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sábado, 25 de junho de 2011

Pela suspensão imediata do Acordo Ortográfico

Os vícios da cacografia
Carta aberta ao Primeiro-Ministro, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Ministro da Educação pela Suspensão Imediata do Acordo Ortográfico.



 -- Por João Roque Dias, António Emiliano, Francisco Miguel Valada e Maria do Carmo Vieira.


 


Subscrevo.

7 comentários:

  1. Também.
    Meu Caro Bic, a própria abreviatura do acordo "AO" sugere o som do ladrar. E ainda dizem que "cão que ladra não morde"? Os defensores da coisa, se querem provar o oposto, podem ir mordendo a própria língua, mas no sentido do músculo bocal, não no do idioma.

    Abraço

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  2. Bic Laranja26/6/11 12:34

    Morder a língua em todo o sentido. A autofagia de que dão mostras mutilando a língua é própria de canibais. No Brasil, quando o descobrimos, havia disso. Colinização às avessas, agora?!...
    Cumpts.

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  3. Finalmente temos em três dos mais importantes cargos políticos da Nação, personalidades que merecem toda a confiança dos portugueses para anular este vergonhoso acordo ortográfico. Finalmente alguém com poder, saber, inteligência e portuguesismo suficientes - o novo Ministro da Educação - para fazer valer, no mais elevado sentido do termo, aquilo que temos de mais nobre a par da terra-mãe, que é a nossa lindíssima e riquíssima língua.
    Honra seja feita aos autores desta carta.

    E permito-me lançar daqui um apelo ao Senhor Ministro da Educação, Prof. Nuno Crato: por favor faça desta batalha a favor do não abastardamento da língua portuguesa uma guerra sem quartel. Com a sua determinação posta em evidência ao longo dos últimos anos relativamente aos deficientes programas de Matemática - sem esquecer os esforços contínuos da Prof. Maria do Carmo Vieira na denúncia dos péssimos programas de Português - tenho a certeza de que neste particular e tendo à sua disposição as armas necessárias para a efectuar, de si só podemos desejar e esperar que saia vencedor.
    E, que não duvide, sê-lo-á assim o queira.

    Obs.: Foi preciso o 25/4 e a 'esplendorosa democracia', que, segundo os fraudulentos golpistas d'Abril era imperioso implementar-se para nos 'resgatar' da 'longa noite fascista' e do nosso 'atraso existencial'..., para estes bancarroteiros aldrabões, não contentes com terem dado cabo de Portugal, quererem destruir igualmente a nossa língua. Pudera!, depois de tudo o resto só faltava adulterar a língua, seu objectivo derradeiro, para a tarefa diabólica estar completa. Nas mentes enlouquecidas destes malditos apatriotas estavam pràticamente cumpridas todas as ordens mundialistas. Aquilo que nos dá a razão de ser como povo quase milenar - a alma da qual brotou a identidade e a língua portuguesas - já era.
    "Já era"... isto se os portugueses o deixarem. Já faltou mais, mas ainda vamos a tempo de salvar o que não está destruído por completo.
    O 'aborto ortográfico' não passará. Os portugueses de corpo e alma não o permitirão.
    Maria

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  4. Oxalá chegue a carta a Gracia. Há muito que nos jornais só se ouvem acorditas e, a contradizê-los, o silêncio. O jornal «Público» quebrou nestes dias o silêncio.
    Cumpts.

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  5. A Garcia, digo. Mas já vemos que não chega...

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  6. Ontem tentei enviar um comentário, mas fui informada pelo servidor que não foi enviado...

    Queria agradecer-lhe a ligação que me deixou para o tema em análise. Tema que o Provedor do Jornal Público abordou e bem. A tal excepção, como frisou. Não fora essa ligação e não teria tido dele conhecimento. Li e gostei. Pelo menos neste particular o Público está de parabéns. O pior é que, segundo o jornal, esta atitude quanto ao não subscrever - 'pra já' - o novo A.O. deixa antever que lá mais pra diante o fará. Se tal acontecer é uma pena. Esperemos que o jornal reconsidere a sua posição e tome a decisão acertada. Não temporária mas definitiva. Só lhe ficaria bem.

