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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Da alarvidade de expressão

Silêncio

 Há pedaço perguntava com certa astúcia o escritor Saramago no programa do Mário Crespo: — Para quê? Para que criou Deus o mundo?
 — Para termos aqui o senhor - ouviu-se baixinho o jornalista Mário Crespo.
 A liberdade de estar calado não tem nada destas coisas: um escritor livre de dar à estampa as alarvidades que entenda; um deputado não sei das quantas livre de mandar escritores à fava; e um jornalista, livre de estupidamente verbalizar um insulto ao entrevistado-ídolo sem se dar a mínima conta.
 Realmente!... Deu-se Deus ao trabalho para isto.
 
(Imagem em "Vas te Faire Foutre", Notícias da Cidade, 2/9/2007.)

6 comentários:

  1. Nesta polémica toda, Bic, só me ocorre dizer que, se as preocupações sociais do Saramago fossem reais, deveria começar por abordar o Corão, que é bem mais «anquilosante», na sua perspectiva «progressista», do que a Bíblia. Mas com o Corão, está quieto! ;-)

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  2. Bic Laranja25/10/09 09:31

    Uma tristeza. Cumpts.

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  3. Bic Laranja25/10/09 09:33

    Pois. Com a moirama 'tá quieto.
    Cumpts.

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  4. Quanto à polémica Saramago, só me apetece dizer: já não há pachorra! Porque diabo se faz “tanto barulho por nada”?
    A cada palavra gasta é mais um livro que se vende. E é esse o único resultado prático de todo estes disparate!

    Abraço

    PS- Isto não tem nada a ver… mas gosto muito da palavra “pedaço”! :-)

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  5. Todo este imenso nada é o dito Saramago.
    Cumpts. :)

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