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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Isaltinices

 Também vem no  jornal agrafado mas já tinha ouvido na telefonia. "É uma vergonha que os políticos acusados ou pronunciados se candidatem a eleições", diz um certo dr. Mendes.

 Vergonha é, mas que importa a vergonha? As eleições são por essência banha da cobra de intrujões a mentecaptos. Um comércio. Doutra forma como podiam majores, fátimas e isaltinos ser tão sufragados?!... 


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 Na antiga Grécia, os Isaltinos condenados eram votados sim, mas era ao ostracismo. Aqui dão conferências de imprensa.





(Imagem da E.P.A.)


O povo é quem mais ordena mas Deus nos livre do povo


 Se há coisa que verdadeiramente desacredita (agora diz-se descredibiliza, não é?) a democracia - pior que todas as isaltinices descaradas que algum político cometa - é ele haver mentecaptos sufragando isaltinos. Vai daí que se proponham muito paternalmente leis que guardem os mentecaptos de eleger livre e democraticamente qualquer intrujão mais descuidado que se deixe enredar na malha judicial. O povo é quem mais ordena, mas é preciso guardá-lo de não saber dar as ordens certas...

4 comentários:

  1. Ui, Sr. Bic! Que ainda o acusam de anti-democrata - crime maior da pátria - e decretam a sua prisão preventiva!...
    Ainda o mandam para um asilo socio-cultural muito mau… Sem a maturidade democrata do nosso iluminado Portugal!
    Eu cá é que não queria… Ainda por cima com a gripe A! :-)

    Abraço

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  2. Tem razão. Ainda me fecham e me condenam a ver televisão para o resto da vida.
    Cumpts.

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  3. Attenti al Gatti7/8/09 01:32

    Uma das razões porque a política goza do descrédito geral é por estar exameada de gente pataqueira, como esse tal dr. Mendes que afirma "É uma vergonha que políticos acusados ou pronunciados se candidarem a eleições". O dr. Mendes ao não conceder aos políticos acusados ou pronunciados a presunção de inocência (todo o cidadão se presume inocente até trânsito em julgado da sentença condenatória)leva a concluír que não há políticos inocentes.
    Assim sendo pergunto: o dr. Mendes será um caso único de inocência e, portanto, estará à espera que seja promulgada uma lei nesse sentido, de modo a poder levantar acusações a torto e a direito aos seus adversários e assim ficar sózinho numa corrida eleitoral? Um cidadão que não é político -é trolha, p.ex.- pode candidatar-se a uma eleição, no caso de estar estar acusado ou pronunciado? E se em tribunal nada se provar contra um político acusado ou pronunciado, este já pode concorrer a eleições ou ainda será necessário um atestado de bom comportamento moral e cívico?
    A.v.o.

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  4. Obviamente é como diz. Todos esses pataqueiros (excelente vocábulo) enchem a boca de Estado de Direito mas ao que vejo só arrotam Estado... Ao Direito são pouco propensos.
    Cumpts.

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