S.
R.
Há dias comentei que o facinoroso Acordo Ortográfico de 1990 haveria de dar em dupla (orto?)grafia, não entre Portugal e Brasil como tem sido (por quebra sucessiva dos tratados pelo Brasil), mas agora única e somente em Portugal. Da mão do governo chega-nos a imagem completa e acabada (forma e conteúdo) do estupor em que Portugal caiu.
« A minha leitura do O.E. 2012 leva-me a apelar ao seu definitivo e claro CHUMBO por parte dos deputados à Assembleia da República. A aprovação deste O.E. 2012 será efectivamente um ponto de viragem: constituirá a descredibilização completa e categórica quer da Língua Portuguesa, quer, em última análise, da própria capacidade de expressão escrita do Estado português [...] Para não maçar os leitores, vou dar apenas dez exemplos, aleatórios tal como o próprio Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990:
EXEMPLO 1
caráter acomodatício – Página 9
carácter universal e extraordinário – Página 30
EXEMPLO 2
setor bancário a nível europeu – Página 107
sector dos transportes ferroviários – Página 85
EXEMPLO 3
(excepto receita de privatizações) – Página 99
Títulos exceto ações – Página 96
Acções e outras participações – Página 157
EXEMPLO 4
Aquisição líquida de activos financeiros – Página 99
ativos e passivos financeiros – Página 157
EXEMPLO 5
pela interacção dos seguintes factores – Página 76
da interação dos seguintes fatores desfavoráveis – Página 70
EXEMPLO 6
DESPESA EFECTIVA – Página 69
despesa efetiva – Página 69
Permita-se-me um aparte: na mesma página… Curioso…
EXEMPLO 7
Habitação e serviços colectivos – Página 79
Habitação e serviços coletivos – Página 189
EXEMPLO 8
Protecção do meio ambiente e conservação da natureza – Página 189
proteção do meio ambiente e conservação da natureza – Página 189
Permita-se-me outro aparte: na mesma página… Curioso…
EXEMPLO 9
os contratos efetivamente celebrados – Página 134
começará a ser efectivamente paga nesse ano – Página 75
EXEMPLO 10
duas ópticas de contabilização – Página 53
numa ótica de contabilidade nacional – Página 53
Permita-se-me um terceiro aparte. Não, não vou repetir. Já escrevi o aparte duas vezes. Acho que já se percebeu...
Se fosse deputado à Assembleia da República, votaria contra este O.E. 2012, considerando a sua medíocre redacção.
Se fosse funcionário público, recusar-me ia a adoptar uma ortografia imposta por um Estado que não sabe escrever.
Um Estado que não sabe escrever não pode impor uma ortografia aos seus cidadãos.
Este O.E. 2012 é a antecâmara do Desastre.
Um Estado que não sabe escrever não deve “colocar a Língua Portuguesa no centro da agenda política”. Deve, isso sim, aprendê-la.
Não cumprir o disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 é a única resposta que se deve dar a um Estado que não sabe escrever.
Haja vergonha.
Não havendo vergonha, haja decência! »
Francisco Miguel Valada, Bruxelas, 17/10/2011.
Assim é que se fala! Tomara muitos portugueses, dentro do país e fora dele, mostrarem tanto respeito e orgulho pela nossa língua como o Senhor que assina o comentário. E se muitos houver como se espera que haja, façam igualmente ouvir bem alto a sua voz contra este ataque ultrajante contra o nosso maior bem a par do solo pátrio. Felizmente existem uns tantos portugueses valentes e suficientemente patriotas cujos protestos contra esta afronta sem nome continuam incansàvelmente a clamar.
ResponderEliminarVergonha maior para os jornais, revistas, televisões, alguma (não tão pouca assim) literatura, etc., que se submetem a estes vergonhosos ditames, quais cães levados pela trela, traduzidos numa norma completamente abstrusa que nos querem impor à força. Valha-nos o cada vez maior número de autores blogosféricos corajosos e patriotas que não desarmam. Portugueses que o forem de corpo e alma, cientes da riqueza intrínseca de que se reveste a língua que nos deu origem como povo, que levantem a sua voz. Portugal precisa de todos nós. Portugal já foi Grande e Independente e voltará a sê-lo. Quem tenha algum poder e principalmente patriotismo inscrito no seu ADN, proteste com todas as armas ao seu alcance, tal como o fez este nobre português, que pelo visto vive fora de Portugal mas que se sente tão ou mais escandalizado como qualquer um de nós que aqui vive, por esta inqualificável afronta à mais bela de todas as línguas vivas, com a possível excepção da italiana, da qual aliás a nossa provém em grande parte.
