Os da S.I.C., na certa para encher o vazio que lhes ocupa as 'cachas' cranianas, abriram há pedaço um enlatado sobre abóboras e chapelinhos de bruxa.
Enfim! Parece que tenho que aturar cada vez mais este folclore de segunda porque aqui a parvónia, de há um tempo para cá anda só povoada de imbecis que esqueceram completamente de que terra são.
É nisto que vamos: uma arca pré-fabricada cheia de animalejos deslumbrados com brindes de cereais e descontos nos hamburgos. Depois duma geração rasca e do dilúvio que se lhe seguiu, bem podem ir fazendo todos os 'pugreides' que isto como vai já não leva melhora. Nesta apagada e vil tristeza nacional nem seria mau recuperar um velhinho auto da fé, daqueles em que se queimavam espantalhos feitos de palha: o mais que não fosse, para judiar com este bullying sistémico parido dessas cabeçorras de abóbora que por aí vegetam enfeitadas com chapéu de bruxa.
domingo, 31 de outubro de 2010
Auto da fé
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Pois é, Caro Bic... Estas alimárias, além de não saberem de que Terra são, vão copiar precisamente a imbecilidade de quem trocou datas e «festejos» por falta de cultura e de História: os américas. Com efeito, a verdadeira «noite das bruxas» na Tradição milenar europeia é a noite de 30 de Abril, véspera de 1 de Maio, dita «Noite de Valpurga», em que aldeões e nobres acendiam fogueiras no cimo dos montes e círios nas capelas para que a luz não deixasse vir à superfície da terra os espíritos malignos, sucubos, incubos e demónios das trevas, que poderiam perseguir os vivos e dar más colheitas. É claro que as bruxas faziam nessa noite o contrário...
ResponderEliminarMas os américas confundiram os rituais espanhóis do México do Dia dos Fiéis Defuntos, e a respectiva «noite dos mortos», misturaram-na com a Véspera de Todos-os-Santos (All Saints' Eve), deitaram-lhe uma pitada céltica do Samhaim (Summer's End), uma outra das bruxas de Salem, misturaram tudo num caldeirão com Coca-Cola e fast-food, e saiu a fantochada ateia e imbecil do Halloween. E que chegou até por causa da aculturação e estupidificação crescente das nossas gentes, em especial dos novos-ricos, impantes de disparate.
Enfim, tristezas... Mas o meu Amigo tem razão: uns autos-da-Fé com uns bonecos seriam muito mais pitorescos. E já agora, substituindo os bonecos por alguns figurões da nossa praça, com o sambenito vestido, ainda tornavam a «festividade» mais interessante.
Cumprimentos
Queria dizer «E que chegou até NÓS», evidentemente.
ResponderEliminarCumprimentos.
Embora com certo atraso, obrigado pela cabal explicação do disparate. Digo-lhe todavia que os verdadeiros autos da fé hoje, são as labaredas destes disparates. Espantalho serei eu por defender qualquer tradição.
ResponderEliminarVá lá perceber-se...
Cumpts.