelo menos.
    Cumpts.

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  3. Alves Pereira20/10/11 10:43

    a ser assim, é mais um argumento de que estamos a entrar na Idade das Trevas parte II (há que ser modernaço nestas cousas, eh!. Cump.

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  4. Estou convencido que se abeira uma nova idade média. Talvez daqui por mil anos lhe ponham um rótulo mais acertado. Por ora esse está certíssimo.
    Cumpts.

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