O povo diz: quem não se sente não é filho de boa gente e o povo tem sempre razão, traduzida na sabedoria que lhe advém de uma vivência adquirida ao longo de séculos. E só acrescentarei mais isto: àqueles que nos querem impor a malfadada nova ortografia, não lhes corre uma única gota de patriotismo nas veias, só maldade. O que eles, sim, têm inscrito nos respectivos ADN's são genomas tremendamente adulterados (ou a falta de uns tantos, o que vem a dar ao mesmo) que lhes alteraram o descernimento por completo e o que lhes resta dos poucos neurónios que ainda resistem, encontram-se indubitàvelmente em estado adiantado de decomposição. Não admiram pois os seus comportamentos traidores.
Não há uma designação apropriada ou adjectivos suficientes na riquíssima língua portuguesa capazes de definir com precisão a espécie de vermes que depois de traírem a Pátria e o Povo, querem dar a estucada final no que resta desta Nação milenar: a sua Língua. Mas não hão-de conseguir o seu diabólico intento. Antes disso acabaremos nós com eles.
Maria
Obs.: Aos políticos e a outras personagens influentes na sociedade, que cometem estes crimes e outros tão ou mais graves, sem o mínimo rebuço, antes, vangloriando-se dos seus actos ignóbeis, os norte-americanos apelidam-nos de psicopatas. E é o que na realidade eles são. Gente desta necessita de internamento urgente, nem que seja à força.
caro (a) S.N.
ResponderEliminaré só para o (a) parabentear , que eu não diria melhor...
mas então não está visto que quando a Lógica e a Razão são secundarizadas, dá logo tudo nisto, nesta salgalhada infame??? aqui atrasado, eu escrevi que, daqui a nada, nada é erro... nunca pensei foi que a minha simples frase fosse tão abrangente... mas devia tê-lo previsto que os nossos governos têm andado cheios de supônhamos há muito a esta parte.
cump.
Trela e açaimo. Na R.T.P. nem um pio contra. É como se fosse coisa universalmente aceita. Depois era Salazar que censurava.
ResponderEliminarCumpts.
Tem toda a razão Alves Pereira. Não foram os desmiolados do Maio de 68 que berravam a torto e a direito que "é proibido proibir"? Pois a 'ordem' chegou cá tarde, mas chegou. E o resultado está à vista: temos uma economia em estado de colapso completo, não há riqueza (do Estado e menos ainda dos particulares) acumulada, não há autoridade, não há integridade política, não há moralidade nem respeito por nada nem por ninguém. O que eles queriam efectivamente dizer com aquelas 'palavras de ordem' é que nas democracias era proibido haver uma economia forte e a crescer; que era proibido o Estado e menos ainda os particulares acumularem riqueza; que era proibido haver autoridade policial e em todos os outros sectores da sociedade, requisitos sine qua non em qualquer estado que se diz de direito; que era proibido haver integridade na política (ou seja, todos os abusos e corrupções nas áreas política e particular seriam consentidas); quanto à moralidade ou respeito pelo outro, nem pensar, isso eram hábitos 'ditatoriais' nefastos para a moderna aprendizagem das 'crianças e jovens' e em completo desuso; e por fim mas não menos importante era absolutamente proibido ensinar as novas gerações a falarem e a escreverem correctamente a nossa língua. E aos mais velhos, já ensinados e bem ensinados pelos métodos rigorosos do anterior regime, nada melhor do que atirarem-lhes à cara com uma nova ortografia por decreto, que é do mais vil e afrontoso a que este povo já assistiu.
ResponderEliminarFoi para transformarem o nosso país neste completo inferno que a 'democracia' foi cá introduzida. Que ninguém tenha a mais pequena dúvida.
