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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Restos de feira

 A feira começou por ser dos porcos mas cedo lhe mudaram o rótulo – marketing oblige. Houve muitos pregões, foi grande o arraial e a fanfarra, gente importante quis aparecer. Nem assim acorreu grande freguesia – a roda gigante bem girava, mas ia quase vazia. Então foram calando o realejo; aos poucos que muitos vinham desmontando a tenda. Alguns – talvez pelo disfarçar – deram eco a que esta fora, afinal, uma feira de burros. Acabou o que sobrava dela. A barraca das farturas cancelou hoje o resto das encomendas – ainda agora parece que tem a roulote atulhada de mercadoria...



Feira do Relógio (c) 2007

Almeidas da Câmara, Feira do Relógio, 2007.

10 comentários:

  1. Bem..."c'a'gandas porcos"...ao mesmo tempo a CML factura deste modo duplamente...as taxas dos vendedores e a reciclagem...

    Temos que ver o lado "positivo"...

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  2. E continua a ser assim todos os Domingos aqui à porta de casa, que eu moro lá a frente na foto... Faça sol ou faça chuva...

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  3. O Senhor Fernando Ruas ameaçou que acabava com a feira em Viseu se os feirantes não deixassem as coisas minimamente decentes. Cá acho que até nem seria uma má ideia, quer fosse em Viseu, quer fosse em Lisboa...

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  4. Attenti al Gatti6/2/10 01:21

    Já aquí, nestas páginas, se tinha previsto, há meses atrás, o futuro da feira. O que me levanta uma dúvida: o cidadão comum, com bom senso, consegue prevê-lo e quem nos governa não? Ou quem nos governa também consegue mas, sobretudo, tem que proteger outros interesses?
    A.v.o.

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  5. É uma maneira de pôr as coisas.
    Cumpts.

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  6. Attenti al Gatti7/2/10 19:12

    Pois eu sei. Pelo menos alguma coisinha. Sei duma empresa (terá havido mais) tutelada pelo Estado, altamente deficitária (para não variar) e subsídio-dependente do O.E., que distribuíu, precipitadamente, mais de duas mil embalagens antí- H1N1 pelos seus trabalhadores. Daquelas, espero que pelo menos os pacotes de lenços de papel tenham tido algum uso, só para não se dizer que foi tudo, inteirinho, para o lixo. É claro, que num país rico como o nosso, essas coisas não têm qualquer importância e sempre se movimenta a economia.
    A.v.o.

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  7. Bic Laranja7/2/10 20:31

    Houve mais. Não só com máscaras. Temos visto como o dinheiro de empresas públicas tem servido para compras de particulares...
    Cumpts.

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