Afinal a sociedade e a corte portuguesas de há 500 anos sempre se complicaram. O que faz dos portugueses de então bem menos primitivos, ou não?
O sábio da exposição que se exprime neste modo, com ecos pelos jornais de letras,artes &c., comunica muito mais do que consegue dizer. A aquisição de produtos artísticos denuncia-o logo como tratante, não como curador de exposições de Arte. É como pensar em Calouste Gulbenkian e em Joe Berardo; o primeiro coleccionou arte, o segundo adquire produtos artísticos. – O benévolo leitor perceberá, por certo.
Eruditos como Oliveira Caetano, que dizem as coisas nesta maneira, não são naturais de cá; arribam-nos contentorizados e certificados da Europa; daí a expansão portuguesa afigurar-se-lhe como extra-europeia. Quando Portugal era Portugal, e nós naturalmente portugueses, a expansão portuguesa depois da Reconquista foi simplesmente ultramarina... – Mas é muito complicado, não?!...
sábado, 6 de novembro de 2010
Do complexo [do] emprego dos adjectivos
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