Tivesse eu poder militar mas à moda antiga (não poder político, que este não serve para nada) - afinal são os militares quem supostamente garante o bem estar e segurança dos povos... pois sim, mas isso foi em tempos que já lá vão - e quem nos fez tanto mal já estava a fazer tijolo há muito, ou, em alternativa (porque apesar de tudo sempre somos bastante melhores do que 'eles'), atrás das grades, condenados perpètuamente e sem quaisquer direitos. Isto é que seria uma Justiça Justa. É claro, após a obrigatória alteração do CPP, porque os 25 anos como pena máxima não chegam para nada, após 3 ou 4 os criminosos são soltos... se forem detidos, porque na maioria das vezes nem sequer chegam a conhecer a cela. São presentes ao Juíz e saiem em liberdade logo de seguida. Este escandaloso procedimento judicial vai sendo cada vez mais o pão nosso de cada dia. Pelo que temos visto e continuamos a ver, também é proibido deter, julgar e punir severamente os ladrões, os corruptos, os assassinos, os pedófilos, os traficantes de droga, os integrantes das redes de tráfico humano e de crianças e de orgãos humanos. Perante semelhante quadro, Portugal encontra-se a viver os seus últimos tempos como País tal como o foi durante séculos e séculos, com um pequeno interregno. País que já foi rico (sim, disse bem, rico) mas poupado (o que se pede agora aos portugueses, imagine-se, depois de tanto mal dizerem do Estadista exactamente por sê-lo!!!), independente, respeitado mundialmente e sobretudo um país que vivia em paz e era feliz. Contra tudo o que possam apregoar os apatridas loucos, invejosos e gananciosos que estão na origem da sua destruição. Estou à vontade para fazer comparações, tinha atingido a idade adulta em 74. Para que conste.
Maria
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No meu comentário anterior, leia-se discernimento e não descernimento, como é evidente.
mas então não vê, Caro Bic, que isso na RTP não é por acaso???? qual o melhor esconderijo para uma árvore? na floresta... do mesmo modo, qual o melhor esconderijo para a ignorância? no AO, pois claro... pois se eles (salvo alguma possível e honrada excepção) nunca souberam ler nem redigir...se aparecer uma alimária a impor que se fale em crioulo, eles acatarão, subserviente, tal imposição... sem refilar para conservar o tacho.
ResponderEliminarCump.
Cara Maria:
ResponderEliminarnotável, mais uma vez a sua exposição...
só 2 notas:
1- nos anos 50 a renegociação do Acordo da Base das Lajes era feita na dita, com o Presidente Eisenhower presente; agora vão eles lá em bicos de pés perante um ignorante presidente (o W) que (também) nem falar sabia.
2- já se deu conta de que sempre que Portugal se voltou para o Atlântico,a começar com o Infante, progrediu e prosperou e sempre que se voltou para a Europa a começar com D. Fernando, foi um desastre? o drama é que eles não sabem nada de História... como de outras coisas, está visto...
Cump.
Meu caro, o seu blog é especialmente interessante e bem conseguido, e cumprimento-o por isso. Porém, estranho a sua militância contra o Acordo Ortográfico de 1990. A história da língua demonstra o seu dinamismo, e este é determinado pelos utilizadores, populares e eruditos. Ou entende que a reforma de 1990 é menos defensável do que as de 1945 ou de 1911? Não o vejo escrever "pharmacia", "afflicto", "psalmo" ou "phleugma"...
ResponderEliminarPor acaso estão na calha para serem vendidos a malta dos trópicos. A modos de execução de penhora pela estupidez perdulária duns que até lhe impuseram o jugo nos cachaços adiante de todos os do ramo.
ResponderEliminarCumpts.
Pois é! É assim mesmo.
ResponderEliminarCumpts. :)
Digamos que a militância se destinava a provocar-lhe o comentário anónimo.
ResponderEliminarÉ claro que está cheio de razão Alves Pereira. O nosso destino sempre foi o mar e África. Este foi o nosso legado. E conseguimos viver em paz durante séculos. A nossa grandeza como país e povo começou graças a esse Grande Português que foi D. Henrique. Homem visionário, corajoso, temerário e inteligente como poucos e com vistas largas. Foram precisos meia dúzia de escroques vendilhões de pátrias, traidores e gananciosos da pior espécie para, em menos de nada, reduzirem a pó o que com sangue, suor, lágrimas e sacrifícios inimagináveis, fora alcançado pelos nossos Maiores dentre os Maiores do passado.
ResponderEliminarE tanto mais biltres foram estes espécimes inomináveis quanto o facto de após a enorme catástrofe que provocaram aos portugueses em Portugal e em África, nem sequer terem ficado para administrar convenientemente os novos países, deixando aquelas gentes inocentes e boas à sua sorte e os respectivos territórios pejados de mortos e estropiados às centenas de milhar. Não, do que os 'descolonizadores' rebentam d'orgulho é de terem oferecido em menos de dois anos aqueles vastos territórios riquíssimos em solo e subsolo, a maior parte inexplorados, cobiçados há décadas pelas duas potências mundiais, a grupos terroristas, assassinos profissionais a soldo de americanos, soviéticos e chineses.
