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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Projecto corn..., Crono



 "A intervenção é sempre em locais esteticamente deprimidos. Transformamos o impacto negativo em algo de estimulante e criativo", explica ao D.N. Pedro Soares Neves, arquitecto,
designer urbano e um dos mentores em Portugal do projecto [Crono].


Luís Fontes, D.N., 11/10/2010.
 


 As avenidas de Fontes e da Liberdade têm prédios deprimidos?!...
 Deprimido é o espaço entre as hastes daqueles Cronos e que só provoca borrascas nas cacholas dessa espécie de m... - perdão! - de arquitectos/designeres (sub)urbanos. Tivessem aquelas cavalgaduras e seus mentores municipais alguma pressão na vizinhança das respectivas cronaduras e veriam logo que prédios deprimidos precisam é de obras, não de antidepressivos em spray.

(Imagem, D.N.)

10 comentários:

  1. Os mestres pedreiros que trabalharam até aos anos 50/60, responsáveis pela arquitectura vernacular de muitas das nossas aldeias, vilas e cidades, tinham mais sentido estético que estes iluminados que se intitulam arquitectos e designers.

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  2. Será que essa depressão é ligeira ou há já tendências suicidas?!?
    Parece-me que quem está deprimido é o povo. Estão todos numa depressão tão profunda que nem força têm para lutar contra tanta estupidez. Gosto de "grafiti", de arte de rua ou lá como queiram chamar. Mas... em prédios particulares, transportes públicos ou outros que tais não acho nada correcto.
    Há uns anos vi uma comédia que no enredo envolvia polícias. Não sei o centro da história, mas lembro-me de uma cena hilariante. Os polícias desenvolveram um sitema anti "grafiti" para a frente da esquadra. Sempre qua aparecia alguém a "armar-se em esperto" e começava a pintar, a parede defendia-se e atirava tinta contra o pequeno criminoso.
    Parece-me que era isso que se devia fazer a gente que faz destas coisas "muito à frente".
    Ou isso, ou usar o dinheiro aplicado nesta iniciativa para recuperar património com valor...

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  3. São os "mestres grafiteiros livres", que agora foram promovidos a artistas kitsh por uma sociedade que não sabe bem o que quer, mas o que vier dos states " será bem vindo...uma espécie de Halloween e pipocas no cinema...

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  4. Bic Laranja13/10/10 10:17

    Fala em estupidez e em usar o dinheiro para recuperar património. Ora aí tem: qualquer estúpido entenderá que iniciativas destas são a essência da recuperação de património.
    Cumpts.

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  5. Bic Laranja13/10/10 10:18

    Até sapateiros. Até sapateiros...
    Cumpts.

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  6. Bic Laranja13/10/10 10:22

    Nem mais. Pelo esvaziar de conceitos estéticos e pelo geral desmoronar da cultura (tal como noutras épocas históricas já se viu) parece-me que lançamos hoje os fundamentos duma nova idade média. Dá-me essa ideia...
    Cumpts.

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  7. Não se pode comparar este tipo de trabalhos com a reabilitação física do edificado, e quem o faz está a lançar confusão para a discussão.

    Certamente que não é este tipo de intervenções que nos lança para a época medieval, talvez sejam um reflexo da caminhada...

    mas a meu ver até são um reflexo positivo, libertou-se espaço público para circular onde dantes existiam uns tapumes ilegíveis e (sim) deprimentes...

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  8. Bic Laranja18/10/10 18:34

    E contas, pode fazer-se?
    Considerando o preço do m2 deve a C.M.L. estar a oferecer os cavaletes mais caros do mundo.
    Depois falem-me em 'ratings' a descer.
    Cumpts.

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  9. um projecto de 1 ano que colocará Lisboa no mapa mundial da Arte Urbana por 1 décimo do preço de uma lona publicitária...

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  10. Com os cavaletes mais caros do mundo? Estranhas contas.
    Cumpts.

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