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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cabo Ruivo, circa 1953

Fotografia de Augusto de Abreu Nunes no Arquivo Fotográfico da C.M.L.. Uma nota do arquivista diz:


Incluída na freguesia de Santa Maria dos Olivais a zona de Cabo Ruivo compreende a refinaria da Petrogal, Fábrica de Gás e área circundante. Aí existiu também a primeira doca de amaragem para hidroaviões em Portugal. Inscrição no original: 19630.


 Não é claro se a dita doca dos hidroaviões se vê ou não nesta panorâmica, mas dá ideia que não...


Cabo Ruivo (A.A.Nunes, c. 1953
Fotografia aérea da zona industrial de Cabo Ruivo, Lisboa, c. 1953.
Augusto de Abreu Nunes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

10 comentários:

  1. Attenti al Gatti5/4/10 23:51

    Também já tinha visto essa foto. Mas só abrange a zona para poente da Av. de Berlim, logo a doca, que na altura já estaría construída, não aparece. Mas há outros pormenores interessantes: vê-se, no primeiro cruzamento, a Av. de Pádua ainda incompleta mas já com o edíficio da Utic e, em frente a Fábrica Barros e, ao fundo no cruzamento com a Av. Marechal Gomes da Costa, ainda está por construír o edifício Baptista Russo, que acabou por dar o nome ao local e que passados os tempos de glória, é hoje uma triste ruína.
    A.v.o.

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  2. Exacto. Nesta foto não se vê a doca dos Olivais, mas por muito pouco, já que os depósitos brancos que se vêem à esquerda da imagem ficavam junto a ela.
    Outra curiosidade é ver-se ao fundo, do lado direito, o traçado da Rua do Vale Formoso de Cima praticamente intacto, apenas cortado pela Infante D. Henrique. Hoje dificilmente se consegue dizer que o troço do lado esquerdo dessa avenida "pertence" ao do outro lado da "via rápida".
    E aqueles edíficios junto ao cruzamento da Vale Formoso de Cima com a Infante Dom Henrique seriam já os da Bruno Janz?

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  3. Anónimo6/4/10 14:18

    NO INVERNO DE 53/54,EU TRABALHAVA NA BRUNO JANZ.
    CUMPRIMENTOS
    FERNANDO C.

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  4. Bic Laranja6/4/10 19:15

    Se a fotografia é desse ano (e parece-me bem que sim) já viu que coincidência!
    Abraço!

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  5. Bic Laranja6/4/10 19:23

    Pertinente observação sobre a Rua do Vale Formoso de Cima. Obrigado!
    Não lhe sei dizer sobre a Bruno Janz.
    Cumpts.

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  6. Bic Laranja6/4/10 19:29

    Sim. Numa desta série cujo motivo é o antigo matadouro topa-se a doca já feita, efectivamente.
    Obrigado por documentar a imagem.
    Cumpts.

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  7. TristaoVelasco9/4/10 23:20

    Uma das coisas mais curiosas na foto é o serpentear do Canal do Alviela, que permanece até hoje a descoberto no terreno (p.ex. junto ao cemitério dos Olivais), com certeza por força de uma servidão non aedificandi. Aliás, julgo que se vêem ainda algumas árvores do cemitério no canto inferior direito da foto.
    Uma pergunta, se alguém conseguir ajudar: onde ficava em concreto a passagem de nível da Centieira, da qual já vi fotos mas não consigo situar?

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  8. Bic Laranja10/4/10 11:10

    Nota muito bem (o canal do Alviela). Obrigado pela importante achega ao comentário desta imagem.
    A passagem de nível da Centieira cuido que fosse na Azinhaga do Baptista onde entroncava com a Rua do Vale Formoso de Baixo. É só uma conjectura que ainda hei-de averiguar.
    Cumpts.

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  9. A passagem de nível da centieira não ficava a norte da zona apnhada pela foto?

    Vê-se bem na foto as instalações da Fábrica Barros, onde tive a honra de trabalhar vários anos.

    A Fábrica era originária de Castanheira de Pêra e em 1946 comprou a massa falida da Fábrica da Chemina em Alenquer (de que hoje só restam as enormes ruínas bem no centro da Vila) e mudou-se para Lisboa em 1946.
    As instalações actuais estão já desactivadas, tendo a fábrica voltado às origens em Castanheira de Pêra e Avelar.

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  10. Para já descarto a Azinhaga do Baptista.
    É possível que fosse a Norte do que se vê, sim, no fim da Estrada da Centeeira, já na velha Rua Conselheiro Mariano de Carvalho. Admito também que pudesse ser no fim da Rua do Vale Formoso de Baixo, fazendo a transição para a Rua Direita dos Olivais cuja continuação era a dita Estrada da Centeeira.
    Grato por mais uma preciosa informação para documentar a imagem.
    Cumpts.

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