Povos que sofreram horrores indescritíveis - as terríveis sequelas físicas e morais perduram até hoje e podem ser comprovadas in loco - e que só suplicavam para os portugueses não os abandonarem.
O que estes 'libertadores' na verdade sentiam e sentem é um ódio de morte aos portugueses e a Portugal e tinham, é claro, uma cobiça incomensurável pelas nossas ex-Províncias Ultramarinas, o que os levou a cometer as maiores traições e assassinatos (políticos e de sangue) para atingir os seus intentos.
É este ódio a Portugal e aos portugueses e ganância por poder e dinheiro que norteia as mentes doentes destes 'grandes democratas' e que, dizem eles hipòcritamente, os levou a 'lutar pela liberdade' em Portugal e pela 'independência' das Províncias Ultramarinas. Nada mais.
Qual é o sentimento que se deve guardar perante semelhantes abutres e assassinos? No mínimo, asco e desprezo absolutos. E ódio. E se existe neste país ódio, violência, maldade, crueldade e crimes abomináveis, a eles se devem. Foram eles que os introduziram em Portugal, porque esta psicopatia generalizada - já para não falar nas depressões gravíssimas que atingem anualmente um número alarmante de portugueses e os suicídios diários a elas devidos bem como a outros problemas sociais igualmente graves - era inexistente no nosso país. Assim temos que: ódio com ódio se paga. Esta é a moeda de troca dos portugueses. Daqueles que o são verdadeiramente.
Maria
Nem imagina com o que disse é exacto e se aplica a mim próprio, que ando a descobrir características _ algumas negativas como o ódio de estimação - em mim que nunca tinha sonhado possuir...
ResponderEliminarCump, Maria!
Bom dia. Agradeço a atenção da sua resposta. O meu comentário não encerrava qualquer juízo de valor nem obedecia a facciosismos. Foi uma tentativa de diálogo. Na minha ingenuidade, cuidei que pudessem interessar-lhe outras opiniões, fossem ou não coincidentes com as suas. Ter-me-ei enganado? Quanto ao meu anonimato, é proporcional ao seu. Ou "Bic" é o seu nome próprio e "Laranja" o de família"? Cumprimentos.
ResponderEliminarBic é da parte da mãe e laranja é da parte do pai.
ResponderEliminarE «não o vejo escrever "pharmacia", "afflicto", "psalmo" ou "phleugma"...» é ingenuidade sua ou juízo de valor?
Cumpts.
A comunicação por esta via presta-se, de facto, a mal-entendidos. À palavra escrita, sobretudo entre desconhecidos, falta o tom de voz ou a expressão do olhar que contribuem para acrescentar sentido ao que é proferido. Corre-se o risco de o humor ser interpretado como provocação ou até ofensa e de a discórdia ser entendida como conflituosidade. A minha intenção nunca passou por aí, pelo que não entendi necessário identificar-me. O anonimato foi circunstancial, não instrumental para o que quer que fosse. Creio que não faz assim tanta diferença que o autor deste blog ou os demais leitores saibam o meu nome, mesmo porque poderia inventar um pseudónimo ad hoc e ficaríamos na mesma.
ResponderEliminarReitero que não emiti juízos de valor a seu respeito, até porque não o conheço, nem acerca das suas posições contra o Acordo Ortográfico de 1990. Quanto a estas, o facto de poder delas discordar não significa que as condene (quem sou eu para tal?). Pelo contrário, quis percebê-las e interpelei-o nesse sentido, de modo descontraído e (assim pretendi) bem-disposto. Em todo o caso, sem querer suscitar conflitos de nenhuma espécie.
Interesso-me pela língua portuguesa e sigo com atenção o debate em torno do AO. Nesse contexto, tenho curiosidade genuína de perceber por que razão um dos lados rejeita uma versão da ortografia em favor de outra que, por sua vez, já substituiu as anteriores. Daí os exemplos que dei.
Concluindo, não quero que, mesmo entre anónimos, subsistam melindres.
Cumprimentos.
Obrigada pela sua resposta Alves Pereira.
