Post 1960. Um dos aviões estacionado é um Boeing 707 da TWA. - Cuido que só começou a voar com 707 para a Portela já nos anos 60. Na imagem a aerogare original já ampliada (todo o corpo do edifício a N da torre); os hangares 1, 2 (com um Super Constellation meio dentro), 3 e 4; os parques das partidas e das chegadas (mais recuado); o palácio Benagazil (à esquerda dum estranho campo circular); através dos campos a velha estrada de Sacavém (na diagonal) e mais abaixo a Av. Cidade do Porto, ambas a desembocar lá muito ao longe na extinta rotunda da Encarnação. E claro, os bombeiros e o bairro da Encarnação mais a Avenida de Entre Aeroportos (Av. de Berlim). Postal ilustrado sem data nem menção de autor, publicado pela Sr.ª Dona T. nos Dias que Voam.
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Tenho ideia - mas não mais do que isso - de que esse estranho campo circular era usado (anos mais tarde, pelo menos) por aeromodelistas, para a prática do chamado "voo circular". Ainda tive uma muito breve passagem por essa actividade, nos longínquos tempos do ciclo preparatório, na Francisco Arruda (ainda pela Mocidade Portuguesa) e será dessa época, a memória difusa de tal uso desse campo circular.
ResponderEliminarTalvez alguém o possa por aqui confirmar.
Saudações,
Costa
Talvez sim. O que diz tem sentido.
ResponderEliminarCumpts.
Há uma dúvida que me persegue:
ResponderEliminarNesta época, havia um edifício dito da Direcção Geral da Aeronáutica Civil que estava integrado no complexo do Aeroporto de Lisboa.
Lembro-me de lá ir, muito pequeno, ver uma exposição.
Não consigo, porém, identificá-lo em imagens da época.
A ideia que tenho é que a arquitectura era conforme à da aerogare.
Abraço
Confirmo eu, que se trata de uma pista de aeromodelismo (voo circular), não que o tenha praticado ou da matéria seja conhecedor, mas simplesmente porque fui lá várias vezes ver os aviões a evoluir (anos 60), levado pela mão do meu Pai.
ResponderEliminarCumprimentos
Na 2ª metade dos anos 80 pratiquei aeromodelismo de voo circular na referida pista. A entrada era feita na pequena estrada que dava acesso à Piscina (tanque de 12 metrso) do Clube TAP, onde também nadei uns anos.
ResponderEliminarPois eu, ainda longe dos tempos de aeromodelismo juvenil subia, pela mão do meu pai, as escadas que existiam junto ao edifício da Torre e plantáva-mo-nos no gradeamento que situava na linha escura, entre o primeiro avião e o parque de estacionamento e, dalí, apreciavamos o deslizar dos aparelhos a fazerem-se à pista. Isto tinha os seus riscos. Acontecía,às vezes, virarem a cauda para nós e acelerarem, do que resultavam uma enorme deslocação de ar quente e pontos vermelhos na pele.
ResponderEliminarA.v.o.
Isso, meu caro, e um cheiro intenso a querosene (ou como lhe quiserem chamar). Que vinha com esse ar quente e que incomodava toda a gente. Mas deixava este miúdo, fascinado por aviões, à beira do paraíso.
ResponderEliminarSaudações,
Costa
Já que os meus caros estão recordando idas ao aeroporto, que eram sem dúvida um dos programas dominicais do meu tempo de miúdo, algum se recorda de ter ido ver lá abaixo às docas, os hidroaviões que faziam a carreira da Madeira ?
ResponderEliminarJulgo que a companhia aérea era britanica e se chamava Aquila (nome aproximado e aportuguesado)
Confirmo. Eram três. Dois juntos na rampa de acesso à água e outro isolado sobre a muralha e um pouco mais distante. E, de facto, a companha era a Aquila Airwais, conforme estava pintado no plano vertical da cauda. O último, um dos que estavam sobre a rampa) foi desmontado à marretada (em lugar de ir para um museu)pouco antes da Expo98.Há fotos deles no Arquivo Fotográfico da C.M.L., acessíveis via Net.
