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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Da grafia do vómito

 Até há dias, para as bandas da R.T.P., o 'p' do 'Egipto' era dito por todos. Orelhas moucas ou de burro o não captariam, mas ele soava em bom português do Minho a Timor. Nestes dias, os novos escribas brasileiros da R.T.P. parece que deram subliminarmente em convencer-me que numa terra com nome impronunciável há uma grande revolta de egícios. EGÍCIOS. Não cuido que tenham ficado aqueles escribas (mais) burros. Cuido mais que o 'p' do Egipto lhes deva estar guardado para algum pontapé no traseiro caso não verguem a espinha, por isso — lindos meninos — vamos lá a toque de caixa.
 Que a bota cardada do poder os não calque demais.


 


Escriba egípcio em pose canónica, Museu do Louvre (In Faraó e Companhia, 5/1/2011 )
Escriba egípcio em pose canónica, Paris, Museu do Louvre.

16 comentários:

  1. Carlos Portugal3/2/11 19:41

    Caro Bic:

    Esta canalha quer institucionalizar a imbecilidade, a estupidez e a incultura para que a população se reduza a povoléu e seja mais facilmente dominável. Chegam ao ponto de quererem obrigar os professores de Português a alterarem não só a grafia de muitas palavras para «brazuquês» como também a sua pronúncia (!). Assim, já alguns se queixam de que os querem obrigar a ministrar aos alunos a imbecilidade que é escrever e dizer «hormônio» em vez de hormona, e muitas calinadas semelhantes.

    O problema é que se queixam e nada fazem, nem sequer ridicularizar junto dos alunos a incultura desta cambada desgovernativa, fazendo-os comparar as grafias - dizendo que, como ministros, secretários de estado, «boys» e políticos em geral são pouco mais do que analfabetos, querem que todos também o sejam por decreto, para a sua insuficiência crassa não avultar tanto.

    Os meus filhos, por exemplo, já fizeram constar aos respectivos docentes que escreverão sempre em Português, e não na «novilíngua» importada das favelas.

    Enfim, tempos bem tristes estes, Caro Amigo...

    Cumprimentos.

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  2. euro-ultramarino3/2/11 21:01

    São uns completos idiotas, além de patéticos subservientes. Mas as negociatas com as "conversões", re-impressões, cursos, colóquios, etc., serão uma maravilha. Vamos resistir com todas as "letras"!
    Abraço amigo.

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  3. Bic Laranja3/2/11 22:40

    Bem verdade.
    Cumpts.

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  4. Conto que acerte em cheio nos queixos dessa alvar deputação em S. Bento a I.L.C. contra o aborto gráfico, com a tonelagem completa das 35.000 assinaturas de eleitores nacionais, em papel, em tantas folhas A4. É assim que eles exigem. É assim que eles merecem.
    Cumpts.



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  5. Tal e qual, meu caro. Eu resisto e resistirei. Abraço.

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  6. Confesso que o "p" de Egipto, na oralidade, vai e vem conforme as pessoas que me rodeiam. Ainda não percebi o fenómeno, simplesmente me apercebi dele há pouco tempo e não consigo dominá-lo. Já egípcio é sempre egípcio, seja na escrita, seja na oralidade. Quando li a palavra não a reconheci, apesar de ter a verdadeira mesmo ao lado!!!!
    Esta gente quer fazer tanto que só faz porcaria, para não dizer outra palavra mais forte...
    Quanto àa pronúcia (algo dito num comentário) e ao hormônio só digo uma coisa: medo!! Onde vamos parar??
    Cada vez que penso que trabalho com brasileiros e eles não têm grandes problemas (e estes são a nível de vocabulário!) a entender-me, pergunto-me se os senhores à frente deste projecto (estúpido) saberão escrever o seu nome...

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  7. Carlos Portugal4/2/11 14:19

    Cara Luísa:
    Não sabem... Mandam o secretário escrever por eles...
    Estamos em plena Era da Ignomínia...

    Cumprimentos.

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  8. Bic Laranja4/2/11 21:46

    Querem legar o nome para a posteridade. Se possível carregado de consoantes etimológicas, que sempre é marca de pergaminhos.
    Que corja!
    Cumpts.

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  9. Haja Deus!

    Valha-nos a blogosfera enquanto frente de resistência.

    Era apelar a um boicote geral a toda esta horda de vendilhões da banha da cobra que nos quer forçar a meter o brasileirês casa adentro, isso é que era!
    Canais de informação?
    Temos a net e os canais anglófonos, francófonos, hispanófonos e do que mais nos possamos valer. Livros?
    Temos os clássicos e tudo quanto foi publicado até há chegar este embuste do (des)acordo. Hão-de chegar-nos por muitos e bons anos.
    Tudo o demais é só pegar no lápis e rasurar cada erro, cada falta, cada omissão. Nem mais, nem menos.
    Ceder mais um milímetro de terreno a esta chusma é que não!
    Nem uma consoante que seja nos hão-de tirar.

    Com os meus amigáveis cumprimentos,
    do Japão,

    Luís Filipe Afonso

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  10. Creio que sim.
    Mas se for caso, subscrevo 2ª vez!

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  11. Já me ocorreu o que diz. Continuaríamos como dantes. Todos - escritores, leitores, livreiros, professores, redactores, jornaleiros, revisores, publicitários -, todos na maior indiferença à afronta. A assembleia resolvendo, o governo decretando, e o Diário da República inalterado (ah! nobres portugueses da Imprensa Nacional). Para vergonha da medrosa R.T.P. e do espesso saco de plástico.
    Cumpts.

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  12. Carlos Eduardo Borges6/2/11 23:20

    Nós precisamos de uma profunda regeneração em todas as vertentes da vida nacional. Precisamos de uma radical alteração deste regime sem prejuízo dos direitos civis consagrados na Constituição. "Isto" não é Portugal.

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  13. Eu acho que os os tinham mais a ver com o roubo do P, que com o Mubarak.

    http://novafloresta.blogspot.com/2011/02/indignacao-no-egipto-e-contra-o_04.html

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  14. Bic Laranja9/2/11 11:20

    Isto é o que sobrou de Portugal. Um dejecto.
    Cumpts.

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  15. Bic Laranja9/2/11 11:29

    Ora bem! E a 'mídia' mostra tudo como é.
    Cumpts. :)

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