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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da nulidade do que se sabe

 Há uma história que o professor Veríssimo Serrão gostava de contar.
 O Alexandre Herculano, enquanto andou metido na política, tinha naturalmente apoiantes dedicados e detractores acérrimos. Certa vez estavam dois desses num café do Rossio batendo-se de argumentos - um a favor, outro contra - quando o que defendia o Herculano, à míngua já de melhor defesa, se sai com esta: - Dizes mal do Herculano? Pois tomaras tu saber o que o Herculano sabe.
 Nisto levanta-se o Herculano, que ouvira doutra mesa a conversa sem ser notado e diz aos dois antes de sair: - Tomáramos todos nós saber o que o Herculano não sabe.
 


Abertura do ano judicial, 2006 (M.N.E.)
Abertura do Ano Judicial,  S.T.J., 2006.
(Portal do Governo)

12 comentários:

  1. " Só sei que nada sei ". Clarividente Herculano - o nosso verdadeiro Sócrates.

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  2. Brilhante comentário. Obrigado!

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  3. Eu é que agradeço a amabilidade.

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  4. como a república ninguém sabe nada, passa no meu recanto que está fértil

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  5. Cou sua licença, vai direitinho para o meu estaminé!

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  6. Provavelmente...é preferível nem saber...

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  7. Que maravilha!…
    E o que diria Herculano hoje, num tempo em que toda a gente sabe tudo?...

    Abraço

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  8. Obrigado pelo destaque. Cumpts.

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  9. Retirava-se para dedicar-se ainda mais à produção de azeite. Cumpts.

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  10. Bic Laranja23/11/09 19:32

    :) Cumpts.

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