... juntando-se a última sílaba do nome com a primeira do apelido.
* * *
(In Café Portugal, 15/4/2011.)
O Acordo Ortográfico não influi em nada para as línguas oficiais das Nações Unidas.
«O inglês dos documentos da O.N.U. é o britânico com a ortografia de Oxford [...] As Nações Unidas têm 6 línguas oficiais: chinês, inglês, francês, russo e espanhol (desde a fundação da O.N.U. em 1945) e o árabe (desde 1973) [...] Na O.N.U. existe ainda uma "língua de documentação" (não oficial), o alemão; desde 1974, os documentos são traduzidos para alemão pela Secção de Tradução Alemã da O.N.U., sendo os respectivos custos suportados pela Alemanha, Áustria, Liechtenstein e Suíça [...] Se o Português vier a ser admitido como "lingua de documentação" [não língua oficial, note-se] na O.N.U. (bastando, para tal, que os estados da C.P.L.P. se disponham a pagar a factura...), como no caso alemão, os custos seriam repartidos ao pro rata das suas contibuições para o orçamento regular da O.N.U. (considerando um acordo semlhante ao dos países de língua alemã):
[...] Os acordistas, e os brasileiros, gostam de alardear o "astronómico" tamanho do Brasil, relativamente a Portugal, segundo o estafado critério do número de falantes (190 milhões contra cerca de 11 milhões) para justificar a "obrigatoriedade" de Portugal engolir a ortografia brasileira! Mas, quando se fala de pagantes, na hora de fazer as contas, o tamanho muda de figura: de um total de contribuições "lusófonas" para O.N.U. de 34 376 420 [USD] a norma brasileira do português "vale" 62% [c. 3/5] e a norma europeia (Portugal + P.A.L.O.P. + Timor-Leste) "vale" 38% [c. 2/5]. Como se vê muito diferente da relação 1:17 quando se conta apenas o número de falantes [habitantes] brasileiros e portugueses.»
Roque Dias, O acordo ortográfico, o português nas Nações Unidas ou uma história (muito) mal contada, Outubro de 2010 (sublinhados meus; recomendo a leitura do artigo todo).
Eles precisam de mencionar os falantes, porque se forem mencionar os escreventes...
ResponderEliminarE falarão todos português?
ResponderEliminarCumpts.
Ainda bem que voltou ao tema "língua portuguesa".
ResponderEliminarUm dia destes tenho forçosamente que escrever sobre alguns estrangeirismos absolutamente desnecessários e que se ouvem há décadas. Além de irritantes são pirosos ao máximo. A língua portuguesa tem tradução para todos os vocábulos franceses e ingleses, com algumas excepções que, embora tendo a sua versão em português e podendo usar-se qualquer delas, são aceitáveis justamente por este facto mas também por habituação dada a forte influência da cultura francesa em Portugal até meados do século passado. Aliás alguns, muito poucos, desses vocábulos, à falta talvez de uma tradução considerada adequada pelos linguístas da época, foram convenientemente aportuguesados.
Quando se ouve gente que supostamente tirou um curso superior(?) dizer repetidamente pérolas como estas,
- evento
- trailer
- thriller
- derby
- mister (esta, ainda vá que não vá, se bem que...)
e outras mais e não se darem conta do ridículo da coisa, então nada mais há a acrescentar.
Maria
Nota: Os arquitectos(!) portugueses(?) increditàvelmente sempre disseram 'equipe' em lugar de EQUIPA. E inacreditàvelmente continuam a fazê-lo... quando finalmente já aparecem os títulos e sub-títulos nas televisões, assim como os jornalistas, locutores/as, comentadores, gente do futebol, etc., a dizê-lo correctamente. Incrível.
Oh! Ele há tantas, tantas!... Cada vez que apanho com «workshops» animados a «powerpoints» é um maná de «networkings», «expertise teams», «HR business partners», tudo mui proactivo e costumizado. Um enjoo!
ResponderEliminarCumpts.
Permita-me discordar, meu caro - o linguísta Malaca não "poderá ser uma boa caca"; é uma má caca!... uma macaca, se quiser... mesmo nisto de cacas, há que atender à qualidade, quando não há mais por onde escolher... má caca e macaca (de imitação) que subscreve e segue tão inqualificável acordo!
ResponderEliminarIa dizer que o adjectivo qualificando a porcaria só agrava mas, é vossemecê que tem mais razão.
ResponderEliminarCumpts.
Estou suprendido por este debate em cima da mesa. Tava de saída da net pa ir a umas premoções num shopping e depois dar um mergulho na pechina antes de passar pla ofcina e sou apanhado por isto. Xelente, já não há debates assim, xéto nos blogs, que não têm muita veseblidade, o que é uma pena. Nachi em 1965 em Moçambique e sou filho dum mlitar. Crechi em Lejboa e foi cá que comecei a falar assim, como se fala agora nas rádios e televisões potuguesas. Interrogo-me se isto não será muito mais eficaz para o empobrecimento da língua nacional do que o acordo otográfico que vem já de 1990, um tempo onde se falava muito melhor em Potugal.
ResponderEliminar"Potugal" está mal. Diz-se "Purtugal". Então vossemecê não ouve os seus amigos da bola a apoiar a selecção?!..
ResponderEliminarCumpts.