Quando primeiramente olhei para esta intrigou-me aquele prédio ao cimo; parecia um desses caixotes de vidro modernos, despropositado nesta fotografia de 1938. Afinal era fácil; é uma vista do novo troço da Av. Almirante Reis (novo em 38) além da Praça do Chile. À esquerda, no outro lado da rua, o fim do muro do Hospital de Arroios; nem tudo estava acabado no quarteirão do Império. O prédio que me fez espécie é o do Pão de Açucar, na Alameda (nº 70), ainda em construção – foi dos andaimes que tirei a parecença com um mono moderno. Mais além dele, já levantado, o nº 233 da Almirante Reis; e ao depois lá ao cimo no enfiamento da avenida – o melhor é ampliar – o Areeiro e as características... oliveiras (será?) que o marcavam. A minha mãe há-as de ter conhecido.
A fotografia é tirada da esquina da Praça do Chile, dum 1º andar; um prédio abaixo do Estúdio Pinto Barata que já ali está, salvo erro, desde os anos 60.
Trabalhos de instalação de cabos telefónicos, Av. Almirante Reis, 1938.
In Fundação Portuguesa das Comunicações.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Avenida Almirante Reis, 1938
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Hummm ....o buraco parece um bocado largo só para instalação de cabos telefónicos? Tem piada a falta de segurança para as entradas e saídas dos prédios (visto com os olhos de hoje claro).
ResponderEliminarcumpr.
Amei a foto e, por momentos, comparei-a às fotos da América pós-Depressão.
ResponderEliminarCaro Bic:
ResponderEliminarRealmente, à primeira vista, a semelhança dos actuais mamarrachos de vidro e metal com os andaimes dos camartelos de 1938 é flagrante... Mas na época, a falta de estética estava limitada aos andaimes; agora...
As oliveiras são mesmo as do Areeiro.
Cumprimentos.
Caro amigo
ResponderEliminarApenas três observações
1 - Quase que se vê a totalidade do edificio onde esteve instalada a Pastelaria Pão de Açucar, porque naquele ano ainda não estava construido o Cinema Imperio.(1958?)
2- Realmente as linhas dos eléctricos estavam colocadas no meio da Avenida Almirante Reis. Mas a foto indicia que estavam mais desviadas para um dos lados, o que não era verdade.
3- O autompovel estacionado à esquerda da Avenida só estava ali porque devia pertender à escola de condução já existente naquele local nesse ano de
1938.
Abraço. Adriano Rui Ribeiro
Parece obra maior, sim. Lembro-me de obras assim. Para uma nação de marinheiros aquelas pranchas eram brincadeira de meninos. Mas como agora a nação fica a ver navios é como diz.
ResponderEliminarCumpts.
Mérito do fotógrafo. Mas obrigado!
ResponderEliminarCumpts.
Está o meu caro cheio de razão.
ResponderEliminarCumpts.
1 - Bem observado. O Pão de Açucar ainda lá está. O Império é de 1952.
ResponderEliminar2 - A assimetria das linhas pode ser ilusão de óptica ou ser da diferença na largura dos passeios. O do lado de cá era muito mais extenso do que hoje; tira-se isso da posição das árvores e dos postes das catenárias.
3 - Era a escola a mesma de hoje - A Império - logo em 38?
Cumpts.