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sábado, 16 de abril de 2011

Malaca Casteleiro poderá ser uma boa caca...

... juntando-se a última sílaba do nome com a primeira do apelido.



* * *


Notícia da treta (Café Portugal, 15/4/2011)


 (In Café Portugal, 15/4/2011.)


 


 O Acordo Ortográfico não influi em nada para as línguas oficiais das Nações Unidas.


  «O inglês dos documentos da O.N.U. é o britânico com a ortografia de Oxford [...] As Nações Unidas têm 6 línguas oficiais: chinês, inglês, francês, russo e espanhol (desde a fundação da O.N.U. em 1945) e o árabe (desde 1973) [...] Na O.N.U. existe ainda uma "língua de documentação" (não oficial), o alemão; desde 1974, os documentos são traduzidos para alemão pela Secção de Tradução Alemã da O.N.U., sendo os respectivos custos suportados pela Alemanha, Áustria, Liechtenstein e Suíça [...] Se o Português vier a ser admitido como "lingua de documentação" [não língua oficial, note-se] na O.N.U. (bastando, para tal, que os estados da C.P.L.P. se disponham a pagar a factura...), como no caso alemão, os custos seriam repartidos ao pro rata das suas contibuições para o orçamento regular da O.N.U. (considerando um acordo semlhante ao dos países de língua alemã):



  [...] Os acordistas, e os brasileiros, gostam de alardear o "astronómico" tamanho do Brasil, relativamente a Portugal, segundo o estafado critério do número de falantes (190 milhões contra cerca de 11 milhões) para justificar a "obrigatoriedade" de Portugal engolir a ortografia brasileira! Mas, quando se fala de pagantes, na hora de fazer as contas, o tamanho muda de figura: de um total de contribuições "lusófonas" para O.N.U. de 34 376 420 [USD] a norma brasileira do português "vale" 62% [c. 3/5] e a norma europeia (Portugal + P.A.L.O.P. + Timor-Leste) "vale" 38% [c. 2/5]. Como se vê muito diferente da relação 1:17 quando se conta apenas o número de falantes [habitantes] brasileiros e portugueses.»


Roque Dias, O acordo ortográfico, o português nas Nações Unidas ou uma história (muito) mal contada, Outubro de 2010 (sublinhados meus; recomendo a leitura do artigo todo).

8 comentários:

  1. Eles precisam de mencionar os falantes, porque se forem mencionar os escreventes...

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  2. Bic Laranja16/4/11 22:10

    E falarão todos português?
    Cumpts.

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  3. Ainda bem que voltou ao tema "língua portuguesa".
    Um dia destes tenho forçosamente que escrever sobre alguns estrangeirismos absolutamente desnecessários e que se ouvem há décadas. Além de irritantes são pirosos ao máximo. A língua portuguesa tem tradução para todos os vocábulos franceses e ingleses, com algumas excepções que, embora tendo a sua versão em português e podendo usar-se qualquer delas, são aceitáveis justamente por este facto mas também por habituação dada a forte influência da cultura francesa em Portugal até meados do século passado. Aliás alguns, muito poucos, desses vocábulos, à falta talvez de uma tradução considerada adequada pelos linguístas da época, foram convenientemente aportuguesados.

    Quando se ouve gente que supostamente tirou um curso superior(?) dizer repetidamente pérolas como estas,

    - evento
    - trailer
    - thriller
    - derby
    - mister (esta, ainda vá que não vá, se bem que...)

    e outras mais e não se darem conta do ridículo da coisa, então nada mais há a acrescentar.
    Maria

    Nota: Os arquitectos(!) portugueses(?) increditàvelmente sempre disseram 'equipe' em lugar de EQUIPA. E inacreditàvelmente continuam a fazê-lo... quando finalmente já aparecem os títulos e sub-títulos nas televisões, assim como os jornalistas, locutores/as, comentadores, gente do futebol, etc., a dizê-lo correctamente. Incrível.

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  4. Oh! Ele há tantas, tantas!... Cada vez que apanho com «workshops» animados a «powerpoints» é um maná de «networkings», «expertise teams», «HR business partners», tudo mui proactivo e costumizado. Um enjoo!
    Cumpts.

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  5. Permita-me discordar, meu caro - o linguísta Malaca não "poderá ser uma boa caca"; é uma má caca!... uma macaca, se quiser... mesmo nisto de cacas, há que atender à qualidade, quando não há mais por onde escolher... má caca e macaca (de imitação) que subscreve e segue tão inqualificável acordo!

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  6. Bic Laranja18/4/11 10:08

    Ia dizer que o adjectivo qualificando a porcaria só agrava mas, é vossemecê que tem mais razão.
    Cumpts.

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  7. Estou suprendido por este debate em cima da mesa. Tava de saída da net pa ir a umas premoções num shopping e depois dar um mergulho na pechina antes de passar pla ofcina e sou apanhado por isto. Xelente, já não há debates assim, xéto nos blogs, que não têm muita veseblidade, o que é uma pena. Nachi em 1965 em Moçambique e sou filho dum mlitar. Crechi em Lejboa e foi cá que comecei a falar assim, como se fala agora nas rádios e televisões potuguesas. Interrogo-me se isto não será muito mais eficaz para o empobrecimento da língua nacional do que o acordo otográfico que vem já de 1990, um tempo onde se falava muito melhor em Potugal.

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  8. "Potugal" está mal. Diz-se "Purtugal". Então vossemecê não ouve os seus amigos da bola a apoiar a selecção?!..
    Cumpts.

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