Tomemos o topónimo Barroso. É uma terra transmontana. Se o ensinarmos a um inglês é natural que ele o aprenda e depois o repita com a sua característica pronúncia britânica Barroso (bʌr.oʊzo). Se o vier a transmitir oralmente a conterrâneos seus — Barroso (bʌr.oʊzo) — e algum deles precisar de escrevê-lo, para não se esquecer p. ex., há muita possibilidade que essoutro venha a escrever Burroso (bʌr.oʊzo, tal e qual), que é coisa assaz conforme à fonética do idioma inglês. Ora perante um escrito desses — Burroso — só um indígena de cá em sendo burro não emendará: Barroso.
Ficam, pois, explicadas todas as Sumatras de toda imprensa do país do Barroso.
Peregrinaçam de Fernam Mendez Pinto... / escrita pelo mesmo Fernão Mendez Pinto.
- Em Lisboa : por Pedro Crasbeeck: a custa de Belchior de Faria Cavaleyro da casa del Rey nosso Senhor,
& seu Livreyro, 1614, fl. 1.
Um «post» muito bem feito e particularmente feliz.
ResponderEliminarOs meus parabéns!
Muito obrigado!
ResponderEliminarCumpts.
Bem visto, caro Bic. É chamá-los à ordem.
ResponderEliminar- Montexto
Bem tentamos; mas isto já se não endireita...
ResponderEliminarGrato por vê-lo cá.
Cumpts.