No estranho fado meu de ontem, entro na Feira do Livro pelo lado da Estufa Fria e logo desemboco no quiosque da Livraria Municipal. Fatalmente havia ali sortido do meu interesse para encher um cabaz. Mas cada coisa a seu tempo. Havia antes de resolver ao que ia…
Assim foi. Só à saída tornei a parar na Livraria Municipal e, com uns tantos títulos ali escolhidos, já na fase das contas, reparo à minha direita o Levantamento da Planta de Lisboa de 1904-11. Lembrei-me então:
— O Atlas do Filipe Folque é que não há…?
— O Atlas do Filipe Folque, sim, temos.
Fiquei admirado. Doutras vezes que perguntara pela obra, da Livraria Municipal a uns tantos alfarrábios, a resposta fora sempre que estava esgotado; não havia nada. Estava rendido a que fosse livro que não quisesse nada comigo porque inclusivamente, numa vez que o pedira na biblioteca das Galveias, ouvira do bibliotecário uma nega espantosa: — «Tínhamos um exemplar, mas emprestámo-lo para uma exposição e perdeu-se. Desapareceu.» — Daqui a minha admiração ontem. Tanto que a exprimi ali contando esta história à senhora que me atendia.
Resposta dela:
— Parece que entretanto descobriram alguns…
— Bom. Então se tem, faça-me favor de acrescentar à conta.
(Deve ser tal a desorganização dos serviços municipais que até perdem a mercadoria no próprio armazém.)
sábado, 15 de maio de 2010
O Atlas do Filipe Folque
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Tenho esperança que possamos vislumbrar, aquí, umas nêsgas desse Atlas.
ResponderEliminarA.v.o.
Com certeza que sim. Tenho umas composições aqui (cf. Quinta da Imagem e A Penha de França em 1858), mas está tudo em rede no arquivo do Arco do Cego (não no fotográfico).
ResponderEliminarCumpts.
... Quinta da Imagem...
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