ResponderEliminarForam os últimos testemunhos dos tempos áureos do antigo Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo.
A.v.o.
Daí a Avenida de Entre Aeroportos. Daí, creio poder afirmar, a existência, em tempos, de uma "área de servidão aeronáutica", Olivais dentro e que teria permitido a expansão do aeroporto de Lisboa. Não fosse a rendição incondicional à "pato-bravice" (e mais do que os culpar, aos patos bravos, culpo quem dotado do poder de fiscalizar, disciplinar, assegurar a prevalência de um módico de bom senso, deixou que tudo acontecesse como aconteceu).
ResponderEliminarDos velhos hidroaviões, fica novamente uma recordação de infância: de os ver, em terra, decaíndo lentamente, apodrecendo, depois do desaparecimento de um deles, em voo para a Madeira, e do fim das suas operações. Da sua sorte final já se escreveu acima: demolição.
Como tudo o que é antigo, neste país - tudo ou quase - não é memória, raiz , fundamento, história. É velho, é entrave, é retrógado. É obstáculo à modernidade. Abata-se.
Muito em linha, por estes tempos, com os "automóveis eléctricos e as energias renováveis", ignorando-se tudo o resto que cai (coisas e gente), literalmente, à nossa volta. Vícios antigos...
Saudações,
Costa
Grato pela achega.
ResponderEliminarCumpts.
Os edifícios do aeroporto têm levado muita volta, mas até a aerogare do postal se distingue ainda do ar. Já viu no http://www.bing.com/maps/ ?
ResponderEliminarCaso lhe ache resposta prontamente lha direi.
Cumpts.
Mais uma confirmação e uma baliza temporal. Obrigado!
ResponderEliminarSubscrevo o seu lamento. Uma pena! Cumpts.
ResponderEliminar:) Cumpts.
ResponderEliminarUma pesquisa aqui (passe a imodéstia) por Cabo Ruivo dá alguma coisa sobre os hidroaviões.
ResponderEliminarInfelizmente o blogo dedicado aos 'clippers' da Pan-Am acha-se reservado. Mas é tentar a 'cache' do Google.
Cumpts.
Pois têm.
ResponderEliminarO edifício em causa não seria muito longe da "pista circular" que tão bem se distingue.
Não era de grandes dimensões, tanto quanto me recordo.
Mas não se vê nada nesta foto que me esclareça a dúvida.
Nas vistas aéreas actuais, lá estão nessa zona as instalações do actual INAC, dela herdeiro.
Mas não vejo vestígios do edifício primevo.
Abraço
Os edifícios no canto superior esquerdo, são as instalações do RALIS?
ResponderEliminarA D.G.A.C. era no ed. 6. O I.N.A.C. é hoje no ed. 8. O ed. 6 é, parece-me, o comprido a N do palácio Benagazil.
ResponderEliminarCumpts.
Sim. Cumpts.
ResponderEliminarNa altura desta foto?
ResponderEliminarPois é desta altura, mais coisa menos coisa, a minha recordação. E retenho a ideia de um edifício muito mais pequeno.
Abraço
À data da foto, chamava-se Regimento de Artilharia nº1 (RAL1).
ResponderEliminarA.v.o.
Já me tinha perguntado sobre isso. Obrigado!
ResponderEliminarNão lhe sei dizer.
ResponderEliminarTalvez o meu amigo Fernando C. nos possa dizer. Deixe-me apanhá-lo.
Cumpts.
A imagem será anterior a inícios dos anos 70, quando os prédios da urbanização da Portela de Sacavém começaram a surgir perto do RALIS.
ResponderEliminarJá agora, o que me sabe dizer sobre a rotunda da Encarnação que refere no post?
Cumprimentos.
Aprendi-lhe o nome nas bandeiras dos autocarros - sempre como destino ignorado porque nunca vi carreira em circulação que tivesse tal destino. Apenas lhe deduzi o pouso por esta imagem. Não é do meu tempo.
ResponderEliminarCumpts.