... Isto ser a Praça do Areeiro? Na embocadura da Av. Gago Coutinho?!...
Repare-se: o eléctrico 8 que ia para o Areeiro dá a pista; onde se começa a levantar um prédio (o da pastelaria Cinderela) vê-se ainda só a embocadura da Av. Padre Manuel da Nóbrega, em embrião; ao fundo nota-se bem a Quinta dos Lagares de El-Rei, do séc. XIV, hoje totalmente abafada pela altura das construções em redor; mais longe o casario que se estende deve ser na Travessa Henrique Cardoso que ligava a Estrada de Entrecampos à Estrada das Amoreiras na pré-história da Av. de Roma.
Se prova faltasse...
O cimo da Av. Almirante Reis antes dos arranha céus. - Via-se a Estatística desde o lugar da Praça do Areeiro, vá lá imaginar-se!
Identificando a prova de ciclismo saberei a data; para já é certo que as imagens são posteriores a Dezembro de 1941 e anteriores a 24 de Março de 1947 quando o eléctrico 8 deixou de ir à Praça da Figueira, ficando-se pelo Martim Moniz.
Fotografias: Praça do Areeiro, Lisboa, 1940-47.
Estúdio de Horácio de Novais, in Galeria da Biblioteca de Arte da F.C.G.
Lindíssimo!
ResponderEliminarA quantidade de coisas curiosas que estas fotos revelam: os terrenos vagos levam a crêr que o local tinha uma cota mais elevada e foi terreplanado para fazer a actual praça, os ciclistas com o pneu de reserva às costas, o diminuto número de mulheres (na foto de baixo só há uma, humilde, pé-descalço, escondida atrás do que pareceser o cronometrista), o relativamente elevado número de personagens fardados (para além dos polícias, há um expedidor da Carris,um "magala" um legionário, e o que poderá sêr um graduado da Polícia), etc. Dá-me ainda para pensar que tudo isto se passa a um Domingo, único dia de descanso e que estes ciclistas (talvez operários) apesar da jornada de trabalho ser, em regra, de 50 horas semanais, (bem duras, bastas vezes), seis dias por semana e sem férias, ainda arrajavam tempo e fôrças para treinar e competir com brio. Que diferença para os dias de hoje, onde há tanta gente permanentemente cansada com 35 horas semanais de trabalho mole, um mês de férias, "pontes" e intervalos para a "bica.
ResponderEliminarA.v.o.
E bastante curioso. Cumpts. :)
ResponderEliminarTambém notei a cota do terreno. Mas afundava-se para o lado da Quinta do Dr. Lobo (a velha estrada de Sacavém tinha ali uma cota bem inferior, como certamemente se recorda) para voltar a subir entre a Quinta das Ameias e a Barão de Sabrosa, que entretanto a Afonso Costa desbastou.
ResponderEliminarNo mais obrigado pelo seu olhar sempre atento e perspicaz.
Cumpts.
Nada como o seu belo “estaminé”, para recuarmos a um tempo maravilhoso da nossa Lisboa…
ResponderEliminarÉ como beber um belo chá quentinho! :-)
E que música divinal logo à entrada!...
Também eu a cantei, em tempo longínquos, “na rua onde ele vivia”! :-)
Abraço
Obrigado! É muito simpática.
ResponderEliminarCumpts.
quando ainda se podia andar a vontade em lisboa sem poluição e meu amigo caso possa lhe recomndo a colecção de livros lisboa desaprecda que talvez te possa servir de inspiração para manter estre delicioso blog
ResponderEliminarCurioso o "Quinta das Ameias". Sempre a conhecí como Casal Vistoso. Lembro-me perfeitamente desse desnível e da azinhaga que conduzia a essa quinta, donde os meus olhos infantis custavam a despegar e de que quase nada resta.
ResponderEliminarA.v.o.
Tem ambos os nomes. Cuido que é o Guia de Portugal que no-los dá.
ResponderEliminarCumpts.
É verdade. Obrigado pela sugestão. Cumpts.
ResponderEliminarSó sei que são mais de dez livros e pelo que desfolhei são uma delícia
ResponderEliminarE agora mais um. Veja.
ResponderEliminarCumpts.
obrigado pela lembrança
ResponderEliminarObrigada pela partilha!
ResponderEliminarMoro exactamente neste local, num dos tais prédios "altos", hoje tão pequeninos.
Adoro descobrir Lisboa desaparecida, e conto com uma tia que viu nascer a Praça do Areeiro como a conhecemos hoje. Por ela, andamos sempre em busca deste tipo de imagens, que a leva a histórias que nos deliciam. Por nós, gostamos de mostrar ao filhos o que o tempo faz aos lugares. E às pessoas.
Um abraço.
Já agora... talvez se possa mesmo dizer que são fotos de 1940, já que a inscrição na pedra do edifício onde moro (o 260 da Almirante Reis) diz "construído em 1940".
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ResponderEliminarCumpts.