Vendedor de hortaliça, Largo do Carmo, 1890-1910.
Charles Chusseau-Flaviens, In George Eastman House.
O discurso de posse dum presidente é uma daquelas coisas em que o conteúdo prolixo vai dirigindo a atenção prò lixo menos óbvio da forma (no caso não morfologia mas sintaxe). Lede vós:
Como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País! Façam ouvir a vossa voz. (**)
(*) O ex é latino; a horta é das nabiças.
(**) A informação do lixo na forma de dizer deve-se ao avisado Venâncio neste foro; o discurso lê-se na própria Presidência.
É que "ajudai" e "fazei" não são conjugações inteligíveis para a juventude de hoje. A Primeira Dama é professora de Português e do contacto com os discentes deve ter extraído conselho retórico conjugal no sentido do sincretismo das pessoas verbais.
ResponderEliminarAbraço
A sua hipótese tem lógica. Mas com tal didáctica do Português, professora não será. Se desce assim à infantilidade dos meninos está mais para educadeira de creche que para professora.
ResponderEliminarCumpts.