    Outro assunto diferente mas de algum modo correlacionado com os pontapés na gramática que gente com instrução superior continua consecutivamente a dar no português.

    O Dr. Lopo Xavier e o Dr. Barroso (este ainda por cima médico!, lá se fosse futebolista..., mas até estes já falam melhor, benza-os Deus) insistem em dizer EQUIPE, sabendo certamente (será que sabem?) que estão a proferir um disparate. Este vocábulo é francês (os brasileiros adoptaram-no tal e qual, mas isso é lá com eles) e não existe em português. O que, sim, existe é EQUIPA. Devo dizer que não são só as personagens supracitadas que dizem EQUIPE. Outros médicos há que também o fazem, bem como arquitectos, estilistas, decoradores, comentadores desportivos, alguns jogadores (imitando, mal, os brasileiros que jogam por estas bandas) etc., etc.

    A festa da péssima conjugação das orações/proposições que levam o verbo HAVER como auxiliar tendo OUTRO verbo como PRINCIPAL, continua impante.
    O verbo HAVER não se conjuga quando significa EXISTIR e quando é AUXILIAR, naturalmente. Ou seja, quando uma oração tem dois verbos e um dos quais é o HAVER, se este for o auxiliar e existir um outro verbo - o PRINCIPAL - este tem de conjugar-se obrigatòriamente ou a oração fica coxa. Ou antes, fica em 'pretoguês', como se catalogava há trinta ou quarenta anos todo aquele que falava incorrectamente. Hoje é mais brasileirês...

    Mas ainda há pior, se tal é possível. Mesmo sem o verbo HAVER e isto passa-se desde há bastante tempo, que pràticamente ninguém conjuga os verbos principais e, como se calcula, menos ainda os auxiliares... Isto está bonito, está. Por este andar não se sabe onde a língua portuguesa irá parar. Ou melhor, saber sabe-se e até bem demais.

    É simplesmente de se ficar com os cabelos em pé quando se ouve e lê nas televisões, em discurso directo, em subtítulos ou em rodapé (e mesmo em jornais de 'referência') o seguinte:

    "PODE haver várias tentativas" (F. Teixeira da Mota, TVI24, em repetição, 26/6 às 18.38).
    "Onde é que se COMPRA os teus livros?" (Fátima Lopes, TVI, 28/6 à tarde).
    "VAI surgir boatos (Armando Gama, no programa de F. Lopes, 28/6. Honra lhe seja já que corrigiu imediatamente o verbo. Aqui foi a excepção à regra).
    "Não VAI haver perguntas tabu" (RTP-N, às 20.26 Infelizmente não apontei o dia mas foi há pouco tempo).

    Agora vejam só quão maravilhosas ficam estas mesmas frases se lhes trocarmos os termos e substituirmos um verbo pelo outro com o mesmo significado

    "Várias tentativas PODE existir"...
    "Os teus livros onde é que se COMPRA?"...
    "Boatos VAI surgir"...
    "Perguntas tabu não VAI existir"...

    Estes são apenas alguns exemplos recentes, mas há imensíssimos destes e outros muito piores. E todos eles já vêm de muito longe.
    Maria








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  7. Bic Laranja30/6/11 22:11

    O «Público» parece-me genuinamente convicto na sua (nossa) posição. Muito louvável. Outras pessoas gradas se alevantam de novo depois de muito tempo caladas. Também é bom sinal. O novo governo, segundo o programa e segundo esse secretariozinho de Estado abrasileirado é que parece continuar a insistir na asneira à revelia da vontade geral. Péssimo sinal, a somar às precipitações em cortar tudo rente; as pressas só hão-de dar em disparates; para mais com gente pouco dotada como alguma que já se precipita a badalar aos holofotes.
    Enfim!...

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