De manhã, nas notícias, o anúncio do livro dum italiano sobre a fundação do P.S.. Ouvi que a ideia de fundar o partido veio numa noite enluarada, num barco a remos, no meio do Tejo. — Muito romântico! Valha-nos que não recuaram com a ideia fundadora ao remador em embrião na barriga da mãe... — Ao depois ouvi o autor italiano comentar que “é a história de [um] imigrante que parte [da] Suíça italiana [e] chega primeiro à Suíça francesa...” — Talvez porque calhava logo ali em caminho!...
Ele fazia falta à Humanidade um escritor assim: capaz de dizer coisas.
Botes de pesca, Ribeira de Lisboa, c. 1960.
Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.
Um portento de literato, esse Senhor Italiano, Meu Caro Bic!
ResponderEliminarMas deixo duas notas interpretativas:
1- Desde novito que tenho para mim que a decisão de criar um partido (esse, mas não só) vem sempre de um aluado!
2- Se, como canta o Poeta, no princípio de alguém está o seu fim, não será de os condenar às galés?
Abraço
Caro Bic:
ResponderEliminarEssa da noite enluarada não cheirará a licantropia? É que, com a aberração resultante, mais parece...
Lembra-me aquela grotesca romantização da morte do Sr. Kim, o estalinezeco lá da Coreia do Norte, cujos cronistas referem «ter sido levado do topo de uma árvore florida, numa noite de luar, por um bando de cegonhas brancas». Enfim, esta gentalha não tem mesmo a noção do ridículo.
Cumprimentos.
Caríssimo Paulo:
ResponderEliminarCondenar às galés? Não, que ainda poderiam fugir. É mister passá-los à espada, sem demora, como aconselharia o assisado conselheiro d'El-Rei D. João II...
Cumprimentos.
O senhor ou está senil ou está a tentar dar numa de poeta. Esquecendo-se que o partido já tem uma...
ResponderEliminarE pesca, caro Bic, para esta gente... só se for de gambozinos...
Saudações!
Ora bem! Fica quase tudo dito faltando só acrescentar, para que conste, que o padrinho de mais esta agora foi o Soares. Daí o anúncio à banha da cobra vestido de notícia.
ResponderEliminarCumpts.
A dar uma de poeta é bem apanhada. Tal como os gambozinos para aquela malta.
ResponderEliminarCumpts. :)
Licantropia, pode bem ser. Pode bem ser. Mas depois, ao fim, cai-se no ridículo, pois claro.
ResponderEliminarCumpts.
"... num barco a remos, ao luar..."! Que estranho local e hora do dia, melhor, da noite, para formar um partido... e para mais... com/entre (deduz-se) dois homens sòzinhos nesse barco...
ResponderEliminarSerá que li bem? Se calhar, não.
É que não só é estranho este episódio como é esquisito que se farta.
Cumprimentos,
Maria
Sinistro. E diz que se meteram no barco para não serem vigiados...
ResponderEliminarCumpts.
Pois..., deve ter sido isso mesmo...
ResponderEliminarMaria