Há coisas que não sei explicar…
A R.T.P. Memória transmite à hora do jantar uns programas antigos do professor Hermano Saraiva - os Horizontes da Memória. Hoje deu um sobre o Chiado. A folhas tantas, a propósito do Chiado, o professor referiu um livro da escritora Alice Vieira, Esta Lisboa (Caminho, 1993), e — espanto meu! — numas imagens do livro aberto a passar na TV vejo uma fotografia em que figurava o meu falecido pai.
Que coisa extraordinária! O meu pai aparecer-me assim pela televisão ao fim destes anos todos numa obra publicada sobre Lisboa — sobre Lisboa, imagine-se!… — e eu que não fazia a menor ideia!…
No fim do programa contei o caso à senhora muito cheio de admiração. Ela achou graça e sugeriu que fôssemos à Feira do Livro comprar o tal livro. Achei uma excelente ideia e, enquanto ia pensando no meu pai e nesta extraordinária aparição, saiu-me de supetão a pergunta: — Que dia é hoje?!…
— 14 de Maio…
— Que coisa espantosa! O meu pai faria hoje anos!…
sexta-feira, 14 de maio de 2010
14 de Maio
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ahhhh.... pois é!
ResponderEliminar(só uma curiosidade: se tiveres cagança em ter o livro autografado, fala comigo)
há coisas do caneco. é ele mesmo!
abraço, sócio, abracinho!
Estamos mesmo em época de coincidências. Vamos vêr se os meus números do Euromilhões coincidem com os números premiados.
ResponderEliminarA.v.o.
Essa agora! Dá que pensar!...
ResponderEliminarJá viste, que coisa extraordinária?!
ResponderEliminarObrigado pelo préstimo que me ofereces. Talvez ainda te venha a pedir o favor...
Abraço!
Faço votos que sim. Boa sorte! :)
ResponderEliminarMuito. É isso que não sei explicar...
ResponderEliminarCumpts.
Há muitas coincidências todos os dias. Às vezes só reparamos quando acontece uma forte como essa.
ResponderEliminarMas não são por acaso. Isso é que era bom. Se assim fosse já se tinham descoberto os segredos do universo, do tempo, de tudo.
Cumpts,
Espantoso!
ResponderEliminarNão sei se imagino o bem que lhe calhou.
Abraço
É especulativo mas não me impede de concordar. Obrigado pelo seu comentário.
ResponderEliminarCumpts.
Sim, mas o enorme espanto sobrepõe-se a tudo.
ResponderEliminarCumpts.
Um conjunto de coincidências que nos deixa a pensar se serão mesmo apenas isso.
ResponderEliminarSe me permite a questão, qual dos senhores da fotografia era o seu pai?
Existem coincidências engraçadas na vida
ResponderEliminarTambém acompanho o Prof na RTP Memória
Realmente Sr.Bic ... que coisa espantosa... que coisa maravilhosa!
ResponderEliminarTambem o meu falecido pai, admirador incondicional de Lisboa, ali naquele visível café à saída do Metro dos Restauradores tomava o seu lanche, regressando depois a casa para comigo partilhar as suas deambulações diárias pela cidade.
Obrigado
Bem Haja
Muita coincidência junta, pois...
ResponderEliminarNo mais deixe-me só dizer que lá reconheço o sr. Proença e o sr. Coelho também.
Cumpts. :)
É verdade.
ResponderEliminarCumpts.
Obrigado eu, pelo comentário.
ResponderEliminarCumpts.
De facto há concidências no minímo estranhas.
ResponderEliminarMas deixe-me aproveitar a fotografia e contar que ali à direita um pouco mais abaixo, após o Eden, havia uma barbearia (mais tarde acho que deu em agência bancária) que o meu Pai frequentava nos anos 50, época em que se ia ao barbeiro semanalmente cortar o cabelo e fazer a barba. O barbeiro própriamente dito era o Sr Oliveira. Eu tinha à volta dos meus 9 a 10 anos e acredita que ainda me lembro da sua cara ?
Paredes meias ficava um botequim chamado Piratas e um dia, já eu era um rapazola de 16/17 anos o meu Pai perguntou-me o que andava eu a fazer por lá. Com um misto de surpresa e atrapalhação perguntei-lhe como é que ele sabia ? Teria-me visto a entrar ou a sair ? Nada disso. O dono/empregado é que lhe disse que ia lá de vez em quando um grupo de rapazes e entre eles um que era a cara chapada dele (do meu Pai). Continuei a ir, mas sempre com muita compostura.
Posto que as coincidências não beneficiaram o meu palpite no Euromilhões e com isso se perdeu esta posssibilidade de patrocionar as Edições Bic Laranja, resta-me contentar com a coincidência deste sêr o local, onde se situa a Taverna Imperial onde, diáriamente, tomo a "bica" e onde já vou desde o tempo em que, com o mesmo nome, funcionava à porta fechada. Tenho esta obra da Alice Veira cuja, não me despertou grande interesse, excepto a tal foto, não porque reconheça algum dos fotografados, mas pelos motivos que acima descrevo. Mas uma coincidência assim, caro Bic, é uma coisa singular, sem dúvida.
ResponderEliminarA.v.o.
Eh! Eh! Rica história. Comigo não sucederia. E assim hei-de continuar a poder passar desapercebido nos Restauradores porque ninguém, com certeza, me conseguirá tirar muita parecença com o meu pai.
ResponderEliminarCumpts.
Obrigado pela confiança nas Edições Bic Laranja mas não creio que fosse negócio nada rendoso. Se esse era o investimento dos euromilhões garanto-lhe que no fim o saldo seria o mesmo com que ficou agora, pois claro.
ResponderEliminarLi um pedacinho do livro (O Chiado). Falta-lhe a aura dum tempo mais passado (que todavia vai ganhando), mas está bem escrito. É leve. Cuido que a autora procurou uma via antropológica de Lisboa. Talvez por isso estivesse como vossemecê, alheado da obra.
Cumpts. :)
Que bonito :)
ResponderEliminar:) Cumpts.
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