ResponderEliminarSabe? Nunca por nunca ser, nos tempos antes de 74, abriguei no meu espírito qualquer espécie de rancor e menos ainda ódio fosse contra quem fosse. Desconhecia esses sentimentos negativos por completo. O meu pai, um republicano convicto, deu-nos a mim e aos meus muitos irmãos, uma educação que se pautava pelo rigor, nobreza de sentimentos e simultâneamente respeito e justiça, como, acredito, muitos dos jovens de então também receberam. Mas esses eram outros tempos. E note-se, nunca ouvi o meu pai dizer mal de Salazar (de quem não gostava, como bom republicano) ou do próprio regime. Estranho, não é verdade? Pois, aqui estava em jogo a sua primorosa educação (foi educado por monárquicos, eis com toda a certeza o segredo, mas não só, também do seu próprio pai, meu avô, de quem havia obtido iguais princípios que lhe foram inculcados e por ele continuados), integridade, respeito pelo outro e honestidade, acima de todos os outros valores.
Sendo minha mãe e toda a sua família monárquicos, deduzo que por respeito para com minha mãe (o meu avô materno e alguns familiares, além de monárquicos eram também e até certo ponto Salazaristas), mas também pela excelente educação recebida que iria transmitir aos filhos, dando o exemplo, o meu pai não se permitia o mais pequeno remoque ou insulto contra o Estadista e/ou regime. Lembro-me até, por estranho que pareça, ouvi-lo elogiar Salazar pela atitude que tomou durante a Segunda Guerra Mundial. Este posicionamento, sendo embora nós, filhos, muito jovens, caía-nos bem, vivíamos num ambiente saudável e sobretudo de respeito para com tudo e todos, incluindo o próprio regime. Não há nada que pague o ambiente de educação e respeito pelo outro e muito particularmente pelos próprios pais, avós, tios e todas as pessoas em geral, por nós recebidos. Esse ambiente estrutura sòlidamente e para toda a vida a personalidade de qualquer criança ou jovem, transmitindo-lhes valores imperecíveis. Uma educação que chegava ao ponto de o meu pai não admitir qualquer falta de respeito (por palavras ou actos) relativamente a quem quer que fosse, com destaque para com o próprio regime e seus membros. Um pai que dá esta educação aos filhos é um Herói. Nós tivemos um pai extremamente rigoroso mas extraordinário. O nosso pai foi um ser humano excepcional.
Consequentemente, posso assegurar que antes de 1974 não existia entre os portugueses de uma forma geral esse sentimento desprezível e muito menos na nossa família e amigos. Isto porque no ambiente saudável e puro que se vivia em Portugal esse sentimento malsão não tinha razão de existir, era simplesmente desconhecido.
Veio este regime e é o que se vê. Os portugueses desenvolveram um tal desprezo e animosidade contra todos os atropelos, crimes, corrupções e injustiças praticados por toda esta gente ignorante, impreparada e corrupta que nos tem governado ao longo de todos estes anos, que e não obstante a melhor educação recebida, é humanamente impossível não desenvolver no nosso espírito uma repulsa imensa e mesmo ódio pelos políticos e pelo regime. Afinal não mais do que aqueles que lhes estão na origem. Deste modo os políticos e o regime têm o que merecem e carecem totalmente de razão para se queixar do que quer que seja.
Obrigada pelos seus comentários e cumprimentos também para si.
Maria
os senhores da nobreza da toga andam ou com os copos ou a fumar algo de estranho que não é tabaco de certeza
ResponderEliminar(E parece que foi.)
ResponderEliminarEle é mais avental.
ResponderEliminarCumpts.
sim de acordo
ResponderEliminarCom a devida vénia pelo atraso na reacção, sempre lhe digo que os tempos vão (mesmo) maus... descobri outro defeito meu, e este, valha a verdade, bem feiinho, por sinal: tenho um aprofunda inveja pela sua escrita na sua forma e conteúdo... bem-haja, minha Amiga, por isso.
ResponderEliminarCump. :)
isto é do Alzheimer, de certeza... então não é que estupidamente lhe dei uma resposta a si, mas colocada na minha???!!!??? ai valha-me Deus...
ResponderEliminarcá vai, na mesma, que nem a deve ter visto...
Com a devida vénia pelo atraso na reacção, sempre lhe digo que os tempos vão (mesmo) maus... descobri outro defeito meu, e este, valha a verdade, bem feiinho, por sinal: tenho uma profunda inveja pela sua escrita na sua forma e conteúdo... bem-haja, minha Amiga, por isso. Cump. :)