« Puseram-se diante de mim a falar deste, daquele e de algumas figuras curiosas do passado:
Quando o Governo se lembrou de cunhar aquelas moedas enormes de dez tostões, a Casa da Moeda mandou a D. Carlos as primeiras que sairam dos moldes. O rei examinou-as demoradamente como artista que era. Gabou-lhes o cunho, a nitidez, o peso, o toque. E disse para os seus camaristas: — É pena serem tão grandes.
E logo o marquês de Alvito:
— A engordar dessa maneira, onde queria V.M. que o metessem? »
Raul Brandão, Memórias, T. II, (Obras completas, vol. I, ed. José Carlos Seabra Pereira), Relógio d'Água, Lisboa, 1999, p. 172).
Mil Réis - Dez Tostões (1898), in Moedas.org.
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