Rua Pascoal de Melo, Lisboa, post. 1902.
In Arquivo de Marina Tavares Dias.
" Vieram os eléctricos e durante muitos meses os pavimentos ficaram revolvidos. Era o progresso, a civilização à porta. Ainda me lembro da tardinha calmosa em que passou o primeiro [4/5/1911?], com a bandeirola a dizer «Experiência», vagaroso, tacteando os carris novos, cheio de pessoal, até parecia uma gaiola de estorninhos. Foi um acontecimento. O comércio animou-se. Houve quem desse palmas! Os pinocas do bairro aprenderam a subir e a descer com o carro em andamento: alguns estampavam-se. As meninas caseiras punham-se à janela para ver quem subia e quem descia. As criadas vinham com um banquinho, para que as patroas de saia travadinha pudessem trepar ao estribo, duma altura vertiginosa. Nesse tempo ainda havia lugar nos electricos, seu Apolinário: e «carros do povo» e carros do Chora a fazer concorrência!"
José Rodrigues Miguéis, «Saudades para a Dona Genciana», in Léah e Outras Histórias, Círculo de Leitores, [s.l.], [1971], pp. 192-193.
... esta cidade já foi linda... um dia
ResponderEliminarserá que algum dia a cidade será nossa de novo ?
ResponderEliminarpara onde caminhas tu meu país ?
Desgraçadamente para nós hoje, sim.
ResponderEliminarCumpts.
Não há remédio.
ResponderEliminarCumpts.
Tendo a perfeita noção da pulhice que vou dizer, digo-o na mesma. ESTES TERRENOS VALIAM MAIS EM 1902 DO QUE EM 2011... e mais não digo.
ResponderEliminarSe mudar de ideias em tornar a falar do caso talvez possa dizer quanto valiam em 1902 e como o achou. Fiquei curioso?
ResponderEliminarCumpts.
Caro Bic,
ResponderEliminarNo arquivo fotográfico da CML (cota antiga BAR000481) uma panorâmica da Pascoal de Melo. Mas creio que não há linha de eléctrico.
Cumprimentos
Conheço-a. Não parece ter eléctrico, não. Estou para pedir ao Arquivo uma reprodução em boa resolução para a analisar melhor (e àquela outra que me deu indicação também). Assim consiga um bocadinho para lá passar...
ResponderEliminarObrigado! :)