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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Da despesa do Estado

 Perdido no aparato de notas do badalado calhamaço sobre Salazar há uma história engraçada.
 Em Novembro de 1940 o dr. Salazar adquiriu dois dicionários. – Naquele tempo o afã de Salazar por manter a guerra longe de Portugal era grande e por tal acumulava as pastas da Guerra e dos Estrangeiros, além da Presidência do Conselho (não sei de que ganhasse por três ministros, mas tudo é possível...) – Pois bem. Os dicionários, um de Português-Inglês/Inglês Português e um Westminster English Dictionary – certamente pelos trabalhos de diplomacia em mãos –, foram comprados na livraria Sá da Costa. O primeiro sabe-se que custou 180$00 pois há recibo. E no recibo Salazar anotou: "Na Bertrand pediram 200$00".

«O Século», 21/6/1938 (?), in «Salazar. O Obreiro da Pátria»
(Imagem in «Salazar. O Obreiro da Pátria».)

4 comentários:

  1. Carlos Portugal19/10/10 22:00

    Caro Bic:
    A nota no recibo é quase uma justificação... Na verdade, a Livraria Sá da Costa era conotada com a oposição ao Estado Novo. Mas, como o preço pedido era muito mais em conta, Salazar viu-se quase na obrigação de anotar a diferença de preços com a Bertrand, como que a justificar ter adquirido os dicionários numa livraria oposicionista. Curiosíssimo!

    É claro que qualquer comparação com os membros do actual desgoverno é completamente descabida...

    Cumprimentos

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  2. A nota é uma justificação, sem dúvida. Se é como diz, por outra razão, ou por todas juntas vá lá saber-se...
    Cumpts.

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  3. Dizem que Salazar deixou Portugal com um atraso de trinta anos....hoje estamos, segundo alguns economistas, com um atraso económico entre 50 e 100 anos....Volta Salazar....estás perdoado!!!

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  4. E com quantos 'anos de atraso' encontrou ele Portugal? Para ter as continhas todas certas.
    Cumpts.

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